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Como salvar seu negócio com o meio digital

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Declarações recentes de autoridades sugerem que as restrições pelo novo coronavírus podem durar muito tempo. O impacto nos negócios e no trabalho é imenso, e muitos se questionam se sua empresa sobreviverá a isso.

Permanecerão aqueles que conseguirem continuar produzindo nas novas condições. Em um ambiente de forte isolamento social, isso significa realizar bem o trabalho no ambiente digital. Você está pronto para fazer todas as mudanças necessárias no seu negócio para continuar produzindo e atendendo remotamente?


Saiba mais sobre esse assunto no vídeo abaixo:


A primeira coisa a se fazer: mantenham a cabeça no lugar!

Nessas horas, é fácil se tomar pela incerteza e até pelo pânico. Afinal, se antes tínhamos o controle de nossas vidas, agora vivemos à mercê do imponderável. O problema é que isso pode levar ao medo, que é um sentimento paralisante. Ele nos impede de seguir adiante e até deixa nossas ideias confusas.

Não se pode parar a vida! Temos que continuar a produzir, a trabalhar com segurança, dentro da nova realidade, em que muita coisa passará a ser feita online.

Mas, antes de pensar em como faremos isso, temos que pensar em nós mesmos como consumidores.

Tem gente que ainda tem medo de comprar algo online. E não é pouca gente: o Ibope mediu que cerca de metade dos internautas brasileiros nunca comprou nada online, principalmente por medo.

Bom, essa é uma excelente hora para mudar esse sentimento!

Serviços online podem ser tão bons ou até melhores que seus equivalentes presenciais. Alguns segmentos já estão totalmente à vontade com suas versões online, como o próprio varejo, a mídia, o sistema bancário, entre outros. Mas mesmo esses ainda poderiam fazer muito mais!

O principal entrave é que tentam ao máximo fazer uma simples transposição do atendimento presencial para o digital. E não é essa a ideia! O meio digital tem sua própria dinâmica, seus recursos, sua linguagem. Temos que aproveitar isso ao máximo, pensar criativamente, romper paradigmas!

A educação, por exemplo, é uma área que tem incríveis recursos para trabalhar à distância, mas ainda patina. Existem excelentes cursos à distância, que preparam seus alunos de maneira até melhor que o equivalente presencial, mas a maioria erra ao tentar colocar nas diferentes telas a experiência de sala de aula.

Mas não tem sala de aula, mão tem lousa, a comunicação com os alunos é feita de maneira totalmente diferente, o uso do material didático é diferente! Então, os planos de aula não podem ser os mesmos.

Quanto mais se tenta “aproveitar” o presencial, mais insatisfatório será o digital.

Não estou minimizando esse desafio. Infelizmente, muitas atividades não podem ser transportas para o digital. O setor primário e secundário da economia, por exemplo. Claro que eles podem melhorar -e muito- seus processos, inclusive automatizando muitas tarefas. Isso aliás, já vem sendo feito com muito sucesso. Mas entendo que, nesses setores, a presença do trabalhador acaba se fazendo necessária em algum momento, o que justamente é o grande complicador no que estamos vivendo.

Mesmo no setor terciário, de serviços, há segmentos que estão implicitamente ligados à presença física de seus profissionais e clientes. Exemplos disso são o turismo, o lazer, os transportes. Até gigantes amados por muitos, como a Disney, estão tendo perdas milionárias, e há muito pouco a se fazer.

Felizmente, boa parte do setor de serviços pode se transformar com sucesso diante das medidas de isolamento social. Na verdade, esse momento de crise pode acabar abrindo portas que muitas empresas se recusavam a passar porque estavam confortáveis com seu modelo existente.

Um setor do qual se tem falado muito é o de alimentos. O movimento desabou ou simplesmente foi proibido em algumas cidades. Mas as entregas continuam permitidas e as pessoas precisam comer. Mas, para se adaptar à nova realidade, não basta ter um telefone, um cozinheiro e um motoboy. Quem fizer só isso enfrentará uma queda forte nas receitas!

Por exemplo, como se relacionar com seu consumidor? Você sabe o que cada um deles come? E quando come? Como pede? E os métodos de pagamento? E de entrega?

No e-commerca, é interessante observar que muitos clientes deixam de comprar um produto porque eles nem sabem que a empresa vende online, ou porque não entendem exatamente o produto ou a oferta. A comunicação online, o site, o aplicativo são uma droga!

Não interessa qual seja o nosso negócio, temos que experimentar novos formatos. Temos que ser mais criativos e inovadores! Até coisas que parecem muito doloridas, nesse momento de crise, podem ser saídas inteligentes.

A transformação do seu negócio nesse momento pode implicar em mudanças mais duras, especialmente se você acha que está sem saída.

Estará sem saída no jeito atual! Mas e no novo jeito?

Esse isolamento pode nos levar a novas formas de conexão. Já penso nisso?

Pois pense! E aja!

A vida não pode parar!

Adapte-se ou morra com o seu negócio

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Você abriria uma videolocadora hoje? A pergunta parece absurda em um mundo audiovisual dominado por Netflix, YouTube e afins! Mas ainda restam alguns estabelecimentos assim em São Paulo e outras grandes cidades. E eles estão firmes! Seu “segredo”: encontraram um público que não é atendido pelas plataformas digitais e cuidam bem deles.

Atender genuinamente as necessidades de clientes é uma dessas obviedades desprezadas por gestores, que se preocupam só com os próprios interesses. Mas quem se dispõe a fazer isso, sair de sua zona de conforto e usar a tecnologia criativamente pode destruir e, na sequência, recriar segmentos totalmente consolidados, tornando-os mais adaptados a novas realidades. Por outro lado, quem se fecha na sua visão única de negócios corre o risco de ser chutado para fora do mercado.


Saiba mais sobre esse assunto no vídeo abaixo:


Vejam o caso da indústria fonográfica, aquela que rumava para uma extinção melancólica, desde que a venda de CDs morreu. No ano passado, a venda de música nos Estados Unidos cresceu 13%, chegando a US$ 11,1 bilhões, o maior valor desde 2006!

Para efeitos de comparação, o mercado americano de música teve seu pico em 1999, época em que todo mundo comprava CDs. Naquele ano, eles representaram quase 90% das receitas da indústria fonográfica dos EUA, que foram de US$ 14,6 bilhões.

Depois disso, mudanças tecnológicas e principalmente de padrão de consumo das pessoas fizeram que esses números descessem ladeira abaixo! O pior ano foi 2014, quando os CDs piratas e o download ilegal de música fizeram a receita encolher para “apenas” US$ 6,7 bilhões.

Ou seja, as receitas de uma indústria absolutamente consolidada e presente na vida de todas as pessoas desabaram para menos da metade do que eram em apenas 15 anos!



Portanto, os US$ 11 bilhões do ano passado são motivo de grande comemoração! Mas isso só aconteceu porque tudo mudou nessa indústria!

Ou alguém aqui ainda compra CD?

Quem está levando adiante a indústria fonográfica hoje são as plataformas de streaming, como Spotify e Apple Music. E são essas plataformas que ficam com o grosso desses US$ 11 bilhões. Os artistas ganham valores irrisórios!

Mas isso não é algo necessariamente ruim, nem para eles. Claro, não dá mais para ficar rico com a venda da música, mas ainda dá para ganhar muito dinheiro com ela, só que de outra maneira: shows.

Os artistas tiveram que se adaptar a uma nova realidade, que é a de seu público. As pessoas não compram mais música, mas ouvem música como nunca, nas plataformas de streaming. Estar nessas redes, portanto, se tornou essencial para ficar conhecido, ser lembrado, emplacar ou manter hits. É assim que se conquistam fãs hoje. Depois essas pessoas pagam R$ 500 pelo ingresso de um show, valor de uns 20 CDs!

E, por falar em streaming, existe um outro tipo de streaming que está explodindo: o de vídeo, que tem no YouTube e na Netflix suas maiores estrelas. O que me remete à pergunta do começo desse artigo: há ainda espaço para as videolocadoras?

Nos anos 1980, das videolocadoras chegaram a ameaçar as salas de cinema, com o aluguel barato de filmes em fitas VHS e depois DVDs. Bem, as salas de cinemas se reinventaram para seu público, e estão aí cheias! Enquanto isso, as videolocadoras morreram, pela concorrência dos DVDs piratas e do streaming. Ou seja, um segmento que floresceu atendendo uma demanda do público morreu por não se adaptar ao seu movimento.

Mas –acredite se quiser– ainda existem umas poucas videolocadoras nas grandes cidades, e elas estão firmes! Elas se tornaram um lugar em que se vai para encontrar raridades, ou simplesmente títulos que não estão em nenhuma plataforma digital, e há muita coisa que não está nessas plataformas.

Em outras palavras, ao contrário da maioria de seus concorrentes falecidos, se reorganizaram para atender um nicho.

Diferentemente do que muitos pensam, quem progride na natureza –e no mundo dos negócios também– não é o mais forte: é o mais adaptado! Essa é a essência da Teoria da Evolução das Espécies, elaborada no século XIX pelo naturalista britânico Charles Darwin. O conceito serve, portanto, para os seres vivos, mas também para as empresas.

Diante disso, pare de pensar só no que é bom para você e comece a pensar no que é bom para seu público! Observe as mudanças do mercado, para onde está indo, as tendências, e saia de sua zona de conforto: ela é uma armadilha que cega você!

Esteja sempre em movimento para atender seu público. Ou a teoria de Darwin pode colocar você para fora do mercado.

O pacto brasileiro pela mediocridade

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A atual campanha de um dos mais tradicionais fabricantes de chocolates do país é assustadora: ela premia quem reprova em disciplinas na faculdade! Como diz seu slogan, “bombou, ganhou!”

Normalmente os prêmios vão para quem tem desempenho superior em algo, não insuficiente. Essa iniciativa resolveu ir em sentido contrário. O mais triste é que ela não causa o problema: é mais um sintoma dele!


Saiba mais sobre esse assunto no vídeo abaixo:


A proposta da campanha é “lutar contra os vilões que te impedem de curtir com seus amigos. E, para começar o ano, escolhemos a reprovação na faculdade como vilã”.

É verdade que pesquisas indicam que um dos motivos que faz as pessoas mais irem para a escola são os amigos, especialmente as crianças. Apesar de isso ser importante para o desenvolvimento infantil, não é a principal função da escola. E certamente não é –ou não deveria ser– o principal motivo de alguém ir para a faculdade.

Mas me chamou muito a atenção chamar a reprovação de “vilã”.

Oras! O “vilão que te impedem de curtir com seus amigos” não é a reprovação. É uma política educacional medíocre, cuja raiz está no sucateamento do ensino desde a ditadura militar, que vem piorando ininterruptamente desde então e que atingiu seu clímax agora.

É uma política educacional que muda a cada governo que assume, eliminando tudo que foi feito antes, seja bom ou ruim, acabando com qualquer chance de consistência pedagógica. É uma política que desestimula, humilha e agora até persegue os professores, que prioriza números ao invés de aprendizagem ou a formação de cidadãos mais alinhados com o mundo em que vivemos.

Talvez a campanha quisesse ser “divertidinha”. Mas isso não pode ser motivo para fazer piada. Nada justifica premiar um desempenho insuficiente. Isso promove a mediocridade, em um país que cada vez menos se busca a excelência acadêmica e em outras áreas.

Isso está em linha com um país que desmoraliza a ciência e joga contra a educação. A piora nessas áreas nos afasta cada vez mais dos países desenvolvidos. Nunca ocuparemos um lugar de protagonismo no mundo fazendo isso. Sempre seremos uma república de bananas! Basta ver métricas importantes, em que continuamos dando vexame e caindo.

No dia 23 de janeiro, por exemplo, o Brasil piorou no relatório de percepção de corrupção da Transparência Internacional, amargando a 106ª posição de um total de 180 países. No dia 3 de dezembro, a OCDE divulgou os resultados do Pisa mais recente, avaliação internacional sobre educação, e o Brasil manteve seu histórico vexatório: ficamos entre os 20% piores países do mundo. No dia 24 de julho, caímos duas posições no Índice Global de Inovação, realizada pela Universidade Cornell, pelo Instituto Europeu de Administração de Empresas e pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual: ficamos na 66ª posição, entre 129 países. E hoje somos a 9ª economia do mundo (pelo tamanho do nossos mercado), mas já fomos a 6ª, há apenas uma década.

Todos esses números, por si só, são motivo de grande vergonha. Todos eles estão interligados. Mas nenhum deles é uma surpresa.

Para revertermos esses indicadores, e tantos outros que vamos mal, temos que investir em uma educação de qualidade e que seja verdadeiramente para todos. Uma educação que promova a excelência acadêmica e também habilidades como respeito a diferenças, tolerância e trabalho em equipe.

Há pelo menos 15 anos folclorizamos a educação deficiente, como se a formação acadêmica fosse algo dispensável. Que bastaria ter vontade, ser espontâneo, fazer “o certo” para se dar bem na vida. Em resumo, que estudar é um tanto dispensável, desnecessário. Junto ao jeitinho brasileiro, criamos um outro câncer social no país: a figura do “bom ignorante”.

Haja chocolate para “curar” isso tudo!


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Não há atalho nas redes sociais

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Se tem uma coisa que muita gente quer saber e outro tanto tenta vender é a “fórmula mágica” de como se dar bem nas redes sociais. Afinal, criar uma boa imagem nas redes é um excelente marketing para qualquer profissional e qualquer empresa.

Pena que isso não existe!

Existem, sim, boas práticas que ajudam, mas elas precisam ser usadas com trabalho duro, consistente e ético. Mas pouca gente está disposta a se dedicar dessa forma


Saiba mais sobre esse assunto no vídeo abaixo:


Na quinta passada, entreguei a minha dissertação de mestrado na PUC de são Paulo, que trata exatamente desse tema. Hoje eu quero compartilhar com vocês o resumo das conclusões desse estudo de dois anos.

Primeiramente, a melhor ferramenta para construir uma comunidade virtual em torno da sua marca, seja um profissional autônomo, seja uma multinacional, é a produção consistente de conteúdo e o relacionamento de qualidade com seu público. As duas coisas são essenciais!



Mas talvez a coisa mais importante de todas é que, para se dar bem nas redes sociais, você precisa construir reputação, e não só ficar fazendo barulho.

E o que eu mais vejo nas redes é gente fazendo barulho!

Entendam: não há nada de errado em vender seu produto, seu serviço na rede. Só que, apenas com isso, enquanto você estiver aparecendo, as pessoas eventualmente comprarão. Quando o barulho acabar, não sobra nada! Em meio a um oceano de ofertas, você não vai ser lembrado.

Outra coisa comum nas redes –e isso é péssimo– são essas “histórias fajutas”, normalmente com uma suposta superação, na tentativa de inspirar as pessoas e mostrar como os autores são “pessoas maravilhosas”.

Muitas dessas “historinhas” usam o conceito da Jornada do Herói, criado pelo grande mitólogo Joseph Campbell em 1949. Ela está associada a um processo de “superação” do autor do conteúdo, que vence suas dificuldades com a ajuda de um mentor e, ao final, regressa triunfante. Mas o próprio Campbell advertia que “o escritor deve ser verdadeiro para com a verdade”.

Infelizmente o que vemos é um abuso desse recurso, pois ele fisga muita gente mesmo! E como muitas pessoas curtem, comentam e compartilham aquela bobagem, os algoritmos das redes a espalham para ainda mais gente.

Essas histórias pioram o nível médio das discussões das redes e atrapalham as visualizações daqueles que realmente estão contribuindo com conteúdos relevantes. Além disso, chega uma hora em que as pessoas percebem o truque, e o autor acaba ficando queimado na rede.

Para a pesquisa, foram analisadas quase mil publicações, de sessenta usuários. O foco foi o LinkedIn, por ser a rede que melhor serve à construção de propósito. Para cada uma delas, foram vistas dez variáveis, incluindo diversas métricas de engajamento, a facilidade de entendimento do conteúdo e se a publicação abordava algo que estava “na moda”, ou seja, um tema sobre o que muita gente estava falando no momento. Houve ainda 35 entrevistas qualitativas com autores.

O estudo demonstrou que existem algumas boas práticas para aparecer bem na rede.

Primeiramente, o autor deve entrar regularmente na plataforma, realizar diversas ações e adotar comportamentos construtivos. Fomentar conversas e participar delas é essencial. O melhor assunto é aquele que o autor domina e que agrada o seu público, e temas “da moda” tendem a trazer melhores resultados, especialmente quando o autor consegue aplicar isso aos assuntos de seu domínio.

A linguagem das publicações deve ser simples de ser entendida, e posts tendem a trazer melhores resultados que textos muito longos. E o melhor dia e horário para publicação é aquele que o público do autor está on line.

Por fim, a presença de imagens é fundamental e vídeos são o formato que mais agrada o público, apesar de não ser garantia de mais engajamento.

É fundamental entender que esse resumo traz apenas sugestões que são observações estatísticas. Nas redes sociais, assim como na vida, não há verdade absoluta.

Uma outra coisa importante que o estudo demonstrou é que uma reputação sólida na rede traz benefícios bem palpáveis no cotidiano dos autores, até mesmo profissionais e comerciais. Ou seja, não é necessário ficar se preocupando em vender explicitamente seu produto. As pessoas compram de quem lembram como uma autoridade no assunto e está sempre presente construtivamente em suas vidas.

Afinal, redes sociais são espaços privilegiados de relacionamento. A construção de uma boa reputação passa, portanto, por ser verdadeiro e humano.

A personagem Vivi Guedes grava vídeo de despedida de seu perfil no Instagram - Foto: reprodução

O que aconteceu com Vivi Guedes? (e o que você pode aprender disso)

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A novela global “A Dona do Pedaço”, que terminou na sexta (22/11), deixou alguns legados para o marketing, com integrações inusitadas entre diferentes mídias, indo muito além do cada vez mais batido merchandising. E essa narrativa transmídia serve a qualquer negócio.

Sem dúvida, a mais bem-sucedida foi protagonizada por Vivi Guedes (Paolla Oliveira), uma influenciadora digital na novela, que transcendeu os limites da trama. A personagem ganhou um perfil real no Instagram (@estiloviviguedes), que chegou a ter 2,7 milhões de seguidores, todos conquistados no período da história. Eles interagiam com a personagem como se fosse uma pessoa real. Os responsáveis pelo perfil respondiam como Vivi, mesmo porque as conversas giravam em torno do que ela vivia na ficção. Foi um jeito bastante novo de se “derrubar a quarta parede” (quando personagens de filmes, novelas, séries e até livros interagem diretamente com o público).



O perfil foi anunciado na novela e regularmente trazia conteúdo gerado dentro da trama, como seus ensaios fotográficos. Além disso, campanhas publicitárias (bem reais) na TV também aconteciam no Instagram de Vivi Guedes, de maneira integrada.

Por tudo isso, com a aproximação do fim da novela, o mercado começou a questionar o que aconteceria com essa pequena mina de ouro. Mantê-la ativa significaria manter um contrato adicional com Paolla Oliveira.

A saída foi negociar o perfil dentro da própria trama. Curiosamente quem “comprou” a conta foi a própria Globo! No penúltimo capítulo da novela, a personagem Kim (Monica Iozzi), agente de Vivi, anuncia que estava negociando o perfil com a emissora.

De fato, três dias após o fim da novela, o perfil @estiloviviguedes foi rebatizado como @PraVcArrasar, e se transformou em uma plataforma da emissora sobre moda e beleza. Nada mal: a Globo entra nesse filão no Instagram com quase três milhões de seguidores logo de cara!

Vivi Guedes saiu totalmente de cena, apesar de todo o seu conteúdo continuar disponível lá. Para marcar essa passagem, o perfil exibe um vídeo de despedida, que foi “gravado” durante a novela. Outra iniciativa inusitada foi um vídeo com Paolla Oliveira entrevistando Vivi Guedes, que está disponível na Globo.com.

Mas nem tudo são flores. A mudança desagradou fãs de Vivi Guedes. Muitos deles estão protestando nas postagens no novo formato, fazendo menção à antiga musa. Cerca de 100 mil pessoas deixaram de seguir o perfil nos primeiros três dias da mudança.

É um mundo conectado

Bons ensinamentos podem ser tirados dessa iniciativa, aplicáveis a qualquer profissional ou negócio.

O primeiro deles é que, já há bastante tempo, não existe mais divisão entre “mundo online” e “mundo real”. Isso tem até nome: cibridismo.

Nosso público e nossos clientes, que interagem conosco presencialmente, cada vez mais desejam continuar essas trocas no mundo digital, de maneira transparente. E nada mais natural, com a completa imersão digital em que vivemos, graças à combinação dos smartphones e das redes sociais. Interagir com uma marca ou com um profissional pelo celular é tão natural (e, para muitos, até preferível) quanto fazer isso ao vivo.

Consequentemente, todos precisam estar preparados para oferecer essa interação continuamente. Não apenas do ponto de vista de sistemas, mas também de narrativa, discurso e linguagem.

Consumidores abandonaram sua tradicional posição passiva. Hoje querem participar do processo, da divulgação, se possível até da produção. A tão falada experiência do consumidor começa muito antes e vai muito além da compra do produto ou da contratação do serviço. Mais: ela impacta até mesmo aqueles que não são nossos clientes. E temos que dar atenção a eles, pois, com interações bem construídas e alinhadas com as expectativas do público, essas pessoas nos ajudam a vender nosso peixe.

E sua marca, já está fazendo isso?


E aí? Vamos participar do debate? Role até o fim da página e deixe seu comentário. Essa troca é fundamental para a sociedade.


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A vida pode ser mais simples que isso

By | Educação | No Comments

Admito: a minha vida anda muito acelerada! E, olhando à minha volta, vejo que a maioria das pessoas segue o mesmo ritmo.

Por quê?

Os meios digitais, que nos permitem fazer cada vez mais com menos, que tornam nossas vidas mais produtivas e divertidas, também nos mantêm em um estado de alerta que não termina. As metas de trabalho e pessoais não param de crescer. E nos deixamos levar por isso, às vezes sem perceber.

O marketing aprendeu como tirar proveito disso, com estímulos permanentes. Mas tudo em exagero estraga: isso vem criando uma geração de pessoas que não se encantam com mais nada, por estarem sempre submetidos a um novo produto incrível.

Pessoas incapazes de apreciar o lado bom da vida não conseguem encantar ninguém. Passam a viver no automático e seu senso crítico fica seriamente prejudicado. Disso surge uma população ansiosa e facilmente manipulável por grupos econômicos e políticos.

Precisamos reverter esse ciclo! Veja minhas sugestões no vídeo abaixo. E depois compartilhe conosco, nos comentários, o que faz para buscar seu equilíbrio.



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Você confiaria a sua vida a um super app?

By | Jornalismo | No Comments

Caminhamos a passos largos para um momento em que a Siri, dos iPhones, e o Google Assistente, dos Androids, serão substituídos por sistemas muito mais poderosos, que saberão quase tudo sobre nós, e serão capazes de tomar decisões complexas e até negociar valores em nosso nome. Nesse futuro próximo, a nova geração de assistentes virtuais evoluirá a partir dos atuais “super apps” (como o WeChat), acrescentando uma grande dose de inteligência artificial, análises preditivas, linguagem natural, big data.

Parece muito bacana -e é! Mas esses sistemas levantam algumas questões éticas e comerciais. Com tanto poder concentrado, eles serão capazes de impactar fortemente a “jornada do cliente”, até mesmo determinando o que consumiremos e como.

E aí a coisa fica complicada.

Diante disso, que garantia teremos que esses sistemas sempre tomarão as melhores decisões para nós, e não para atender interesses ocultos de seus fabricantes ou de seus parceiros comerciais? Entretanto, se não confiarmos nas assistentes, a sua “mágica” desaparece.

Para completar, em agosto do ano que vem, a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) começa a valer. Ela disciplinará não apenas a coleta de nossas informações, como também o uso que será feito delas, determinando que tudo deve ser explicitamente autorizado pelo usuário antes. Como esses sistemas, que se esbaldarão e cruzarão nossas informações mais íntimas, serão impactadas pela lei?

Uma coisa é certa: o futuro é inevitável! Quando esses sistemas estiverem disponíveis, daqui uns três anos, devem ser rapidamente adotados. Veja no meu vídeo abaixo o que você precisa saber para aproveitar bem novidades assim. E depois compartilhe conosco suas percepções nos comentários.



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Cresce a quantidade de pessoas que não querem falar com outras pessoas

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Assisto com curiosidade e uma certa apreensão a uma profunda mudança cultural: o aumento de pessoas que parecem não gostar de falar com outras pessoas. Ao consumir serviços das mais diferentes naturezas, preferem interagir com sistemas a conversar com atendentes em carne e osso.

Experiências ruins, que todos nós temos com esses atendimentos, encabeçam os motivos para isso. Mas há também mudanças comportamentais provocadas pelos meios digitais: estamos nos tornando uma geração de pessoas ansiosas e intolerantes, que querem tudo do seu jeito e no seu tempo.

Somos cada vez menos capazes de lidar com frustrações e rejeições. E isso é um problema muito sério, pois a vida sempre foi repleta disso. Na verdade, o confronto com esses dissabores nos ajuda a desenvolver resiliência e tolerância, duas habilidades cada vez mais valorizadas no mercado de trabalho. Coincidência?

De olho nessas mudanças comportamentais, várias empresas lançam produtos que atendem essas “demandas” de seu público. A mais recente foi a Uber, que anunciou, no dia 4, seu serviço Comfort. Entre outros benefícios, as pessoas poderão controlar, pelo aplicativo, que o motorista fale apenas o indispensável com elas.

Será que precisamos de um aplicativo para isso? Se não pudermos ou não quisermos conversar com o motorista, não podemos simplesmente explicar e pedir isso a ele quando entrarmos no carro?

Para muitos, a novidade chega a ser bizarra; para outros, é muito bem-vinda. Em qual grupo você se encaixa? Assista a meu vídeo abaixo para entender melhor por que isso tudo está acontecendo. E depois explique o seu ponto de vista para todos nos comentários.



Se você quiser ver o artigo sobre o estudo das universidades de Stanford e do Novo México sobre a evolução nas maneiras como as pessoas se conhecem, mencionado no vídeo, ele está disponível em https://web.stanford.edu/~mrosenfe/Rosenfeld_et_al_Disintermediating_Friends.pdf


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Estamos perdendo a capacidade de nos encantar

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Você está perdendo a sua capacidade de se encantar com o que a vida lhe oferece? Tudo parece muito sem graça e de uma mesmice terrível? Seu único desafio é conseguir dinheiro par pagar os boletos no fim do mês?

Tem muita gente vivendo assim ultimamente! Espero que não seja seu caso, pois a vida fica muito triste assim. E a vida é muito bela! Desde que você a viva dessa forma.

Grande parte dessa visão blasé do mundo se deve aos incríveis e incontáveis avanços tecnológicos que se integram ao nosso cotidiano. É claro que eles são muito bem-vindos, mas não podemos permitir que eles nos tirem a vitalidade e o desejo! Se você achar que, graças a isso, a vida está ganha, que os desafios sumiram, você está muito enganado. Pior: está criando uma terrível armadilha para si mesmo: o desencantamento geral.

Ele é péssimo para você como indivíduo e como profissional, para as empresas e para toda a sociedade. Entenda por que isso acontece e como escapar dele, assistindo ao meu vídeo dessa semana. E depois compartilhe suas percepções sobre o desencantamento das pessoas a sua volta nos comentários.

Vamos ajudar todos a sair disso!



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Seu público fiel de hoje pode matar o seu negócio amanhã

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Imagine o seguinte: você toca seu negócio como faz há anos, e tudo sempre funcionou. Mas algo começa a dar muito errado: o produto que sempre foi seu carro-chefe se volta contra a operação. Aquilo que talvez represente a essência da sua marca começa a se comportar como uma doença autoimune corporativa, matando a empresa por dentro.

A vítima mais recente disso foi a americana Forever 21. No último dia 29, o ícone da moda feminina jovem entrou com pedido de recuperação judicial, que reduzirá drasticamente a quantidade de lojas e eliminará as operações na Europa e na Ásia. O motivo: as adolescentes começam a questionar a “fast fashion”, roupas baratas e de pouca durabilidade, que são a cara da marca.

Na época da economia da experiência, esse problema acontece cada vez. As pessoas não compram mais produtos apenas: avaliam toda a experiência com a empresa, que também inclui a comunicação, o pós-venda, a transparência e os valores.

Se os valores do público mudam (e eles mudam), não há produto que resista. Foi exatamente isso que “quebrou as pernas” da Forever 21.

A boa notícia é que o mesmo público pode lhe ajudar a corrigir o rumo. Entenda como no meu vídeo abaixo. E depois compartilhe conosco suas experiências como consumidor ou como gestor, nesse cenário de mudanças aceleradas.



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Na Economia da Experiência, a tecnologia humaniza e vende

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Não olhe agora, mas a comunicação com o seu cliente pode estar quase tão ultrapassada quanto usar um carro de som, daqueles que vendem produtos (e às vezes atormentam moradores) pelas ruas dos bairros.

A situação pode ser ainda mais grave: você entrega o que seu cliente gosta ou apenas acha que faz isso? Pesquisa da consultoria americana Bain & Company aponta que 80% das empresas acham que fazem isso, mas apenas 8% de seus clientes concordam!

No cenário da atual Economia da Experiência, não dá para ficar assumindo o que nosso público deseja: temos que interagir com cada um deles para sabermos que caminho seguir. E a única maneira de fazermos isso bem é usando a tecnologia digital, para coletarmos -de maneira ética- e processarmos informações das pessoas.

Dessa maneira, seremos não apenas capazes de melhorar as nossas entregas, como também de manter uma conversa de alto nível em todas comunicações que realizarmos.

Entenda como fazer isso para o seu negócio, seja uma pequena padaria, seja uma multinacional, assistindo ao meu vídeo abaixo. E depois compartilhe conosco nos comentários as suas boas experiências.



Assista ao vídeo que abriu o SAP NOW 2019, retratando a Economia da Experiência: https://www.youtube.com/watch?v=n4_hj5n_TG0

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Público exige cada vez mais a verdade na comunicação das empresas

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Você fala com o seu público? Eu me refiro a uma conversa franca, tratando dos interesses dessas pessoas, e não dos da empresa. Um diálogo em que o porta-voz da empresa fala, mas também escuta e responde ao que lhe for dito.

A combinação de smartphones e redes sociais transformou o relacionamento entre consumidores e empresas. As pessoas não querem mais “falar com a marca”, e sim com pessoas que as representam, de preferência pessoas com rosto e nome. Companhias que escolhem bem seus representantes, seguindo esses novos anseios, recebem em troca consumidores fiéis e até fãs entre clientes e funcionários!

Algumas perguntas legítimas surgem na hora que os gestores decidem fazer isso. A primeira é quem é a pessoa mais adequada para ser o porta-voz do negócio. Segundo a pesquisa Trust Barometer, da consultoria Edelman, o CEO não é o melhor. No Brasil, o preferido, segundo o relatório, é “alguém como você”, o que reforça o desejo do brasileiro de se relacionar com a empresa de uma maneira bastante pessoal.

Outras perguntas são o que dizer e como se comportar com o público. Respondo todas elas no meu vídeo abaixo.

E a sua empresa, como fala com seu público? Conte para todos aqui nos comentários!



Ficou interessando no estudo Trust Barometer, da Edelman? Você pode saber mais sobre ele e baixar alguns relatórios gratuitamente em https://www.edelman.com/trust-barometer

Assista ao inspirador discurso de Steve Jobs para os formandos de Stanford em 2005: https://www.youtube.com/watch?v=DgfodqUcNhI

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Os influenciadores digitais funcionam ou são uma fraude?

By | Tecnologia | No Comments

Os influenciadores digitais estão na mira!

Recentes fracassos de grandes estrelas da categoria e muitas decepções de empresas com campanhas desse tipo puseram a efetividade do marketing de influência em xeque. Mas esses casos ruins, que acabam ofuscando incontáveis bons resultados, não podem ser creditados apenas aos influenciadores.

É verdade que existe amadorismo demais no meio: muita gente se lança nesse mercado achando que, para ganhar um dinheiro fácil, basta publicar no Instagram uma sequência interminável de fotos “inspiradoras” ou escancarando produtos sem qualquer critério. Entretanto as marcas são tão ou mais responsáveis pelos resultados ruins, pois contratam essas pessoas olhando apenas para a quantidade de seguidores ou de “curtidas” que eles têm. Não se dão ao trabalho de sequer avaliar se os valores, o público e a linguagem do influenciador combinam com os da marca ou do produto sendo promovido.

Sem esse alinhamento, não precisa ser gênio para entender que os resultados serão frustrantes! Além disso, com o amadurecimento do mercado, as “curtidas” perdem espaço para conversas de qualidade, o que exige que o influenciador seja um especialista no assunto.

Portanto, o marketing de influência pode trazer excelentes resultados! Mas precisa ser feito do jeito certo. Veja no meu vídeo abaixo quais são os pontos que precisam ser observados para se escolher um influenciador adequado para seu negócio, qualquer que seja seu segmento ou porte. E depois compartilhe suas experiências e percepções com todos nos comentários.



Quer saber mais e baixar o estudo State of Influencer Marketing da agência sueca Relatable? É só clicar em https://www.relatable.me/the-state-of-influencer-marketing-2019

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Se o conteúdo é rei, o contexto é deus!

By | Jornalismo | No Comments

Você já deve ter lido nas redes sociais que “o conteúdo é rei”, e que ele pode ajudar você a promover o seu negócio, qualquer que seja.

Será mesmo?

Não há dúvida da eficiência de um bom conteúdo nesse papel. Artigos, vídeos e posts roubam o espaço da publicidade convencional na atenção das pessoas, que agora compram de marcas com as quais se identificam e que veem como autoridade no segmento.

Entretanto nem o conteúdo mais bem escrito atingirá esse objetivo se não atender necessidades reais do público. Para isso, é preciso se aventurar em um mundo de gráficos e tabelas, para descobrir esses desejos e adequar a produção. Se o conteúdo é rei, o contexto é deus!

Sem isso, todo o investimento de marketing pode dar em nada. Felizmente o meio digital oferece algumas ferramentas poderosíssimas e gratuitas para identificar essas necessidades de seu público. Com elas, mesmo um pequeno empreendedor pode traçar o caminho até a mente e o coração de seus clientes, e falar com eles de maneira assertiva.

Veja como fazer isso no meu vídeo abaixo. E depois compartilhe conosco as experiências com seu público nessa nova forma de relacionamento.



Saiba mais sobre jornalismo de dados e como você pode “perguntar aos números” sobre informações valiosas, participando do curso online gratuito da Universidade do Texas, que eu menciono no vídeo. Os detalhes estão em https://knightcenter.utexas.edu/pt-br/00-21046-novo-curso-do-centro-knight-ensina-como-entrevistar-dados-para-reportagens-investigativas-i

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Videodebate: o que o fim dos “likes” no Instagram realmente representa?

By | Jornalismo | No Comments

Você acha que o nível do conteúdo nas redes sociais está muito baixo? Você não está sozinho!

Uma mudança no Instagram aparentemente inócua pode ajudar nisso: desde a semana passada, a plataforma deixou de exibir a quantidade de curtidas que cada foto tem. Com isso, a expectativa é que os usuários apelem menos para fórmulas fáceis para conseguir audiência, os “caça-cliques”, publicando conteúdo que crie um debate de mais alto nível e melhorando da experiência como um todo.

A novidade também pode diminuir a ansiedade e a depressão que algumas pessoas sentem associadas ao meio digital. Acha exagero? Também na semana passada, uma blogueira se suicidou por não suportar a pressão de “haters” nas redes sociais, por ter publicado seu “casamento consigo mesma”.

Alguns podem achar um desproporcional, mas o ato de “curtir” qualquer coisa se disseminou por nossa vida, muito além das redes sociais. E, em alguns casos, isso perdeu seu propósito. Por isso, tal mudança no Instagram pode ajudar a reduzir essas distorções.

No vídeo abaixo, eu explico como isso impacta a sua vida, mesmo que você nem use o Instagram. Veja e depois vamos debater aqui.



Leia o meu artigo sobre a depressão no meio digital, mencionado no artigo: http://paulosilvestre.com.br/a-maldicao-do-influenciador-deprimido-e-o-que-faz-um-influenciador-dar-certo/

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