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A personagem Vivi Guedes grava vídeo de despedida de seu perfil no Instagram - Foto: reprodução

O que aconteceu com Vivi Guedes? (e o que você pode aprender disso)

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A novela global “A Dona do Pedaço”, que terminou na sexta (22/11), deixou alguns legados para o marketing, com integrações inusitadas entre diferentes mídias, indo muito além do cada vez mais batido merchandising. E essa narrativa transmídia serve a qualquer negócio.

Sem dúvida, a mais bem-sucedida foi protagonizada por Vivi Guedes (Paolla Oliveira), uma influenciadora digital na novela, que transcendeu os limites da trama. A personagem ganhou um perfil real no Instagram (@estiloviviguedes), que chegou a ter 2,7 milhões de seguidores, todos conquistados no período da história. Eles interagiam com a personagem como se fosse uma pessoa real. Os responsáveis pelo perfil respondiam como Vivi, mesmo porque as conversas giravam em torno do que ela vivia na ficção. Foi um jeito bastante novo de se “derrubar a quarta parede” (quando personagens de filmes, novelas, séries e até livros interagem diretamente com o público).



O perfil foi anunciado na novela e regularmente trazia conteúdo gerado dentro da trama, como seus ensaios fotográficos. Além disso, campanhas publicitárias (bem reais) na TV também aconteciam no Instagram de Vivi Guedes, de maneira integrada.

Por tudo isso, com a aproximação do fim da novela, o mercado começou a questionar o que aconteceria com essa pequena mina de ouro. Mantê-la ativa significaria manter um contrato adicional com Paolla Oliveira.

A saída foi negociar o perfil dentro da própria trama. Curiosamente quem “comprou” a conta foi a própria Globo! No penúltimo capítulo da novela, a personagem Kim (Monica Iozzi), agente de Vivi, anuncia que estava negociando o perfil com a emissora.

De fato, três dias após o fim da novela, o perfil @estiloviviguedes foi rebatizado como @PraVcArrasar, e se transformou em uma plataforma da emissora sobre moda e beleza. Nada mal: a Globo entra nesse filão no Instagram com quase três milhões de seguidores logo de cara!

Vivi Guedes saiu totalmente de cena, apesar de todo o seu conteúdo continuar disponível lá. Para marcar essa passagem, o perfil exibe um vídeo de despedida, que foi “gravado” durante a novela. Outra iniciativa inusitada foi um vídeo com Paolla Oliveira entrevistando Vivi Guedes, que está disponível na Globo.com.

Mas nem tudo são flores. A mudança desagradou fãs de Vivi Guedes. Muitos deles estão protestando nas postagens no novo formato, fazendo menção à antiga musa. Cerca de 100 mil pessoas deixaram de seguir o perfil nos primeiros três dias da mudança.

É um mundo conectado

Bons ensinamentos podem ser tirados dessa iniciativa, aplicáveis a qualquer profissional ou negócio.

O primeiro deles é que, já há bastante tempo, não existe mais divisão entre “mundo online” e “mundo real”. Isso tem até nome: cibridismo.

Nosso público e nossos clientes, que interagem conosco presencialmente, cada vez mais desejam continuar essas trocas no mundo digital, de maneira transparente. E nada mais natural, com a completa imersão digital em que vivemos, graças à combinação dos smartphones e das redes sociais. Interagir com uma marca ou com um profissional pelo celular é tão natural (e, para muitos, até preferível) quanto fazer isso ao vivo.

Consequentemente, todos precisam estar preparados para oferecer essa interação continuamente. Não apenas do ponto de vista de sistemas, mas também de narrativa, discurso e linguagem.

Consumidores abandonaram sua tradicional posição passiva. Hoje querem participar do processo, da divulgação, se possível até da produção. A tão falada experiência do consumidor começa muito antes e vai muito além da compra do produto ou da contratação do serviço. Mais: ela impacta até mesmo aqueles que não são nossos clientes. E temos que dar atenção a eles, pois, com interações bem construídas e alinhadas com as expectativas do público, essas pessoas nos ajudam a vender nosso peixe.

E sua marca, já está fazendo isso?


E aí? Vamos participar do debate? Role até o fim da página e deixe seu comentário. Essa troca é fundamental para a sociedade.


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A vida pode ser mais simples que isso

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Admito: a minha vida anda muito acelerada! E, olhando à minha volta, vejo que a maioria das pessoas segue o mesmo ritmo.

Por quê?

Os meios digitais, que nos permitem fazer cada vez mais com menos, que tornam nossas vidas mais produtivas e divertidas, também nos mantêm em um estado de alerta que não termina. As metas de trabalho e pessoais não param de crescer. E nos deixamos levar por isso, às vezes sem perceber.

O marketing aprendeu como tirar proveito disso, com estímulos permanentes. Mas tudo em exagero estraga: isso vem criando uma geração de pessoas que não se encantam com mais nada, por estarem sempre submetidos a um novo produto incrível.

Pessoas incapazes de apreciar o lado bom da vida não conseguem encantar ninguém. Passam a viver no automático e seu senso crítico fica seriamente prejudicado. Disso surge uma população ansiosa e facilmente manipulável por grupos econômicos e políticos.

Precisamos reverter esse ciclo! Veja minhas sugestões no vídeo abaixo. E depois compartilhe conosco, nos comentários, o que faz para buscar seu equilíbrio.



Quer ouvir as minhas pílulas de cultura digital no formato de podcast? Você pode me encontrar no Spotify, no Deezer ou no Soundcloud. Basta procurar no seu player preferido por “Macaco Elétrico” e clicar no botão “seguir” ou clicar no ícone do coração. Se preferir, clique nos links a seguir:

Spotify: https://open.spotify.com/show/5qusvjLXpXtkV0urqvWaKA

Deezer: https://www.deezer.com/br/show/383802

Soundcloud: https://soundcloud.com/macacoeletrico

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Você confiaria a sua vida a um super app?

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Caminhamos a passos largos para um momento em que a Siri, dos iPhones, e o Google Assistente, dos Androids, serão substituídos por sistemas muito mais poderosos, que saberão quase tudo sobre nós, e serão capazes de tomar decisões complexas e até negociar valores em nosso nome. Nesse futuro próximo, a nova geração de assistentes virtuais evoluirá a partir dos atuais “super apps” (como o WeChat), acrescentando uma grande dose de inteligência artificial, análises preditivas, linguagem natural, big data.

Parece muito bacana -e é! Mas esses sistemas levantam algumas questões éticas e comerciais. Com tanto poder concentrado, eles serão capazes de impactar fortemente a “jornada do cliente”, até mesmo determinando o que consumiremos e como.

E aí a coisa fica complicada.

Diante disso, que garantia teremos que esses sistemas sempre tomarão as melhores decisões para nós, e não para atender interesses ocultos de seus fabricantes ou de seus parceiros comerciais? Entretanto, se não confiarmos nas assistentes, a sua “mágica” desaparece.

Para completar, em agosto do ano que vem, a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) começa a valer. Ela disciplinará não apenas a coleta de nossas informações, como também o uso que será feito delas, determinando que tudo deve ser explicitamente autorizado pelo usuário antes. Como esses sistemas, que se esbaldarão e cruzarão nossas informações mais íntimas, serão impactadas pela lei?

Uma coisa é certa: o futuro é inevitável! Quando esses sistemas estiverem disponíveis, daqui uns três anos, devem ser rapidamente adotados. Veja no meu vídeo abaixo o que você precisa saber para aproveitar bem novidades assim. E depois compartilhe conosco suas percepções nos comentários.



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Cresce a quantidade de pessoas que não querem falar com outras pessoas

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Assisto com curiosidade e uma certa apreensão a uma profunda mudança cultural: o aumento de pessoas que parecem não gostar de falar com outras pessoas. Ao consumir serviços das mais diferentes naturezas, preferem interagir com sistemas a conversar com atendentes em carne e osso.

Experiências ruins, que todos nós temos com esses atendimentos, encabeçam os motivos para isso. Mas há também mudanças comportamentais provocadas pelos meios digitais: estamos nos tornando uma geração de pessoas ansiosas e intolerantes, que querem tudo do seu jeito e no seu tempo.

Somos cada vez menos capazes de lidar com frustrações e rejeições. E isso é um problema muito sério, pois a vida sempre foi repleta disso. Na verdade, o confronto com esses dissabores nos ajuda a desenvolver resiliência e tolerância, duas habilidades cada vez mais valorizadas no mercado de trabalho. Coincidência?

De olho nessas mudanças comportamentais, várias empresas lançam produtos que atendem essas “demandas” de seu público. A mais recente foi a Uber, que anunciou, no dia 4, seu serviço Comfort. Entre outros benefícios, as pessoas poderão controlar, pelo aplicativo, que o motorista fale apenas o indispensável com elas.

Será que precisamos de um aplicativo para isso? Se não pudermos ou não quisermos conversar com o motorista, não podemos simplesmente explicar e pedir isso a ele quando entrarmos no carro?

Para muitos, a novidade chega a ser bizarra; para outros, é muito bem-vinda. Em qual grupo você se encaixa? Assista a meu vídeo abaixo para entender melhor por que isso tudo está acontecendo. E depois explique o seu ponto de vista para todos nos comentários.



Se você quiser ver o artigo sobre o estudo das universidades de Stanford e do Novo México sobre a evolução nas maneiras como as pessoas se conhecem, mencionado no vídeo, ele está disponível em https://web.stanford.edu/~mrosenfe/Rosenfeld_et_al_Disintermediating_Friends.pdf


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Estamos perdendo a capacidade de nos encantar

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Você está perdendo a sua capacidade de se encantar com o que a vida lhe oferece? Tudo parece muito sem graça e de uma mesmice terrível? Seu único desafio é conseguir dinheiro par pagar os boletos no fim do mês?

Tem muita gente vivendo assim ultimamente! Espero que não seja seu caso, pois a vida fica muito triste assim. E a vida é muito bela! Desde que você a viva dessa forma.

Grande parte dessa visão blasé do mundo se deve aos incríveis e incontáveis avanços tecnológicos que se integram ao nosso cotidiano. É claro que eles são muito bem-vindos, mas não podemos permitir que eles nos tirem a vitalidade e o desejo! Se você achar que, graças a isso, a vida está ganha, que os desafios sumiram, você está muito enganado. Pior: está criando uma terrível armadilha para si mesmo: o desencantamento geral.

Ele é péssimo para você como indivíduo e como profissional, para as empresas e para toda a sociedade. Entenda por que isso acontece e como escapar dele, assistindo ao meu vídeo dessa semana. E depois compartilhe suas percepções sobre o desencantamento das pessoas a sua volta nos comentários.

Vamos ajudar todos a sair disso!



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Seu público fiel de hoje pode matar o seu negócio amanhã

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Imagine o seguinte: você toca seu negócio como faz há anos, e tudo sempre funcionou. Mas algo começa a dar muito errado: o produto que sempre foi seu carro-chefe se volta contra a operação. Aquilo que talvez represente a essência da sua marca começa a se comportar como uma doença autoimune corporativa, matando a empresa por dentro.

A vítima mais recente disso foi a americana Forever 21. No último dia 29, o ícone da moda feminina jovem entrou com pedido de recuperação judicial, que reduzirá drasticamente a quantidade de lojas e eliminará as operações na Europa e na Ásia. O motivo: as adolescentes começam a questionar a “fast fashion”, roupas baratas e de pouca durabilidade, que são a cara da marca.

Na época da economia da experiência, esse problema acontece cada vez. As pessoas não compram mais produtos apenas: avaliam toda a experiência com a empresa, que também inclui a comunicação, o pós-venda, a transparência e os valores.

Se os valores do público mudam (e eles mudam), não há produto que resista. Foi exatamente isso que “quebrou as pernas” da Forever 21.

A boa notícia é que o mesmo público pode lhe ajudar a corrigir o rumo. Entenda como no meu vídeo abaixo. E depois compartilhe conosco suas experiências como consumidor ou como gestor, nesse cenário de mudanças aceleradas.



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Na Economia da Experiência, a tecnologia humaniza e vende

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Não olhe agora, mas a comunicação com o seu cliente pode estar quase tão ultrapassada quanto usar um carro de som, daqueles que vendem produtos (e às vezes atormentam moradores) pelas ruas dos bairros.

A situação pode ser ainda mais grave: você entrega o que seu cliente gosta ou apenas acha que faz isso? Pesquisa da consultoria americana Bain & Company aponta que 80% das empresas acham que fazem isso, mas apenas 8% de seus clientes concordam!

No cenário da atual Economia da Experiência, não dá para ficar assumindo o que nosso público deseja: temos que interagir com cada um deles para sabermos que caminho seguir. E a única maneira de fazermos isso bem é usando a tecnologia digital, para coletarmos -de maneira ética- e processarmos informações das pessoas.

Dessa maneira, seremos não apenas capazes de melhorar as nossas entregas, como também de manter uma conversa de alto nível em todas comunicações que realizarmos.

Entenda como fazer isso para o seu negócio, seja uma pequena padaria, seja uma multinacional, assistindo ao meu vídeo abaixo. E depois compartilhe conosco nos comentários as suas boas experiências.



Assista ao vídeo que abriu o SAP NOW 2019, retratando a Economia da Experiência: https://www.youtube.com/watch?v=n4_hj5n_TG0

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Público exige cada vez mais a verdade na comunicação das empresas

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Você fala com o seu público? Eu me refiro a uma conversa franca, tratando dos interesses dessas pessoas, e não dos da empresa. Um diálogo em que o porta-voz da empresa fala, mas também escuta e responde ao que lhe for dito.

A combinação de smartphones e redes sociais transformou o relacionamento entre consumidores e empresas. As pessoas não querem mais “falar com a marca”, e sim com pessoas que as representam, de preferência pessoas com rosto e nome. Companhias que escolhem bem seus representantes, seguindo esses novos anseios, recebem em troca consumidores fiéis e até fãs entre clientes e funcionários!

Algumas perguntas legítimas surgem na hora que os gestores decidem fazer isso. A primeira é quem é a pessoa mais adequada para ser o porta-voz do negócio. Segundo a pesquisa Trust Barometer, da consultoria Edelman, o CEO não é o melhor. No Brasil, o preferido, segundo o relatório, é “alguém como você”, o que reforça o desejo do brasileiro de se relacionar com a empresa de uma maneira bastante pessoal.

Outras perguntas são o que dizer e como se comportar com o público. Respondo todas elas no meu vídeo abaixo.

E a sua empresa, como fala com seu público? Conte para todos aqui nos comentários!



Ficou interessando no estudo Trust Barometer, da Edelman? Você pode saber mais sobre ele e baixar alguns relatórios gratuitamente em https://www.edelman.com/trust-barometer

Assista ao inspirador discurso de Steve Jobs para os formandos de Stanford em 2005: https://www.youtube.com/watch?v=DgfodqUcNhI

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Os influenciadores digitais funcionam ou são uma fraude?

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Os influenciadores digitais estão na mira!

Recentes fracassos de grandes estrelas da categoria e muitas decepções de empresas com campanhas desse tipo puseram a efetividade do marketing de influência em xeque. Mas esses casos ruins, que acabam ofuscando incontáveis bons resultados, não podem ser creditados apenas aos influenciadores.

É verdade que existe amadorismo demais no meio: muita gente se lança nesse mercado achando que, para ganhar um dinheiro fácil, basta publicar no Instagram uma sequência interminável de fotos “inspiradoras” ou escancarando produtos sem qualquer critério. Entretanto as marcas são tão ou mais responsáveis pelos resultados ruins, pois contratam essas pessoas olhando apenas para a quantidade de seguidores ou de “curtidas” que eles têm. Não se dão ao trabalho de sequer avaliar se os valores, o público e a linguagem do influenciador combinam com os da marca ou do produto sendo promovido.

Sem esse alinhamento, não precisa ser gênio para entender que os resultados serão frustrantes! Além disso, com o amadurecimento do mercado, as “curtidas” perdem espaço para conversas de qualidade, o que exige que o influenciador seja um especialista no assunto.

Portanto, o marketing de influência pode trazer excelentes resultados! Mas precisa ser feito do jeito certo. Veja no meu vídeo abaixo quais são os pontos que precisam ser observados para se escolher um influenciador adequado para seu negócio, qualquer que seja seu segmento ou porte. E depois compartilhe suas experiências e percepções com todos nos comentários.



Quer saber mais e baixar o estudo State of Influencer Marketing da agência sueca Relatable? É só clicar em https://www.relatable.me/the-state-of-influencer-marketing-2019

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Se o conteúdo é rei, o contexto é deus!

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Você já deve ter lido nas redes sociais que “o conteúdo é rei”, e que ele pode ajudar você a promover o seu negócio, qualquer que seja.

Será mesmo?

Não há dúvida da eficiência de um bom conteúdo nesse papel. Artigos, vídeos e posts roubam o espaço da publicidade convencional na atenção das pessoas, que agora compram de marcas com as quais se identificam e que veem como autoridade no segmento.

Entretanto nem o conteúdo mais bem escrito atingirá esse objetivo se não atender necessidades reais do público. Para isso, é preciso se aventurar em um mundo de gráficos e tabelas, para descobrir esses desejos e adequar a produção. Se o conteúdo é rei, o contexto é deus!

Sem isso, todo o investimento de marketing pode dar em nada. Felizmente o meio digital oferece algumas ferramentas poderosíssimas e gratuitas para identificar essas necessidades de seu público. Com elas, mesmo um pequeno empreendedor pode traçar o caminho até a mente e o coração de seus clientes, e falar com eles de maneira assertiva.

Veja como fazer isso no meu vídeo abaixo. E depois compartilhe conosco as experiências com seu público nessa nova forma de relacionamento.



Saiba mais sobre jornalismo de dados e como você pode “perguntar aos números” sobre informações valiosas, participando do curso online gratuito da Universidade do Texas, que eu menciono no vídeo. Os detalhes estão em https://knightcenter.utexas.edu/pt-br/00-21046-novo-curso-do-centro-knight-ensina-como-entrevistar-dados-para-reportagens-investigativas-i

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Videodebate: o que o fim dos “likes” no Instagram realmente representa?

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Você acha que o nível do conteúdo nas redes sociais está muito baixo? Você não está sozinho!

Uma mudança no Instagram aparentemente inócua pode ajudar nisso: desde a semana passada, a plataforma deixou de exibir a quantidade de curtidas que cada foto tem. Com isso, a expectativa é que os usuários apelem menos para fórmulas fáceis para conseguir audiência, os “caça-cliques”, publicando conteúdo que crie um debate de mais alto nível e melhorando da experiência como um todo.

A novidade também pode diminuir a ansiedade e a depressão que algumas pessoas sentem associadas ao meio digital. Acha exagero? Também na semana passada, uma blogueira se suicidou por não suportar a pressão de “haters” nas redes sociais, por ter publicado seu “casamento consigo mesma”.

Alguns podem achar um desproporcional, mas o ato de “curtir” qualquer coisa se disseminou por nossa vida, muito além das redes sociais. E, em alguns casos, isso perdeu seu propósito. Por isso, tal mudança no Instagram pode ajudar a reduzir essas distorções.

No vídeo abaixo, eu explico como isso impacta a sua vida, mesmo que você nem use o Instagram. Veja e depois vamos debater aqui.



Leia o meu artigo sobre a depressão no meio digital, mencionado no artigo: http://paulosilvestre.com.br/a-maldicao-do-influenciador-deprimido-e-o-que-faz-um-influenciador-dar-certo/

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A personagem Vivi Guedes, interpretada por Paolla Oliveira na novela global “A Dona do Pedaço”, faz uma “live” antes de se casamento - Foto: reprodução

A maldição do influenciador deprimido (e o que faz um influenciador “dar certo”)

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Quem acompanha a novela global “A Dona do Pedaço” viu nesta segunda a personagem Vivi Guedes, aspirante a influenciadora digital, interpretada por Paolla Oliveira, “postando uma live” (vídeo ao vivo nas redes sociais) na porta da igreja antes de entrar para o próprio casamento, e minutos antes de receber um “não” do noivo no altar. Seria só mais uma cena de folhetim se, no mesmo dia, uma tragédia real não guardasse certa semelhança: a blogueira Alinne Araújo se suicidou após ter publicado, nas redes sociais, seu “casamento consigo mesma” nesse domingo, um dia depois de seu ex-noivo desistir do compromisso por WhatsApp.

O “matrimônio”, devidamente documentado nas redes sociais, “viralizou”, atraindo muitos comentários de apoio à noiva, mas também muitas mensagens de ódio de “haters”, que diziam que ela estava querendo apenas ganhar visibilidade. Em sua última postagem, ela escreveu: “última vez que me pronuncio aqui sobre essa palhaçada de eu estar querendo me promover com um dos piores momentos da minha vida… Ridículos!”

Fiquei chocado com essa sequência de fatos, que claramente representa muitos valores da cultura atual, fortemente influenciada pelos meios digitais. Várias perguntas surgem disso:

  • Por que as pessoas estão tão preocupadas em exibir publicamente cada vez mais detalhes de sua vida privada?
  • Como alguém pode cancelar seu casamento na véspera por mensagem instantânea?
  • Por que a noiva decide “casar consigo mesma” e publicar isso nas redes sociais?
  • Por que tantas pessoas destilam ódio contra alguém que nunca lhes fez nenhum mal?
  • Os meios digitais podem estar associados ao aumento de casos de depressão?

A depressão é uma doença séria, que precisa ser tratada. Ela se instala de maneira silenciosa e pode ser devastadora.  Qualquer pessoa pode ser vítima dela, mesmo as que se dedicam a fazer os outros rirem, como o humorista Whindersson Nunes, brasileiro com mais seguidores no YouTube (mais de 36 milhões), e o ator Robin Williams, que se suicidou por causa da doença em 2014. Alinne Araújo também sofria do mal.

Conversei com a psicóloga Katty Zúñiga, pesquisadora da PUC-SP que estuda há duas décadas a influência da tecnologia sobre o comportamento humano. Segundo ela, o meio digital não causa depressão, mas mudanças no comportamento da sociedade podem provocar esses desequilíbrios.

“Vivemos uma época de ansiedade, em que tudo acontece cada vez mais rapidamente, e em que ganha mais quem grita mais alto”, explicou. As redes sociais são o cenário para dar vazão a essas demandas.

“Parece fácil, mas não é”, disse a pesquisadora. Qualquer um pode achar que basta criar contas nas redes e começar a publicar coisas “fofas” para angariar multidões de seguidores e se tornar um “influenciador”. Isso pode até acontecer, mas traz responsabilidades e muita pressão, com as quais muitas dessas pessoas não sabem lidar. Como resultado, problemas relativamente pequenos, da sua vida pessoal, podem ganhar grandes proporções, porque se tornam públicos inadvertidamente ou -o que é pior- por ação do próprio influenciador.

A celebridade digital se sente, cada vez mais, na obrigação de criar “fatos” para manter a sua audiência “aquecida”, e isso pode gerar uma pressão insuportável. Daí, quando algo mais grave acontece, toda aquela imagem, que é na verdade construída sobre uma fundação muito frágil, pode vir por água abaixo. “Sempre existiram influenciadores, como grandes jornalistas e atores, mas eles têm estrutura, sabem como lidar com críticas, que inevitavelmente aparecem”, explica a psicóloga. Por isso, passam por isso sem desmoronar.

A prisão da imagem

Muitas pessoas, quando percebem que se tornaram influenciadores (ou acham que se tornaram), acabam criando um personagem, que se torna maior que o próprio indivíduo. Ele pode até ter surgido de uma característica de sua personalidade, mas cresce de uma maneira tirânica, que não permite ser “contrariado”, mesmo quando a pessoa muda.

É o caso da influenciadora mexicana Yovana Mendoza Ayres, que fez fama como Rawvana e caiu em desgraça com os fãs em março. Ela construiu um império comercial em cima do conceito de crudiveganismo, mas foi flagrada em um vídeo de poucos segundos com um filé de peixe em seu prato. Apesar de tentar explicar que estava comendo aquilo por ordens médicas, os tribunais das redes sociais foram implacáveis, e ela foi obrigada a abandonar a personagem que a fez rica. Abordei esse caso em um vídeo na época, que pode ser visto abaixo:


Vídeo relacionado:


Essa “ditadura do personagem” surge com o aumento dos seguidores, com quem o suposto influenciador se sente comprometido, e cresce quando aparecem vantagens disso. Começam com pequenos presentes e convites -o que no jornalismo chamamos de “jabá”- e podem se transformar em polpudos contratos publicitários ou mesmo linhas de produtos, como no caso de Rawvana.

Em grande parte, o problema se agrava pelas marcas e agências que contratam esses influenciadores de uma maneira irresponsável. Para essas empresas, o único que importa são grandes visualizações e curtidas. Ignoram se aquela pessoa tem relação com o produto que está promovendo e se é sequer capaz de sustentar uma conversa sobre ele. E a celebridade digital, que na maioria das vezes não tem qualquer preparo profissional para lidar com aquilo, vê uma oportunidade aparentemente fácil de ficar famoso e de ganhar muito dinheiro. E embarca na onda.

Foi o que aconteceu com Arianna Renee, uma norte-americana de 18 anos conhecida como arii no Instagram, onde tem 2,6 milhões de seguidores. Ela abandonou seu projeto de criar uma linha própria de moda. O motivo, que ela própria explicou publicamente: foi incapaz de vender míseras 36 camisetas, o mínimo que a confecção contratada exigia para tocar a obra. Em um post no dia 27 de maio, depois apagado, ela disse que “ninguém cumpriu a promessa de comprar” suas peças.

Oras, ninguém compra algo, nem mesmo uma camiseta, assim. Aquilo tem que fazer sentido para o consumidor. Se for por um influenciador, ele precisa -bem- convencer por que aquilo é realmente bom. Como diz o ditado, “não é só pelos seus lindos olhos”.

Felizmente essa fase de deslumbramento dá sinais de que está chegando ao fim. As empresas estão percebendo que, muito mais que milhões de visualizações, o que realmente é capaz de vender algo são argumentos sólidos, autoridade no assunto e uma comunidade interessada no tema, mesmo que seja proporcionalmente pequena. Em resumo, é necessário profissionalismo.

Marketing de influência não é um passatempo, uma diversão inconsequente. É um trabalho que deve ser feito com seriedade, como qualquer outro. Caso contrário, isso pode causar grandes prejuízos financeiros às marcas, e, muito mais grave que isso, profundos problemas pessoais aos próprios influenciadores. E isso é um cenário em que todos perdem.


E aí? Vamos participar do debate? Role até o fim da página e deixe seu comentário. Essa troca é fundamental para a sociedade.


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Videodebate – Netflix ou notícia: quem você escolhe?

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VOCÊ É RELEVANTE para seu público?

Estudo do Reuters Institute for the Study of Journalism demonstrou que não basta mais ser ótimo no que se faz: precisamos tocar a vida das pessoas como elas esperam. Sem isso, nosso público pode não perceber o valor do produto, e uma grande ideia vai por água abaixo. E estou cansado de ver bons negócios quebrando e excelentes profissionais sendo demitidos por isso.

Apesar de o estudo se focar em jornalismo, suas conclusões podem ser facilmente extrapoladas para outros mercados. E uma delas demonstra que hoje não concorremos apenas com quem faz o mesmo que nós, e sim com qualquer empresa que dispute os mesmos reais dos consumidores, até com negócios muito diferentes dos nossos.

O mar não está para peixinho! Nunca foi tão importante conhecer bem o público: seus desejos, seus receios, suas carências, sua linguagem. Porque, sim, temos que buscar a excelência no nosso produto, mas temos que ser eficientes para que nossos clientes o percebam e entendam.

Assista ao meu vídeo abaixo para entender como fazer isso! E depois conte para nós aqui as suas experiências ao se relacionar com seu público.



  • Para assistir à integra em vídeo do debate no Estadão e baixar o excelente e-book produzido pelo Media Lab Estadão, inscreva-se gratuitamente aqui.
  • O relatório completo do Reuters Institute está disponível para download gratuito.
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Videodebate: você sabe encantar seu cliente?

By | Tecnologia | No Comments

Oferecer um grande produto a um preço justo já não é mais garantia de sucesso em nenhum negócio!
Com o barateamento dos meios de produção, recursos digitais cada vez mais inovadores e o avanço das redes sociais, ficou mais fácil aumentar a qualidade de nossas entregas e criar formas de comunicação engajadoras com o nosso público.
Isso é ótimo! O problema é que também funciona para os nossos concorrentes. De repente, parece que existe uma multidão fazendo exatamente o mesmo que nós, tão bem quanto.
Nesse cenário de mesmice, os consumidores naturalmente se tornam mais exigentes. Ganha quem oferece algo que o outro não tem. E, se está cada vez mais difícil se diferenciar na entrega principal, olhe além dela, na experiência que o cliente terá em torno da sua marca.
Por isso, a “customer experience”, a “experiência do cliente”, virou uma disciplina extremamente valorizada. Pois esse relacionamento começa bem antes da compra e vai muito além dela. E não se limita a um bom atendimento: em muitos casos, uma experiência memorável envolve entregas que não têm nada a ver com a proposta original da empresa.
E aí, você está pronto para criar uma experiência memorável para seu cliente?
Assista ao meu vídeo abaixo e descubra. E depois compartilhe com todos nos comentários as suas próprias experiências, como gestor e como consumidor.



NOVIDADE: quer ouvir as minhas pílulas de cultura digital no formato de podcast? Basta procurar por “O Macaco Elétrico” no Spotify, no Deezer ou no Soundcloud. Se preferir, pode usar seu aplicativo preferido: é só incluir o endereço http://feeds.soundcloud.com/users/soundcloud:users:640617936/sounds.rss

Videodebate: racismo na publicidade

By | Educação | No Comments

Na quinta passada, o Ministério da Educação pôs no ar propagandas com teor racista.

Por que o MEC fez isso? Como é possível que instituições e empresas de todo porte continuem dando mancadas assim?

Parece loucura que, em tempos em que tanto se discute e se incentiva a diversidade e a inclusão, ainda vejamos isso. Apesar de vários exemplos gritantes em todo o mundo, a solução para o problema não é simples, pois envolve mudar as cabeças que gerenciam os negócios, normalmente (como diria o guru da administração Tom Peters) “homens brancos de meia idade e calça de poliéster”.



Os benefícios de se resolver essa aberração histórica vão muito além da imagem pública do profissional ou da corporação.

Você sabe como? Sua empresa está salva disso? Veja no meu vídeo dessa semana! E depois deixe nos comentários o que você acha disso e exemplos de boas (ou más) práticas em torno desse assunto.

Para saber ainda mais sobre o assunto, assista também ao meu vídeo com entrevista a lideranças femininas da indústria de tecnologia explicando por que a diversidade e a inclusão são fundamentais para qualquer negócio:



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