Monthly Archives: setembro 2019

Ataques a reputações nas redes sociais colocam toda a sociedade em risco

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O uso crescente das redes sociais para destruir reputações de adversários começa a colocar em risco a própria sociedade. Isso acontece porque tais ataques se baseiam em uma eficiente manipulação dos algoritmos e em uma avalanche orquestrada de “fake news”.

Como resultado, a população começa a perder as referências para construção de confiança em pessoas, instituições e empresas. O risco para a comunidade existe porque, pela nossa natureza humana, só conseguimos construir algo com pessoas em quem acreditamos.

Oras, se não confiamos em mais nada e em mais ninguém, nos afastamos da nossa própria evolução! O mais triste é que isso acontece porque somos alegremente manipulados por grupos que promovem esse movimento para ampliar seus privilégios e aumentar seu poder.

Como exemplo, na semana passada, assistimos a tentativas nefastas de desmoralizar a ativista sueca Greta Thunberg, de 16 anos, após sua participação na cúpula do clima da Organização das Nações Unidas.

Precisamos reforçar nosso senso crítico, para que não sejamos mais peões nesse xadrez político e econômico! Veja como no meu vídeo abaixo. E depois conte a todos o que faz para escapar das “fake news” e das manipulações.



Quer ouvir as minhas pílulas de cultura digital no formato de podcast? Basta procurar por “O Macaco Elétrico” no Spotify, no Deezer ou no Soundcloud. Se preferir, pode usar seu aplicativo de podcast preferido. É só cadastrar nele o seguinte endereço: http://feeds.soundcloud.com/users/soundcloud:users:640617936/sounds.rss

Foto: Creative Commons

Como a tecnologia pode salvar vidas de quem você ama

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“Se alguém o tivesse escutado, talvez pudesse ter sido salvo.”

Essa frase é comum entre aqueles que tiveram que enfrentar casos de suicídio de pessoas próximas de si. Ela representa uma das faces mais perversas dessa tragédia: a maioria dessas mortes poderia ter sido evitada se as vítimas tivessem recebido o apoio necessário a tempo. Isso não acontece porque as pessoas que convivem com o suicida normalmente não percebem os sinais emitidos por ele. Sinais que são, na verdade, pedidos de ajuda. E, dos que percebem, muitos não sabem como lidar com isso adequadamente.

Felizmente novas tecnologias e novos métodos abrem caminhos que podem ajudar as próprias vítimas e também as pessoas a seu redor a lidar melhor com esse gigantesco problema de saúde pública.


Vídeo relacionado:


No mundo, mais de 1 milhão de pessoas se suicidam todos os anos. Isso dá uma morte a cada 40 segundos. No Brasil, 32 pessoas se matam todos os dias: em 2018, foram 11 mil vidas perdidas assim.

A situação é ainda mais grave entre os jovens, sendo a principal causa de morte nessa faixa etária no planeta, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. Segundo o Ministério da Saúde, o suicídio aumentou 20% nos últimos cinco anos entre jovens de 15 a 19 anos. Já é a quarta causa de mortes nessa faixa no nosso país.

O suicídio raramente é uma decisão por impulso. O suicida amadurece a ideia com tempo. Nesse processo, emite vários sinais indicando que pensa em acabar com a própria vida, em um longo pedido de ajuda, muitas vezes inconsciente.

Gramática da Depressão e Algoritmo da Vida

Pesquisadores da University of Reading (na Inglaterra) e da Florida State University (nos EUA) descobriram que pessoas com depressão costumam publicar nas redes sociais mensagens com palavras e construções específicas. Eles catalogaram os resultados desse comportamento e o chamaram de “Gramática da Depressão”. Com ela, afirmam ser capazes de identificar essa terrível doença, mesmo em seus estágios iniciais.



A partir desse estudo, a Agência Africa e a desenvolvedora Bizsys criaram para a revista Rolling Stone Brasil o que eles chamaram de “Algoritmo da Vida”. Trata-se de um sistema que fica varrendo mensagens no Twitter seguindo as regras da “Gramática da Depressão”.

Para evitar falsos positivos, quando algo suspeito é identificado, a mensagem passa por uma checagem cuidadosa, que considera contexto, ironias e a recorrência dos termos. Se o risco for confirmado, um perfil do Twitter criado especificamente para esse serviço, com o auxílio de psiquiatras, entra em contato com o indivíduo por uma mensagem privada. O objetivo é conversar e entender o usuário, para lhe sugerir a melhor forma de tratamento. Indicações para contato com o CVV (Centro de Valorização da Vida, telefone 188) são sempre uma opção.

O “Algoritmo da Vida” está funcionando desde fevereiro, e já verificou cerca de 34 milhões de mensagens, de 1,4 milhão de perfis no Twitter. No meio disso tudo, detectou quase 300 mil riscos potenciais, direcionando cerca de 1.400 pessoas ao CVV.

Pesos-pesados tecnológicos

No último dia 11, a iniciativa ganhou dois apoios de peso: a titã de software alemã SAP e a AWS (Amazon Web Services), serviço de hospedagem na nuvem da empresa de Jeff Bezos.

O anúncio foi feito em São Paulo, durante o SAP Now, maior evento de tecnologia e negócios da América Latina, por Cristina Palmaka, presidente da SAP Brasil, que estava com Sergio Gordilho, copresidente da Agência Africa, e com Cleber Morais, diretor-geral da AWS no Brasil.

Os dois gigantes da tecnologia se uniram à iniciativa, para que ela ganhe escala e eficiência, com a enorme capacidade de processamento da AWS e diferentes tecnologias de ponta da SAP. Assim, o Algoritmo da Vida está sendo recriado dentro de soluções da SAP para aproveitar recursos como inteligência artificial e análises preditivas, que serão capazes de identificar mudanças nos padrões de comportamento dos usuários, que possam indicar, com grande assertividade, qualquer risco. A linguagem natural, ou seja, a tecnologia que permite a máquina entender e se comunicar com frases correntes, como se fosse uma pessoa, tornará esse processo ainda mais eficiente.

A tecnologia digital já dá esse tipo de visão aos negócios há bastante tempo. Mas o Algoritmo da Vida é uma prova que ela pode ser aplicada a qualquer disciplina humana. Na verdade, desde que a medicina se dissociou do curandeirismo místico para se aproximar da ciência, a tecnologia ocupa um espaço crescente nos diagnósticos e nas curas.

É só pensar que, há cem anos, pessoas morriam de gripe pela inexistência de antibióticos, e raio-X era algo ainda experimental. Hoje, pulseiras eletrônicas são capazes de medir o nível de glicose no sangue do paciente pelo seu suor, de maneira automática. Essa informação é passada em tempo real para o computador do hospital, que monitora cada pessoa individualmente.

Outra iniciativa da SAP, essa desenvolvida com a indústria farmacêutica suíça Roche, usa esse tipo de informação para antecipar problemas ligados à diabete, antes mesmo que eles aconteçam. Além de preservar a vida de cada paciente, pode ajudar a identificar problemas de saúde pública pela análise combinada e anônima dos dados de todos os pacientes, propondo até mesmo alterações em políticas públicas.

Em julho, Paul Hutton foi salvo pelo seu Apple Watch. O relógio inteligente identificou alterações em seus batimentos cardíacos e o encaminhou ao médico. O americano de 48 anos passou por cirurgia para corrigir um bigeminia ventricular e foi salvo.

De volta à depressão, o Instagram também oferece, há alguns meses, um recurso que tenta identificar comportamentos entre seus usuários que podem indicar riscos. Quando isso acontece, o sistema mostra telas que tentam conscientizar o usuário que algo pode estar errado e dá sugestões onde pode buscar ajuda.

A empresa americana HarrisLogic, que presta atendimento a pessoas com depressão, também desenvolveu um sistema em plataforma SAP para isso. Seus profissionais oferecem um atendimento mais eficiente a partir indicações oferecidas pela análise de milhões de atendimentos por inteligência artificial e big data.

A importância da humanidade

A tecnologia é realmente uma ferramenta de valor inestimável, muito bem-vinda. Mas ela é isso: uma ferramenta.

Carl Jung, fundador da psicologia analítica, dizia: “conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas, ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana.”

A tecnologia identifica, avisa, sugere com grande precisão. Mas temos que estar atentos e sermos empáticos com quem está a nossa volta. Às vezes, uma simples palavra amiga pode ser o suficiente para salvar alguém. Se você não se sentir habilitado a prestar a ajuda necessária, sempre encaminhe a pessoa a um psicólogo.

A única coisa que não podemos fazer é nos abster de ajudar.


E aí? Vamos participar do debate? Role até o fim da página e deixe seu comentário. Essa troca é fundamental para a sociedade.


Artigos relacionados:

Venda exatamente aquilo que o cliente quer comprar

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Conhecer o seu cliente, suas demandas, seus gostos, seu comportamento se tornou o Santo Graal de negócios de qualquer segmento e porte. Com isso, podemos melhorar nossas entregas e toda a cadeia de produção e logística. Nesse cenário, uma tecnologia cada vez mais poderosa e acessível a qualquer empresa desempenha um papel crítico.

No caso do varejo, por exemplo, a inteligência artificial permite ao lojista antecipar, com boa precisão, o que, quanto e quando seu consumidor comprará. Essa informação é valiosíssima, pois lhe permite investir apenas em produtos que “giram”, diminuindo o estoque, evitando que seu capital fique “parado” e até reduzindo a perda de produtos (como no caso de perecíveis). Do lado do consumidor, os ganhos também são interessantes, pois se diminui a frustração de procurar um produto e não o encontrar na loja, o que no varejo é conhecido como “ruptura”.

No vídeo abaixo, Bento Ribeiro, CEO da TEVEC, explica como funciona essa tecnologia. Em uma conversa descontraída, ele fala ainda como está o Brasil internacionalmente na adoção desses recursos, como a inteligência artificial impacta os empregos e o que as pessoas devem fazer para garantir a sua empregabilidade.


A inovação depende da união da sociedade, das empresas e do governo

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A inovação se tornou chave para o desenvolvimento de qualquer país. Em um cenário internacional de alta competitividade, destaca-se aquela que valoriza sua cultura e recursos com tecnologia e educação.

O melhor exemplo é a China. Até algumas décadas atrás, o país tinha vocação agrária e um sistema político-econômico fechado para o mundo. O governo passou então a incentivar uma forte industrialização. Em um primeiro momento, criou-se uma poderosa indústria de reprodução, com foco em volume e preço. Apesar de ter criado a imagem de produtos baratos e de baixa qualidade, foi fundamental para uma sólida base de produção. Hoje puxam a fila da inovação.

O país ocupa a 14ª posição no Índice Global de Inovação, organizado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual, Instituto Europeu de Administração de Empresas e pela Universidade Cornell. Nesse ano, passou o Japão! O Brasil, por outro lado, caiu duas posições, da já modesta 64ª para 66ª, de um total de 129 países.

Sobre os caminhos para a inovação, conversei com Thiago Zambotti, diretor-geral da Honeywell no Brasil, no Innovation Brazil Leaders Forum, que aconteceu em São José dos Campos.

Confira a conversa abaixo. E depois compartilhe nos comentários o seu caminho para a inovação.


Na Economia da Experiência, a tecnologia humaniza e vende

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Não olhe agora, mas a comunicação com o seu cliente pode estar quase tão ultrapassada quanto usar um carro de som, daqueles que vendem produtos (e às vezes atormentam moradores) pelas ruas dos bairros.

A situação pode ser ainda mais grave: você entrega o que seu cliente gosta ou apenas acha que faz isso? Pesquisa da consultoria americana Bain & Company aponta que 80% das empresas acham que fazem isso, mas apenas 8% de seus clientes concordam!

No cenário da atual Economia da Experiência, não dá para ficar assumindo o que nosso público deseja: temos que interagir com cada um deles para sabermos que caminho seguir. E a única maneira de fazermos isso bem é usando a tecnologia digital, para coletarmos -de maneira ética- e processarmos informações das pessoas.

Dessa maneira, seremos não apenas capazes de melhorar as nossas entregas, como também de manter uma conversa de alto nível em todas comunicações que realizarmos.

Entenda como fazer isso para o seu negócio, seja uma pequena padaria, seja uma multinacional, assistindo ao meu vídeo abaixo. E depois compartilhe conosco nos comentários as suas boas experiências.



Assista ao vídeo que abriu o SAP NOW 2019, retratando a Economia da Experiência: https://www.youtube.com/watch?v=n4_hj5n_TG0

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Diversidade importa!

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Como anda a diversidade na sua vida?

No seu trabalho e entre seus amigos, há pessoas de diferentes etnias, gêneros, orientações sexuais, idades, classes sociais? Se tiver pouco, sugiro que amplie isso.

Diversidade não é só uma moda, e não deve ser usada de maneira displicente. Se todos os inegáveis benefícios sociais já não fossem suficientes para todos terem um olhar sério e amplo sobre o tema, nos cercarmos com pessoas (muito) diferentes de nós nos ensina a sermos pessoas melhores, a resolvermos problemas mais complexos, a identificar oportunidades de todos os tipos.

Quando trazemos isso para os negócios, equipes diversas tornam nossos produtos muito mais competitivos por um motivo muito simples: nossos clientes também são diversos. Se tivermos apena um tipo de pessoa em casa, jamais seremos capazes de atender todo esse espectro.

No fim da tarde desta quarta, tive uma inspiradora conversa com Judith Michelle Williams, líder global de sustentabilidade de pessoas, e principal executiva de diversidade e inclusão da SAP. Confira no vídeo abaixo!

Conte suas experiências com diversidade nos comentários.



Lobby pode atrasar a chegada do 5G ao país

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Enquanto o mundo corre em direção ao 5G, empresas tentam atrasar a chegada dessa tecnologia ao Brasil, para proteger seus investimentos às custas de toda a sociedade.

No centro dessa guerra comercial, estão o leilão das frequências do 5G, que o governo quer realizar no primeiro semestre do ano que vem, e os Projetos de Lei 79 (que disciplina serviços de telecomunicações) e 3.832 (que regula a TV paga).

A chegada do 5G e essas mudanças legais impactam diretamente o modelo de “triple play” (telefonia, TV por assinatura e Internet), oferecido pelas operadoras. Os dois primeiros negócios estão em franca decadência há anos, portanto algumas dessas empresas estão usando de todos os artifícios para atrasar esses avanços.

Até o governo americano está envolvido nesse processo. O PL 3.832 pode favorecer fortemente a empresa AT&T na compra da Oi, o que possivelmente atrapalharia os planos da chinesa Huawei, líder mundial no 5G, que vem sendo combatida por Donald Trump.

No meio do fogo cruzado, estamos nós. Precisamos entender o que está acontecendo para nos posicionarmos contra esse atraso, que faria o Brasil perder enormemente sua competitividade.

Entenda isso tudo no meu vídeo abaixo. E depois deixe sua opinião nos comentários.



Para saber ainda mais sobre isso tudo, recomendo as seguintes leituras externas:

Leilão de 5G coloca em xeque TV por assinatura, e teles tentam ganhar tempo

PLC 79: o que vai mudar com o novo marco das telecomunicações

Senado pode mudar regras para TV paga e online; entenda a polêmica

Senado aprecia PL que acaba com restrição à propriedade cruzada no mercado de TV paga

Presidente da Anatel dispara: “Interesses casuísticos não podem confinar a internet brasileira”

Na CI, presidente da Anatel defende mudanças na Lei de Telecomunicações

Trump, Bolsonaro e Globo: O que está por trás da mudança da Lei da TV paga?

Operadoras discordam quanto à maturidade do ecossistema 5G

Claro: PL que muda lei do SEAC promoverá “destruição total” do audiovisual brasileiro

Claro também vai para o leilão da 5G, “porque não tem saída”, afirma Félix

América Móvil não “morreu de felicidade” com leilão 5G no Brasil, diz Félix

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Público exige cada vez mais a verdade na comunicação das empresas

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Você fala com o seu público? Eu me refiro a uma conversa franca, tratando dos interesses dessas pessoas, e não dos da empresa. Um diálogo em que o porta-voz da empresa fala, mas também escuta e responde ao que lhe for dito.

A combinação de smartphones e redes sociais transformou o relacionamento entre consumidores e empresas. As pessoas não querem mais “falar com a marca”, e sim com pessoas que as representam, de preferência pessoas com rosto e nome. Companhias que escolhem bem seus representantes, seguindo esses novos anseios, recebem em troca consumidores fiéis e até fãs entre clientes e funcionários!

Algumas perguntas legítimas surgem na hora que os gestores decidem fazer isso. A primeira é quem é a pessoa mais adequada para ser o porta-voz do negócio. Segundo a pesquisa Trust Barometer, da consultoria Edelman, o CEO não é o melhor. No Brasil, o preferido, segundo o relatório, é “alguém como você”, o que reforça o desejo do brasileiro de se relacionar com a empresa de uma maneira bastante pessoal.

Outras perguntas são o que dizer e como se comportar com o público. Respondo todas elas no meu vídeo abaixo.

E a sua empresa, como fala com seu público? Conte para todos aqui nos comentários!



Ficou interessando no estudo Trust Barometer, da Edelman? Você pode saber mais sobre ele e baixar alguns relatórios gratuitamente em https://www.edelman.com/trust-barometer

Assista ao inspirador discurso de Steve Jobs para os formandos de Stanford em 2005: https://www.youtube.com/watch?v=DgfodqUcNhI

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