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Os influenciadores digitais funcionam ou são uma fraude?

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Os influenciadores digitais estão na mira!

Recentes fracassos de grandes estrelas da categoria e muitas decepções de empresas com campanhas desse tipo puseram a efetividade do marketing de influência em xeque. Mas esses casos ruins, que acabam ofuscando incontáveis bons resultados, não podem ser creditados apenas aos influenciadores.

É verdade que existe amadorismo demais no meio: muita gente se lança nesse mercado achando que, para ganhar um dinheiro fácil, basta publicar no Instagram uma sequência interminável de fotos “inspiradoras” ou escancarando produtos sem qualquer critério. Entretanto as marcas são tão ou mais responsáveis pelos resultados ruins, pois contratam essas pessoas olhando apenas para a quantidade de seguidores ou de “curtidas” que eles têm. Não se dão ao trabalho de sequer avaliar se os valores, o público e a linguagem do influenciador combinam com os da marca ou do produto sendo promovido.

Sem esse alinhamento, não precisa ser gênio para entender que os resultados serão frustrantes! Além disso, com o amadurecimento do mercado, as “curtidas” perdem espaço para conversas de qualidade, o que exige que o influenciador seja um especialista no assunto.

Portanto, o marketing de influência pode trazer excelentes resultados! Mas precisa ser feito do jeito certo. Veja no meu vídeo abaixo quais são os pontos que precisam ser observados para se escolher um influenciador adequado para seu negócio, qualquer que seja seu segmento ou porte. E depois compartilhe suas experiências e percepções com todos nos comentários.



Quer saber mais e baixar o estudo State of Influencer Marketing da agência sueca Relatable? É só clicar em https://www.relatable.me/the-state-of-influencer-marketing-2019

Quer ouvir as minhas pílulas de cultura digital no formato de podcast? Basta procurar por “O Macaco Elétrico” no Spotify, no Deezer ou no Soundcloud. Se preferir, pode usar seu aplicativo preferido: é só incluir o endereço http://feeds.soundcloud.com/users/soundcloud:users:640617936/sounds.rss

Não destile ódio nas redes: você pode ser a próxima vítima

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Ódio sempre gera mais ódio!

Tenho observado com apreensão a escalada de agressões nas redes sociais, que chegaram ao ponto de reputações de inocentes serem destruídas para se atingir pessoas próximas a elas.

A banalização sistemática dessa prática por alguns grupos faz com que esse recurso nefasto pareça natural e até justificável. Como resultado, qualquer um está sujeito a sofrer esse abuso, simplesmente porque cruzou o caminho de um “valentão digital”. Ele se sente à vontade para praticar esse ato pelos maus exemplos que vê o tempo todo nas redes, e por achar que o mundo digital lhe oferece uma espécie de “véu mágico” que lhe protege de punições e de ele mesmo provar o mesmo veneno.

Nós pagamos por tudo que fazemos no meio digital, e essa conta vem na forma de ataques do mesmo tipo, mas também de processos, multas e até prisões. A desculpa esfarrapada de que esses crimes são protegidos pela “liberdade de expressão” apenas demonstra como essas pessoas são despreparadas ou -pior- mal-intencionadas.

Veja no meu vídeo abaixo o que você pode fazer para se proteger e para ajudar a minimizar essa prática. E depois compartilhe suas percepções nos comentários.



O que aconteceu com O MACACO ELÉTRICO?

Calma, ele está muito bem 😊 Continua sendo o nome da minha área de produção de conteúdo, como acontece desde 2009. Mas estou agora apresentando uma nova identidade visual, focada na marca Paulo Silvestre. Portanto, nada muda na qualidade e na frequência das minhas publicações: continuamos juntos nesse troca riquíssima pelas diferentes redes 😊

Para entender um pouco mais o problema, sugiro a leitura do meu artigo “Ajude a NÃO transformar as redes sociais na nova Inquisição”, clicando em http://paulosilvestre.com.br/ajude-a-nao-transformar-as-redes-sociais-na-nova-inquisicao-pode-existir-uma-fogueira-reservada-para-cada-um/

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Controle sua vida pelo celular, mas não se deprima com isso

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Faça uma autoanálise: quanto tempo você fica no celular? Quantas coisas faz nele?

Calma, não é uma cobrança. Possivelmente está lendo isso agora no seu smartphone. E nada mais natural, pois, cada vez mais, fazemos de tudo deslizando os dedos nessa telinha.

Isso mudou o mundo, em uma profunda revolução cultural iniciada em 2007 pelo lançamento do iPhone. Graças às tecnologias e a modelos de negócios disruptivos, fazemos uma infinidade de coisas de uma maneira nova. Sem falar em um outro tanto que simplesmente não seria possível sem levarmos o tempo todo esses computadores tão poderosos quanto pequenos, online sem interrupção.

Há limites para isso? Os smartphones deixaram nossa vida mais fácil, divertida e produtiva, mas muita gente acaba ficando “viciada” nisso, desenvolvendo ansiedade e até depressão.

As empresas, por sua vez, precisam entender esse movimento e adaptar a experiência que oferecem a seus clientes, sob o risco de serem varridas do mercado.

Veja no meu vídeo abaixo como pessoas e empresas podem aproveitar essa revolução de uma maneira saudável e positiva para todos. E depois compartilhe suas experiências nos comentários.



Saiba mais sobre como o uso inadequado dos meios digitais pode provocar problemas de saúde mental, mencionados nesse vídeo, lendo o meu artigo “A maldição do influenciador deprimido”. É só clicar em http://paulosilvestre.com.br/a-maldicao-do-influenciador-deprimido-e-o-que-faz-um-influenciador-dar-certo/

Assista à íntegra em vídeo do debate comigo, Lilian Kazama (Nubank) e Oliver Kamakura (EY), no canal da ADP no YouTube (59′): https://www.youtube.com/watch?v=50PTtAvAHw4

Veja o principal momento do lançamento do iPhone da Macworld de 2007 (7′): https://www.youtube.com/watch?v=taTmpYQ_3jk

Se quiser assistir à apresentação na íntegra (1h 8′), basta clicar em https://www.youtube.com/watch?v=9ou608QQRq8

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A personagem Vivi Guedes, interpretada por Paolla Oliveira na novela global “A Dona do Pedaço”, faz uma “live” antes de se casamento - Foto: reprodução

A maldição do influenciador deprimido (e o que faz um influenciador “dar certo”)

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Quem acompanha a novela global “A Dona do Pedaço” viu nesta segunda a personagem Vivi Guedes, aspirante a influenciadora digital, interpretada por Paolla Oliveira, “postando uma live” (vídeo ao vivo nas redes sociais) na porta da igreja antes de entrar para o próprio casamento, e minutos antes de receber um “não” do noivo no altar. Seria só mais uma cena de folhetim se, no mesmo dia, uma tragédia real não guardasse certa semelhança: a blogueira Alinne Araújo se suicidou após ter publicado, nas redes sociais, seu “casamento consigo mesma” nesse domingo, um dia depois de seu ex-noivo desistir do compromisso por WhatsApp.

O “matrimônio”, devidamente documentado nas redes sociais, “viralizou”, atraindo muitos comentários de apoio à noiva, mas também muitas mensagens de ódio de “haters”, que diziam que ela estava querendo apenas ganhar visibilidade. Em sua última postagem, ela escreveu: “última vez que me pronuncio aqui sobre essa palhaçada de eu estar querendo me promover com um dos piores momentos da minha vida… Ridículos!”

Fiquei chocado com essa sequência de fatos, que claramente representa muitos valores da cultura atual, fortemente influenciada pelos meios digitais. Várias perguntas surgem disso:

  • Por que as pessoas estão tão preocupadas em exibir publicamente cada vez mais detalhes de sua vida privada?
  • Como alguém pode cancelar seu casamento na véspera por mensagem instantânea?
  • Por que a noiva decide “casar consigo mesma” e publicar isso nas redes sociais?
  • Por que tantas pessoas destilam ódio contra alguém que nunca lhes fez nenhum mal?
  • Os meios digitais podem estar associados ao aumento de casos de depressão?

A depressão é uma doença séria, que precisa ser tratada. Ela se instala de maneira silenciosa e pode ser devastadora.  Qualquer pessoa pode ser vítima dela, mesmo as que se dedicam a fazer os outros rirem, como o humorista Whindersson Nunes, brasileiro com mais seguidores no YouTube (mais de 36 milhões), e o ator Robin Williams, que se suicidou por causa da doença em 2014. Alinne Araújo também sofria do mal.

Conversei com a psicóloga Katty Zúñiga, pesquisadora da PUC-SP que estuda há duas décadas a influência da tecnologia sobre o comportamento humano. Segundo ela, o meio digital não causa depressão, mas mudanças no comportamento da sociedade podem provocar esses desequilíbrios.

“Vivemos uma época de ansiedade, em que tudo acontece cada vez mais rapidamente, e em que ganha mais quem grita mais alto”, explicou. As redes sociais são o cenário para dar vazão a essas demandas.

“Parece fácil, mas não é”, disse a pesquisadora. Qualquer um pode achar que basta criar contas nas redes e começar a publicar coisas “fofas” para angariar multidões de seguidores e se tornar um “influenciador”. Isso pode até acontecer, mas traz responsabilidades e muita pressão, com as quais muitas dessas pessoas não sabem lidar. Como resultado, problemas relativamente pequenos, da sua vida pessoal, podem ganhar grandes proporções, porque se tornam públicos inadvertidamente ou -o que é pior- por ação do próprio influenciador.

A celebridade digital se sente, cada vez mais, na obrigação de criar “fatos” para manter a sua audiência “aquecida”, e isso pode gerar uma pressão insuportável. Daí, quando algo mais grave acontece, toda aquela imagem, que é na verdade construída sobre uma fundação muito frágil, pode vir por água abaixo. “Sempre existiram influenciadores, como grandes jornalistas e atores, mas eles têm estrutura, sabem como lidar com críticas, que inevitavelmente aparecem”, explica a psicóloga. Por isso, passam por isso sem desmoronar.

A prisão da imagem

Muitas pessoas, quando percebem que se tornaram influenciadores (ou acham que se tornaram), acabam criando um personagem, que se torna maior que o próprio indivíduo. Ele pode até ter surgido de uma característica de sua personalidade, mas cresce de uma maneira tirânica, que não permite ser “contrariado”, mesmo quando a pessoa muda.

É o caso da influenciadora mexicana Yovana Mendoza Ayres, que fez fama como Rawvana e caiu em desgraça com os fãs em março. Ela construiu um império comercial em cima do conceito de crudiveganismo, mas foi flagrada em um vídeo de poucos segundos com um filé de peixe em seu prato. Apesar de tentar explicar que estava comendo aquilo por ordens médicas, os tribunais das redes sociais foram implacáveis, e ela foi obrigada a abandonar a personagem que a fez rica. Abordei esse caso em um vídeo na época, que pode ser visto abaixo:


Vídeo relacionado:


Essa “ditadura do personagem” surge com o aumento dos seguidores, com quem o suposto influenciador se sente comprometido, e cresce quando aparecem vantagens disso. Começam com pequenos presentes e convites -o que no jornalismo chamamos de “jabá”- e podem se transformar em polpudos contratos publicitários ou mesmo linhas de produtos, como no caso de Rawvana.

Em grande parte, o problema se agrava pelas marcas e agências que contratam esses influenciadores de uma maneira irresponsável. Para essas empresas, o único que importa são grandes visualizações e curtidas. Ignoram se aquela pessoa tem relação com o produto que está promovendo e se é sequer capaz de sustentar uma conversa sobre ele. E a celebridade digital, que na maioria das vezes não tem qualquer preparo profissional para lidar com aquilo, vê uma oportunidade aparentemente fácil de ficar famoso e de ganhar muito dinheiro. E embarca na onda.

Foi o que aconteceu com Arianna Renee, uma norte-americana de 18 anos conhecida como arii no Instagram, onde tem 2,6 milhões de seguidores. Ela abandonou seu projeto de criar uma linha própria de moda. O motivo, que ela própria explicou publicamente: foi incapaz de vender míseras 36 camisetas, o mínimo que a confecção contratada exigia para tocar a obra. Em um post no dia 27 de maio, depois apagado, ela disse que “ninguém cumpriu a promessa de comprar” suas peças.

Oras, ninguém compra algo, nem mesmo uma camiseta, assim. Aquilo tem que fazer sentido para o consumidor. Se for por um influenciador, ele precisa -bem- convencer por que aquilo é realmente bom. Como diz o ditado, “não é só pelos seus lindos olhos”.

Felizmente essa fase de deslumbramento dá sinais de que está chegando ao fim. As empresas estão percebendo que, muito mais que milhões de visualizações, o que realmente é capaz de vender algo são argumentos sólidos, autoridade no assunto e uma comunidade interessada no tema, mesmo que seja proporcionalmente pequena. Em resumo, é necessário profissionalismo.

Marketing de influência não é um passatempo, uma diversão inconsequente. É um trabalho que deve ser feito com seriedade, como qualquer outro. Caso contrário, isso pode causar grandes prejuízos financeiros às marcas, e, muito mais grave que isso, profundos problemas pessoais aos próprios influenciadores. E isso é um cenário em que todos perdem.


E aí? Vamos participar do debate? Role até o fim da página e deixe seu comentário. Essa troca é fundamental para a sociedade.


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Videodebate: você colabora ou compete?

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Você seria capaz de criar algo junto com o seu concorrente?

Para muitos, há uma inevitável contradição nessa pergunta. Mas os negócios mudaram. Cada vez mais empresas aprendem que é possível colaborar com seu competidor em aspectos pontuais para benefício mútuo.

A colaboração é um dos pilares do “open business”, movimento que também prega ampla participação de funcionários e até de clientes em decisões da empresa, preocupação com a comunidade, crescimento de todos os envolvidos, entre outras coisas. Algumas empresas que adotam essas práticas hoje lideram seus mercados, pois conseguem inovar mais rapidamente.

Na semana passada, a IBM concluiu a compra multibilionária da Red Hat, maior empresa de software open source do mundo. Valor da fatura: US$ 34 bilhões! No vídeo abaixo, trago minhas conversas com Jim Whitehurst, CEO global, e com Paulo Bonucci, VP para a América Latina da empresa, sobre a aquisição e sobre cultura empresarial.

Mas será que dá para implantar isso na sua empresa? Descubra no meu vídeo. E depois conte para nós aqui as suas percepções.



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Videodebate: você sabe encantar seu cliente?

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Oferecer um grande produto a um preço justo já não é mais garantia de sucesso em nenhum negócio!
Com o barateamento dos meios de produção, recursos digitais cada vez mais inovadores e o avanço das redes sociais, ficou mais fácil aumentar a qualidade de nossas entregas e criar formas de comunicação engajadoras com o nosso público.
Isso é ótimo! O problema é que também funciona para os nossos concorrentes. De repente, parece que existe uma multidão fazendo exatamente o mesmo que nós, tão bem quanto.
Nesse cenário de mesmice, os consumidores naturalmente se tornam mais exigentes. Ganha quem oferece algo que o outro não tem. E, se está cada vez mais difícil se diferenciar na entrega principal, olhe além dela, na experiência que o cliente terá em torno da sua marca.
Por isso, a “customer experience”, a “experiência do cliente”, virou uma disciplina extremamente valorizada. Pois esse relacionamento começa bem antes da compra e vai muito além dela. E não se limita a um bom atendimento: em muitos casos, uma experiência memorável envolve entregas que não têm nada a ver com a proposta original da empresa.
E aí, você está pronto para criar uma experiência memorável para seu cliente?
Assista ao meu vídeo abaixo e descubra. E depois compartilhe com todos nos comentários as suas próprias experiências, como gestor e como consumidor.



NOVIDADE: quer ouvir as minhas pílulas de cultura digital no formato de podcast? Basta procurar por “O Macaco Elétrico” no Spotify, no Deezer ou no Soundcloud. Se preferir, pode usar seu aplicativo preferido: é só incluir o endereço http://feeds.soundcloud.com/users/soundcloud:users:640617936/sounds.rss

Garry Kasparov enfrenta o supercomputador da IBM Deep Blue, em 1997 — Foto: reprodução

Até onde podemos ser iludidos pela Inteligência Artificial

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Existe um ditado popular que diz, em tão jocoso, “me engana que eu gosto”. Ou seja, por qualquer tipo de conveniência, as pessoas podem acreditar em algo que sabem que não é verdadeiro. Entretanto, graças à Inteligência Artificial (IA), isso está ganhando novos contornos.

Com o avanço da tecnologia, sistemas hoje já conseguem se passar, de maneira convincente, por seres humanos, criando formas de interação bastante naturais com as pessoas oferecendo diferentes serviços. Entre os exemplos mais comuns estão os sistemas de atendimento ao público, os “chatbots”.


Vídeo relacionado:


Esqueçam as vozes metalizadas ou as interações do tipo “pressione 1 para cobrança; pressione 2 para crédito; pressiona 3 para falar com um de nossos atendentes”. Uma das características dos novos sistemas é a linguagem natural, que permite que os comandos sejam feitos em uma conversa livre, e as respostas sejam dadas da mesma forma: o sistema é capaz (ou pelo menos tenta) entender o que o cliente deseja, e busca lhe oferecer a melhor alternativa disponível, quaisquer que sejam as palavras usadas pela pessoa.

Em 2018, o Bradesco trouxe isso para um atendimento comercial de massa, com o lançamento da BIA, acrônimo para “Bradesco Inteligência Artificial”. Trata-se de um sistema de autoatendimento construindo a partir do Watson, da IBM, para atender, com linguagem natural, os clientes do banco. É possível até mesmo fazer perguntas que não têm a ver com transações bancárias (e algumas serão respondidas assim mesmo).

A equipe responsável levou três anos para “calibrar” a BIA, ou seja, oferecer a ela as informações e a capacidade de aprender suficientes para ser lançada comercialmente. E, graças à computação cognitiva da IBM, a BIA literalmente continua aprendendo, à medida que é usada pelos clientes do Bradesco.

Mas para se ter uma experiência bastante interessante disso, basta usar os assistentes virtuais de seu celular: a Siri (para iPhones) e o Google Now (para smartphones Android) já respondem a nossos pedidos em linguagem natural. E estão cada vez mais eficientes, tanto para entender o que queremos, quanto para nos responder.

Experimente dizer “eu te amo” à Siri ou perguntar “quando é o próximo jogo do Timão” ao Google Now.

De onde veio e para onde vai?

Os assistentes virtuais não são exatamente uma novidade. O primeiro deles data de 1966. Chamado de ELIZA, demorou dois anos para ser desenvolvido por Joseph Weizenbaum no laboratório de inteligência artificial do MIT (EUA), e buscava simular um psicólogo aconselhando seus pacientes por mensagens escritas. Apesar de bastante rudimentar, as pessoas necessitavam realizar várias trocas antes de perceber que não estavam conversando com outro ser humano.

De lá para cá, as pesquisas cresceram incrivelmente, seja por sistemas mais inteligentes, seja por equipamentos mais poderosos, que permitem a realização de milhões de combinações por segundo. E, como na maioria dos casos, o processamento se dá em servidores remotos e não no equipamento do usuário (como seus smartphones), o avanço das telecomunicações também é essencial.

Em maio de 2018, uma demonstração no Google I/O, congresso mundial de desenvolvedores da empresa, deixou muita gente de boca aberta. Tratava-se de uma evolução do Google Now, batizado de Google Duplex, que, por telefone e diante de todos, marcou um corte de cabelo e fez uma reserva em um restaurante, sem que os atendentes dos estabelecimentos se dessem conta que estavam falando com uma máquina. A linguagem natural usada pelo sistema era tão perfeita, que muitas pessoas duvidaram que aquilo seria real, apesar de a empresa afirmar categoricamente que sim. Em alguns casos, o sistema parecia falar melhor que os próprios interlocutores humanos com quem estava interagindo por telefone.

Em fevereiro de 2019, a IBM promoveu um debate público sobre educação entre seu sistema de IA Project Debater e o debatedor profissional Harish Natarajan. Apesar da natureza totalmente aberta do tema, para muita gente o sistema foi melhor que o ser humano.

A IBM, aliás, tem história em colocar seus sistemas de IA em confronto com pessoas. Nos anos 1990, seu supercomputador Deep Blue jogou xadrez com o então campeão mundial Garry Kasparov, em dois matches de seis partidas cada. O primeiro foi vencido por Kasparov e o segundo pelo Deep Blue. O campeão chegou a acusar a máquina de manipulação fraudulenta após ser derrotado.

A máquina tem ética?

O fato é que esses sistemas, cada vez mais parecidos com seres humanos em suas interações, são capazes de processar muito mais informações que nós, e têm acesso a muito mais dados do que qualquer ser humano. Isso levanta algumas questões éticas importantes: diante disso tudo, as máquinas poderiam se tornar capazes de nos convencer de qualquer coisa, muito além do que outra pessoa faria?

Afinal, se o nosso interlocutor parece ter o argumento definitivo para contrapor qualquer coisa que digamos, ele está em uma condição claramente vantajosa. Os computadores já têm isso há algum tempo, mas seu diferencial no convencimento desaparece diante do fato de que as interações não são naturais. Em outras palavras, subimos automaticamente nossas defesas para não sermos enganados por uma máquina.

Entretanto, diante dessa nova realidade em que nos encontramos, isso pode deixar de existir. O Google Duplex demonstrou que, por telefone, já não haveria como diferenciar as falas de uma máquina das de uma pessoa.  E quando isso acontecer também presencialmente, com robôs simulando convincentemente os corpos humanos?

O assunto é abordado exaustivamente pela ficção científica. Minha lembrança mais antiga disso é do primeiro “Blade Runner”, de 1982, com seus “replicantes”, robôs tão humanos que alguns nem sabiam da sua natureza artificial, achando que eram pessoas. Como dizia o slogan de seu fabricante, eram “mais humano(s) que o humano”.

Mais recentemente, o episódio “Volto Já”, o primeiro da segunda temporada (de 2013) da série “Black Mirror”, reacendeu o debate, quando a protagonista contrata o serviço de uma empresa que cria robôs capazes de simular o corpo e a mente de entes queridos falecidos. No caso da personagem, ela quase embarca na fantasia de que aquela máquina era seu marido morto. Só não fez isso porque o sistema, afinal, não conseguiu captar as sutilezas de sua personalidade.

Mas e se conseguisse? Ela teria se deixado enganar por aquela ilusão cibernética cuidadosamente elaborada? E, caso assim fizesse, ela poderia ser julgada por isso? Afinal, a máquina seria uma cópia praticamente fiel de seu finado esposo, e serviria para lhe aplacar a dor da perda.

O fato é que podemos estar muito perto de sistemas que sejam capazes de nos iludir e até mesmo manipular para atingir os objetivos de seus fabricantes, por terem sempre os melhores argumentos e se comportarem e parecerem com seres humanos. A máquina não tem ética e nem pode ser culpada se fizer algo que contrarie o que achemos correto. Quem precisa cuidar disso é seu fabricante.

Do nosso lado, precisamos ter esse debate sempre em dia, para que tenhamos esses recursos da tecnologia a nosso favor, tornando nossa vida mais produtiva, fácil, divertida. Podemos, sim, ser iludidos pelas máquinas, desde que seja o que deliberadamente queiramos, por mais que isso possa parecer paradoxal.


E aí? Vamos participar do debate? Role até o fim da página e deixe seu comentário. Essa troca é fundamental para a sociedade.


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Videodebate: o robô vai substituir até o seu corpo

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A crise está brava! Se isso já não bastasse para criar incertezas e grandes dificuldades para todos, os robôs e os sistemas de inteligência artificial estão cada vez mais eficientes na execução de tarefas que antes eram exclusivas dos humanos. Em alguns casos, são até mesmo capazes de simular os corpos dos trabalhadores!

O que vai sobrar para nós fazermos?

Muita calma nessa hora! Sim, é verdade que a substituição de trabalhadores por robôs só cresce. Mas nem tudo está perdido.

Nesse cenário, despontam duas certezas: o que puder ser automatizado será, e não dá para continuar na zona de conforto. Quem quiser não apenas sobreviver a essa nova revolução, como ainda aproveitar o momento para se destacar precisa fazer as coisas de maneira diferente.

Quer saber como? Veja no meu vídeo abaixo! E depois compartilhe aqui com todos como você vê esse avanço da tecnologia sobre os trabalhos, e como superar isso.

Ou então fique continue na mesma, e aguente as consequências.


Videodebate: olha como você FALA!

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Como você fala com os seus clientes?

Há pelo menos uma década, a combinação de redes sociais e smartphones tem provocado mudanças profundas nesse relacionamento. Além de agora as marcas falarem e OUVIREM diretamente seu público (o que já é uma baita mudança), essa comunicação vem ficando mais flexível e ganhando nossas palavras, abreviações e símbolos, como os emojis (aquelas “carinhas” no meio do texto).

Para muita gente, essas mudanças na linguagem são completamente inadequadas. Serão mesmo? Essas “informalidades” aproximam a marca e o profissional do seu público ou podem colocar a relação a perder?

No final, tudo é questão de bom senso. É claro que não dá para usar esses recursos de comunicação em todos os casos. Entretanto, quando possível, eles são poderosíssimas ferramentas para criar vínculos fortes com o consumidor.

A língua é uma coisa viva, que está em constante evolução. Precisamos estar abertos às mudanças, para aproveitarmos isso da melhor maneira possível. Mas quando? E como? Veja no meu vídeo abaixo. E depois compartilhe aqui nos comentários com todos se você usa esses recursos com seu público.


Videodebate: temos que falar sobre diversidade!

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Você sabe por que a diversidade e a inclusão são temas cada vez mais essenciais para o desenvolvimento da sociedade e o crescimento de qualquer negócio, inclusive o seu?

Reuni três mulheres incríveis, que ocupam cargos de liderança global em gigantes da tecnologia no mundo, para uma conversa inspiradora sobre o tema:

Tentamos explicar por que há tão poucas mulheres no mercado de TI, como resolver essa deficiência e por que isso é tão importante para a sociedade. Mas diversidade e inclusão -e não apenas de mulheres- vão muito além disso, e obviamente não apenas em TI.

Assista a essa conversa imperdível, e depois vamos debater sobre o tema nos comentários, logo abaixo.



Não deixe de conhecer também o trabalho realizado pela Women Who Code em Recife, promovendo a inclusão de meninas a partir do ensino de programação, nessa minha conversa com suas diretoras Andrêza Alencar e Karina Machado, em https://www.linkedin.com/feed/update/urn:li:activity:6532298350690123776

Gostou da Judith? Então assista ainda mais da nossa conversa, em https://www.linkedin.com/feed/update/urn:li:activity:6529765203888873472

Transformação digital já modifica pequenas e médias empresas

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Apesar de o segmento de midmarket, ou seja, pequenas e médias empresas, ser um dos mais pulsantes da economia mundial, ele tradicionalmente tem acesso limitado à tecnologia de ponta.

Isso está mudando agora, graças a novos modelos de negócios baseados em computação na nuvem, mais acessíveis financeiramente, mas também com formatos mais adequados para uma curva de adoção mais suave para esses negócios.

As companhias que oferecem essa tecnologia estão de olho no segmento, pois é nele que acontece alguns dos maiores crescimentos do mercado.

Conversei sobre isso com Paulo Bonucci, vice-presidente global para América Latina da Red Hat. Falamos ainda do futuro da empresa, que está sendo adquirida pela IBM pela soma de US$ 34 bilhões. O executivo explicou que a empresa e a marca continuarão como uma unidade independente dentro da estrutura, fazendo o que faz de melhor, usando a cultura do open source.

Veja a íntegra da conversa no vídeo abaixo, e depois vamos debater aqui nos comentários.

#midmarket #SMB #empresa #IBM #transformaçãodigital #gestão #RedHat #RHSummit #Boston #PauloSilvestre

Como a inteligência artificial e a computação em nuvem já ajudam os pequenos

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Imagine se o seu computador resolvesse um problema antes que ele acontecesse.

Bem, isso já acontece!

Nesta terça, foi lançado o Red Hat Enterprise Linux 8, que incorporou inteligência artificial para ficar monitorando continuamente o equipamento e identificar comportamentos que poderão levar a algum problema, com base no que aprende com o que o administrador da máquina faz e com os padrões coletados de usuários do mundo todo. Se algo potencialmente não estiver bem, o sistema dispara o alerta e já propõe soluções, também baseadas em inteligência artificial, para que o problema não chegue a acontecer.

Há 15 anos, isso seria ficção científica. Hoje a inteligência artificial faz parte da nossa vida, até em atividades prosaicas do cotidiano, até em nossos smartphones. E, muitas vezes, nem percebemos que ela está lá. Graças também à computação em nuvem, hoje empresas, mesmo de pequeno pote, têm acesso a recursos que até bem pouco tempo, eram inimagináveis.

Entenda isso melhor vendo abaixo a minha entrevista com Boris Kuszka, líder dos arquitetos de solução da Red Hat Brasil, e cm Thiago Araki, líder dos especialistas de produtos da Red Hat América Latina.

Abrace o digital ou fique de fora!

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Se você não se apropriar da tecnologia como uma ferramenta para criar diferenciais na sua carreira ou na sua empresa, você logo estará fora do mercado. Por um motivo muito simples: a concorrência fará isso.

Parece óbvio, mas não é tão fácil. Estou cansado de ver profissionais que resistem a adotar ferramentas digitais, porque acham que o “seu jeito” é melhor. Não estou desmerecendo o valor da experiência de ninguém, mas essa visão esconde, na verdade, um medo do novo.

Esse foi um dos assuntos da ótima conversa exclusiva que tive, na tarde dessa segunda, com Gilson Magalhães, presidente da Red Hat Brasil, aqui em Boston (veja a íntegra em vídeo abaixo). Ele sugere que as pessoas desenvolvam uma alfabetização digital, e percebam que coisas como inteligência digital não substituirão ninguém. Pelo contrário, isso tudo potencializa as capacidades de cada um.

Não dá para continuar achando que, se você é médico ou advogado, por exemplo, isso não tem nada a ver com você. A transformação digital é algo que está acontecendo agora e com todos. E não é mais algo restrito à “turma de TI”: todos os profissionais precisam pelo menos conhecer e entender suas potencialidades. Portanto, a verdadeira transformação acontece na cabeça de cada um.


Videodebate: o Facebook mudou o jogo

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Talvez você nem use mais o Facebook tanto. Mas as mudanças que Mark Zuckerberg e a sua turma anunciaram na F8, a convenção anual da empresa, na semana passada, certamente afetarão a sua vida.

Primeiro porque você deve usar outros produtos da empresa, no mínimo o WhatsApp. Depois porque, pelo seu gigantesco tamanho, o que o Facebook faz acaba impactando outras redes sociais.

Além de mudanças que visam melhorar questões de segurança e de privacidade dos usuários, o calcanhar do Aquiles que está derrubando a rede, o Facebook apresentou uma série de alterações na maneira como as pessoas devem se relacionar entre si e com empresas. Na prática, eles querem que as pessoas se preocupem menos com números como “curtidas” e mais em publicar conteúdo de qualidade e construir conversas interessantes a partir disso. Ou, como disse o próprio Zuckerberg, as redes serão menos como “praças públicas”, em que as pessoas vão para saber o que está acontecendo no mundo, e mais como “salas de estar”, onde recebemos pouca gente para conversar melhor.

Quer saber? Acho isso ótimo! As pessoas andam mesmo muito “viciadas em curtidas” e até fazendo algumas coisas questionáveis para isso. O resultado é uma queda dramática na qualidade do que se publica nas redes, mesmo no LinkedIn, que é o melhor lugar para se encontrar conteúdo e conexões de qualidade.

São nessas conversas que encontramos o verdadeiro ouro das redes sociais, onde nos tornamos autoridade no que fazemos, onde conseguimos mais clientes.

E você, concorda? Veja como isso funcionará no vídeo abaixo, e depois vamos debater aqui nos comentários.



Reflexão: um mau projeto pode manchar uma marca de sucesso

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Hoje, ao fazer o check in para Boston, para participar do Red Hat Summit, me deparei com a tela abaixo, com o que não pode ser levado na bagagem. Ao lado de líquidos inflamáveis, veneno e explosivos, estava o Samsung Galaxy Note 7.

Por que um único produto pode colocar em risco um voo?

Em 2016, foram reportados casos do Note 7 subitamente pegando fogo, inclusive em um avião! A causa era uma falha em suas baterias.

O Galaxy Note é um dos produtos top da fabricante sul-coreana. Depois de dezenas de incidentes no mundo, o modelo 7 foi retirado do mercado. Estima-se um prejuízo de US$ 17 bilhões à Samsung. E ficou a sensação de que seus celulares não seriam tão seguros.

A Samsung já lançou dezenas de modelos depois daquilo, e eles não explodem. Mas fico impressionado como três anos após os incidentes, a marca ainda continue sendo afetada! É como se, a cada voo, todos os passageiros fossem lembrados, com o nome da companhia sendo citado.

A falha do projeto foi algo imperdoável. Será que a empresa terá que aguardar anos, até que o último Galaxy Note 7 com certeza tenha sido substituído pelos seus donos, para que deixe de ser arranhada a cada check in?