All posts by Paulo Silvestre

Você confiaria a sua vida a um super app?

By | Jornalismo | No Comments

Caminhamos a passos largos para um momento em que a Siri, dos iPhones, e o Google Assistente, dos Androids, serão substituídos por sistemas muito mais poderosos, que saberão quase tudo sobre nós, e serão capazes de tomar decisões complexas e até negociar valores em nosso nome. Nesse futuro próximo, a nova geração de assistentes virtuais evoluirá a partir dos atuais “super apps” (como o WeChat), acrescentando uma grande dose de inteligência artificial, análises preditivas, linguagem natural, big data.

Parece muito bacana -e é! Mas esses sistemas levantam algumas questões éticas e comerciais. Com tanto poder concentrado, eles serão capazes de impactar fortemente a “jornada do cliente”, até mesmo determinando o que consumiremos e como.

E aí a coisa fica complicada.

Diante disso, que garantia teremos que esses sistemas sempre tomarão as melhores decisões para nós, e não para atender interesses ocultos de seus fabricantes ou de seus parceiros comerciais? Entretanto, se não confiarmos nas assistentes, a sua “mágica” desaparece.

Para completar, em agosto do ano que vem, a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) começa a valer. Ela disciplinará não apenas a coleta de nossas informações, como também o uso que será feito delas, determinando que tudo deve ser explicitamente autorizado pelo usuário antes. Como esses sistemas, que se esbaldarão e cruzarão nossas informações mais íntimas, serão impactadas pela lei?

Uma coisa é certa: o futuro é inevitável! Quando esses sistemas estiverem disponíveis, daqui uns três anos, devem ser rapidamente adotados. Veja no meu vídeo abaixo o que você precisa saber para aproveitar bem novidades assim. E depois compartilhe conosco suas percepções nos comentários.



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“Bolha de proteção” cria adultos ansiosos e que não trabalham em equipe

By | Educação | No Comments

Cresce a quantidade de jovens profissionais que apresentam uma dificuldade acima da média para seguir regras e obedecer a hierarquia. Além de isso atrapalhar o próprio desenvolvimento, inclui um elementos que não se encaixam nas empresas.

Esse problema do mercado de trabalho tem origem na infância, dentro de casa: pais superprotetores criam uma “bolha” em torno de crianças e adolescentes, na tentativa de evitar que se frustrem ou que tenham que enfrentar grandes desafios.

Essa é a melhor receita para criar adultos fragilizados e intolerantes. Pais que não sabem dizer “não” criam filhos que não aceitam ouvir “não”.

O problema é que os próprios pais andam um tanto perdidos. A prolongada e profunda crise econômica e social ajudou a catapultar o Brasil para a liderança mundial em casos de ansiedade, segundo a Organização Mundial de Saúde: 9,3% dos brasileiros sofrem do mal. Não é de se espantar que um dos medicamentos mais vendidos no país seja o ansiolítico tarja preta Clonazepam, mais conhecido Rivotril.

Como crianças aprendem pelo exemplo, e muitos de seus pais vivem uma vida enfiada no trabalho, cujo único propósito parece ser pagar contas, a sua fragilidade se agrava. Ouvi recentemente casos de crianças que estão se automedicando com Rivotril furtado das cartelas de seus pais. E isso é gravíssimo!

Como esperar que cresçam confiantes, responsáveis e prontos para trabalhar em equipe, habilidades cada vez mais valorizadas no mercado?

Calma, nem tudo está perdido!

Veja no meu vídeo abaixo como reverter essa situação e ajudar os pequenos a crescer de uma maneira saudável. E depois compartilhe conosco nos comentários as suas vivências sobre o tema.



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Feliz aniversário, Internet: 50 anos!

By | Tecnologia | No Comments

Nesta terça, a Internet completa 50 anos!

Pouca gente sabe, mas a “mãe de todas as redes”, lançada no dia 29 de outubro de 1969 por pesquisadores da UCLA (Universidade da California em Los Angeles) e do SRI (Stanford Research Institute), foi uma encomenda dos militares americanos. No auge da Guerra Fria, eles temiam que um ataque nuclear da finada União Soviética destruísse todo o poder computacional dos Estados Unidos.

Isso pode parecer absurdo hoje, mas, naquela época, em que as redes de computadores eram centralizadas em poucos servidores de grande porte –os mainframes– essa era uma tarefa relativamente simples. Os militares solicitaram então o desenvolvimento de uma rede cujo armazenamento e capacidade de processamento fossem totalmente distribuídos.

Essa é justamente a essência da Internet! Hoje até mesmo os nossos celulares, que estão ligados à Grande Rede, são servidores e clientes dela. Todo mundo entende isso agora, ainda que de maneira implícita, Mas, nos anos 1960, a IBM, que foi consultada para o desenvolvimento da Internet, disse que “uma rede como essa jamais poderia ser construída”.

O fato é que ela definitivamente mudou o mundo. Por isso, é um dos maiores inventos da humanidade, ao lado da roda e da prensa de tipos móveis de Gutenberg.

Neste vídeo, conto como a Internet foi criada, o contexto mundial da época, por que ela se tornou onipresente e o que vem por aí.

E você, consegue imaginar uma vida sem a Internet? Conte para nós nos comentários.



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Silvia de Paula e Danielle Vieira, que vêm a São Paulo estudar toda semana, a partir de Marília e de Bragança Paulista, respectivamente - Foto: Paulo Silvestre

Longe é um lugar que não existe para quem quer crescer

By | Educação | No Comments

Até onde você vai para ser uma pessoa e um profissional melhor? Não me refiro apenas ao sentido moral, de disposição, mas também literalmente a que distância você topa percorrer.

Que tal 200 quilômetros toda semana? E 900 quilômetros?

Esses números não foram escolhidos aleatoriamente.

Como palestrante e como professor há uma década, vejo, com tristeza, uma certa acomodação de muita gente que que não topa nem ir de um bairro para outro para assistir a um curso ou a uma palestra, mesmo gratuitas. E isso é uma pena! Pois não existe almoço grátis: quem quiser ser manter com destaque na sua profissão não pode mais se dar ao luxo de ficar parado.



Nem tudo está perdido, felizmente! Apesar da “letargia média do cidadão comum”, posso dizer, com muita alegria e orgulho, que sempre tenho alunos de diversos bairros e até de outras cidades da Grande São Paulo nos meus diferentes cursos de pós-graduação.

De vez em quando, aparece alguém de mais longe ainda. Nesse semestre, em uma mesma turma do curso de Comunicação digital: muito além do óbvio, tenho a alegria de ter na turma Danielle Vieira, 30, e Silvia de Paula, 54. A primeira viaja 100 quilômetros de ida e outro tanto de volta de Bragança Paulista até a PUC-SP; a segunda, vai e vem 450 quilômetros de Marília até a PUC-SP.

É interessante observar ainda o caso da Danielle, que é psicóloga, e atende em seu consultório em Bragança. Apesar disso, veio até São Paulo atrás de um curso de comunicação digital, pois as redes sociais são importantíssimas para sua carreira, inclusive para captar novos clientes. Mas não é só isso. “Uma coisa é você se especializar na sua área, a outra é você ir para comunicação digital, que está em todas as áreas”, explica. “A comunicação digital transcende um campo específico, como o jornalismo, a publicidade: está em tudo!”

De fato, como eu costumo dizer, conhecimento nunca é demais, não ocupa espaço e sempre nos permite construir muito além dos limites que, em algumas ocasiões, até nos são impostos. E os bons profissionais nunca param de aprender.

“As pessoas já perguntaram para mim: ‘por que você acha que tem que fazer uma extensão na PUC, se, no mercado aqui em Marília, dá para contar nos dedos quantas empresas de mídia existem?’”, diz a jornalista Silvia, que hoje trabalha com jornalismo impresso e assessoria. “É porque hoje o mundo não é Marília. Eu não preciso estar no jornal, eu não preciso estar na TV: eu posso ser a minha própria mídia”, responde.

Mercado em constante mudança

Tanto Silvia quanto Danielle não concordam que alguém se contente apenas com a faculdade. “A graduação é só um embasamento que te dão. Você não pode dizer ‘com essa formação acadêmica, eu vou atuar muito bem no mercado’”, afirma Silvia. “Não, o mercado te engole!”

Danielle é categórica: “não dá para ficar só na graduação, impossível!” Para ela, “as pessoas terminam a graduação sem saber quase nada”. E conclui que, “se você parar na graduação, você para no tempo!”

“Uma coisa que eu vejo no interior –e eu falo com muita gente– é que as pessoas param na graduação”, segundo suas observações em sua cidade. “Não sei se só por preguiça ou porque a gente tem mesmo pouca oferta da pós-graduação.” Por isso, Danielle procurou ativamente o curso que cumpria suas expectativas: “não foi o anúncio que me atingiu na rede social.”

A distância definitivamente não é um problema para nenhuma das duas, que tiveram que remanejar seus compromissos profissionais e pessoais, para ter as terças livres para comparecer às aulas. O que as motiva é a busca pelo conhecimento que lhes interessa, esteja onde estiver.

“No interior, a gente não tem esses cursos”, explica Silvia. “Mídia social, em Marília não tem, e eu queria fazer mídia social! Então por que não vir para São Paulo?” Ela conta que pega o ônibus todos as terças às dez da manhã, e vem trabalhando na estrada. “Na volta, durmo no ônibus.”

As discussões sobre o futuro do trabalho ficam cada vez mais intensas nas mídias e nas redes sociais, especialmente no LinkedIn. Como sempre digo, esse debate está totalmente ligado ao do futuro da educação.

Os fatalistas dizem que a tecnologia, especialmente a combinação de inteligência artificial com Internet das Coisas e robótica, acabará com profissões inteiras. Isso é verdade, já está acontecendo e tende a piorar! Os otimistas dizem, por sua vez, que esse excedente de mão de obra será reaproveitado em tarefas mais nobres.

Bem, não é bem assim. Isso só acontecerá se essas pessoas tiverem uma excelente formação, que lhes permita se apropriar desse novo cenário profissional e sejam capazes de executar as novas tarefas. Além disso, apenas indivíduos com disposição de continuar sempre aprendendo poderão fazer parte desse novo grupo de elite profissional.

Isso não é só algo que deve preocupar os profissionais, pois impactará diretamente as empresas e toda a sociedade. Para Silvia, “o fato de a pessoa falar que já tem seu ‘cartucho’, que é graduada, já é formada é um problema social para ela e para o Brasil”.

E você, até onde vai para aprender mais e crescer?


E aí? Vamos participar do debate? Role até o fim da página e deixe seu comentário. Essa troca é fundamental para a sociedade.


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Cresce a quantidade de pessoas que não querem falar com outras pessoas

By | Tecnologia | No Comments

Assisto com curiosidade e uma certa apreensão a uma profunda mudança cultural: o aumento de pessoas que parecem não gostar de falar com outras pessoas. Ao consumir serviços das mais diferentes naturezas, preferem interagir com sistemas a conversar com atendentes em carne e osso.

Experiências ruins, que todos nós temos com esses atendimentos, encabeçam os motivos para isso. Mas há também mudanças comportamentais provocadas pelos meios digitais: estamos nos tornando uma geração de pessoas ansiosas e intolerantes, que querem tudo do seu jeito e no seu tempo.

Somos cada vez menos capazes de lidar com frustrações e rejeições. E isso é um problema muito sério, pois a vida sempre foi repleta disso. Na verdade, o confronto com esses dissabores nos ajuda a desenvolver resiliência e tolerância, duas habilidades cada vez mais valorizadas no mercado de trabalho. Coincidência?

De olho nessas mudanças comportamentais, várias empresas lançam produtos que atendem essas “demandas” de seu público. A mais recente foi a Uber, que anunciou, no dia 4, seu serviço Comfort. Entre outros benefícios, as pessoas poderão controlar, pelo aplicativo, que o motorista fale apenas o indispensável com elas.

Será que precisamos de um aplicativo para isso? Se não pudermos ou não quisermos conversar com o motorista, não podemos simplesmente explicar e pedir isso a ele quando entrarmos no carro?

Para muitos, a novidade chega a ser bizarra; para outros, é muito bem-vinda. Em qual grupo você se encaixa? Assista a meu vídeo abaixo para entender melhor por que isso tudo está acontecendo. E depois explique o seu ponto de vista para todos nos comentários.



Se você quiser ver o artigo sobre o estudo das universidades de Stanford e do Novo México sobre a evolução nas maneiras como as pessoas se conhecem, mencionado no vídeo, ele está disponível em https://web.stanford.edu/~mrosenfe/Rosenfeld_et_al_Disintermediating_Friends.pdf


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Feliz Dia do Professor? Temos que falar sobre isso!

By | Educação | No Comments

Sempre admirei a profissão dos meus pais. Aos 14 anos, escrevi uma poesia, enaltecendo-a como a mais importante de todas, pois formava os demais profissionais.

Aos 18, ainda na faculdade de Engenharia, fui impactado pelo Mr. Keating, do filme “Sociedade dos Poetas Mortos”, interpretado pelo inesquecível Robin Williams (na foto). Decidi ali que, em algum momento, também seria professor. E as minhas aulas seriam daquele jeito, com muito conteúdo, inspiração e diversão.

Realizo esse sonho desde 2005, cada vez mais. Hoje leciono em seis turmas de pós-graduação de diferentes cursos da Universidade Presbiteriana Mackenzie e da PUC-SP, além de integrar cursos da Universidade Metodista de São Paulo, ESPM, e, em breve, Belas Artes. E ainda sobra tempo para aulas esporádicas em grandes escolas, como a Digital House, o Senac e a Damásio Educacional.

As pessoas me perguntam como consigo encaixar tudo isso na agenda, ainda mais porque não é a minha única atividade profissional. Simples: amo o que faço! É a minha maneira de contribuir para uma sociedade melhor, nem que seja com um aluno de cada vez.

Nos países mais desenvolvidos, o professor sempre é figura de destaque na sociedade. Infelizmente, no Brasil, nunca foi valorizado e, de uns tempos para cá, tornou-se quase um perseguido político, por governos que preferem a ignorância como ferramenta de manipulação.

Fico triste ao ver uma parcela da população defendendo um pensamento único nas escolas (o seu pensamento), em detrimento de todos os demais. Profissionais bem preparados e cidadãos conscientes só surgem quando eles são expostos a diferentes ideias e pensamentos, mesmo os que contrariam os de sua origem. Sempre tive a felicidade de ter professores que me mostraram tudo isso e, graças a eles, hoje vejo o mundo com todas as suas cores, e não apenas com um cinza inexpressivo e castrador. E, assim, posso passar um pouco do que sei aos meus alunos, com ética e liberdade.

Nunca seremos um país digno, sério e grande enquanto essa situação do professor não mudar. E as perspectivas infelizmente não são boas.

Portanto, hoje, aplaudo os colegas que resistem nesse ofício tão nobre e essencial. Eduquem e criem mentes livres! E você, o que acha?

Estamos perdendo a capacidade de nos encantar

By | Tecnologia | No Comments

Você está perdendo a sua capacidade de se encantar com o que a vida lhe oferece? Tudo parece muito sem graça e de uma mesmice terrível? Seu único desafio é conseguir dinheiro par pagar os boletos no fim do mês?

Tem muita gente vivendo assim ultimamente! Espero que não seja seu caso, pois a vida fica muito triste assim. E a vida é muito bela! Desde que você a viva dessa forma.

Grande parte dessa visão blasé do mundo se deve aos incríveis e incontáveis avanços tecnológicos que se integram ao nosso cotidiano. É claro que eles são muito bem-vindos, mas não podemos permitir que eles nos tirem a vitalidade e o desejo! Se você achar que, graças a isso, a vida está ganha, que os desafios sumiram, você está muito enganado. Pior: está criando uma terrível armadilha para si mesmo: o desencantamento geral.

Ele é péssimo para você como indivíduo e como profissional, para as empresas e para toda a sociedade. Entenda por que isso acontece e como escapar dele, assistindo ao meu vídeo dessa semana. E depois compartilhe suas percepções sobre o desencantamento das pessoas a sua volta nos comentários.

Vamos ajudar todos a sair disso!



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Não dá mais para pesquisar olhando só para um lado

By | Educação | No Comments

Qual o papel do desenvolvimento científico de ponta para um país? Crítico, se ele quiser se destacar globalmente do ponto de vista social, econômico e político. A pesquisa fica cada vez mais interdisciplinar, e a universidade é o lugar ideal para puxar essa inovação, que depois alimenta as pesquisas das empresas. Infelizmente o Brasil precisa melhorar muito, especialmente em um cenário de cortes de investimentos para pesquisa pelo governo.

Nesse ano, o país subiu uma posição no ranking global de competitividade do Fórum Econômico Mundial, divulgado no dia 9. Ainda assim, amargamos apenas o 71º lugar de um total de 141 nações, muito pouco para um país de nosso tamanho, nosso potencial e que almeja ocupar um protagonismo global.

Segundo a instituição, uma das coisas que os países latino-americanos mais precisam investir para melhorar é a inovação. Vale lembrar que, em julho, o Brasil caiu duas posições no Índice Global de Inovação, organizado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual, Instituto Europeu de Administração de Empresas e pela Universidade Cornell. Ficamos em um modesto 66ª lugar, de um total de 129 países.

Vivemos em um mundo interdisciplinar. As empresas que obtém mais sucesso hoje são aquelas que entendem isso e criam produtos que bebem em diferentes fontes do saber, para criar produtos capazes de atender um público mais amplo e menos especializado. As diferentes áreas andam cada vez mais de mãos dadas, por isso as pesquisas, tanto nas empresas, quanto na academia, precisam refletir isso.

Por isso, é uma grande alegria quando vejo iniciativas como o programa de estudos de pós-graduação de Tecnologias da Inteligência e Design Digital (TIDD) da PUC de São Paulo, onde estou concluindo meu mestrado. A interdisciplinaridade é justamente uma de suas propostas e isso apareceu claramente nas pesquisas apresentadas nesta quinta (10), durante o seu 12º Encontro de Pesquisa.

“Se nós não dermos a atenção para a construção de conhecimento para inovar, para ajudar a pensar, nós não poderemos avançar em termos de civilização, de humanidade”, explica a professora Ana Maria Di Grado Hessel, organizadora do evento. “É preciso que as pessoas conheçam mais, para que possam pensar melhor e mais criticamente.”

“É a nossa missão, o que a gente faz aqui dentro”, afirma Ítalo Santiago Vega, professor que coordenou uma das mesas do evento. “O debate e a conversa a respeito de ideias sempre são oportunos, e o meio acadêmico é o espaço reservado exatamente para que isso aconteça.”

É preciso que fique claro que a pesquisa acadêmica não é algo dissociado do mundo, como muita gente afirma, especialmente quem tem uma visão distorcida da vida, por um pragmatismo cego. Na verdade, é o contrário disso, funcionando de uma maneira complementar ao que se vê nas pesquisas realizadas pelas empresas.

Nesse último caso, as pesquisas acontecem para atender demandas comerciais bem definidas e identificadas. Elas são essenciais, pois justamente transformam o conhecimento científico puro em produtos que beneficiarão as pessoas e outras empresas. Entretanto elas dependem de uma pesquisa de base, realizada justamente na universidade, sem a exigência premente de gerar produtos.

Justamente aí reside a sua força, pois os pesquisadores podem explorar conceitos e desenvolver ideias que considere interessantes por si só. “A pesquisa acadêmica tem a vantagem de ser independente, na medida em que você pesquisa o que tem vontade de pesquisar”, explica o professor Hermes Renato Hildebrand, que também coordenou uma mesa no evento.

A pesquisa acadêmica caminha, portanto, lado a lado com a realizada pelas corporações. Sem a primeira, a segunda aconteceria de maneira muito mais lenta e onerosa para as empresas, e algumas das maiores inovações da humanidade talvez jamais acontecessem. E todas as áreas são importantes: nenhuma pode ter privilégio sobre as demais, especialmente na realidade em que vivemos, em que tudo se conversa e se complementa.

“Não dá mais para olhar o mundo sob o aspecto de uma especificidade, de uma temática, de uma disciplina, de uma maneira cartesiana, linear, reducionista”, diz Hessel. “Só o conhecimento é o caminho para sermos mais humanos e sermos melhores e preservar as gerações que ainda estão por vir.”


E aí? Vamos participar do debate? Role até o fim da página e deixe seu comentário. Essa troca é fundamental para a sociedade.


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Não, o Coringa do cinema não cria sociopatas

By | Educação | No Comments

Tenho lido muito que o Coringa, protagonista do filme homônimo que estreou na quinta, poderia influenciar pessoas a cometer crimes. Por isso, o filme foi vetado em alguns cinemas e, nos EUA, até o Exército foi mobilizado para conter eventuais tumultos.

No sábado, fui conferir quanto disso faz sentido. O que encontrei foi uma obra-prima, um drama com um ótimo roteiro, muito bem dirigido e com uma trilha sonora impactante. Sim, é possível criar empatia com o protagonista no início, pelas incontáveis agressões que a sociedade lhe impõe. Mas não vejo alguém se tornando um sociopata por conta disso.

Temo muito mais a desinformação que impera nas redes, as notícias falsas que se tornam “verdades” graças à manipulação de algoritmos por grupos que confundem a população para atingir o poder. Temo também vivermos em uma sociedade que continua sendo massacrada por uma crise de mais de cinco anos, em que muitos acham que a violência e as armas são uma solução. Isso, sim, pode criar criminosos, como também deprimidos e suicidas.

Ah, e pintou o vencedor do Oscar de melhor ator no ano que vem. No ano passado, eu havia apostado em Rami Malek, como Freddie Mercury. Será que acertarei de novo, com Joaquin Phoenix monstruosamente brilhante como Coringa?

Seu público fiel de hoje pode matar o seu negócio amanhã

By | Tecnologia | No Comments

Imagine o seguinte: você toca seu negócio como faz há anos, e tudo sempre funcionou. Mas algo começa a dar muito errado: o produto que sempre foi seu carro-chefe se volta contra a operação. Aquilo que talvez represente a essência da sua marca começa a se comportar como uma doença autoimune corporativa, matando a empresa por dentro.

A vítima mais recente disso foi a americana Forever 21. No último dia 29, o ícone da moda feminina jovem entrou com pedido de recuperação judicial, que reduzirá drasticamente a quantidade de lojas e eliminará as operações na Europa e na Ásia. O motivo: as adolescentes começam a questionar a “fast fashion”, roupas baratas e de pouca durabilidade, que são a cara da marca.

Na época da economia da experiência, esse problema acontece cada vez. As pessoas não compram mais produtos apenas: avaliam toda a experiência com a empresa, que também inclui a comunicação, o pós-venda, a transparência e os valores.

Se os valores do público mudam (e eles mudam), não há produto que resista. Foi exatamente isso que “quebrou as pernas” da Forever 21.

A boa notícia é que o mesmo público pode lhe ajudar a corrigir o rumo. Entenda como no meu vídeo abaixo. E depois compartilhe conosco suas experiências como consumidor ou como gestor, nesse cenário de mudanças aceleradas.



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A monstruosidade humana nas redes

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O ser humano pode ter um lado monstruoso!

No ano passado, empresas de tecnologia identificaram na Internet inacreditáveis 45 MILHÕES de imagem de crianças –algumas com apenas 3 anos de idade- sendo abusadas sexualmente, e até mesmo torturadas. É um volume sem precedentes e o dobro do encontrado no ano anterior!

Temos que falar sobre isso, e buscar uma solução juntos.

Essas imagens na rede, absurdas e inaceitáveis por si só, ainda têm a perversa capacidade de prolongar o sofrimento das vítimas, pois o abuso fica perpetuado nelas. Além disso, temem ser reconhecidas por alguém, criando traumas ainda maiores.

Essa é uma luta de governos, da polícia, das empresas de tecnologia, mas também de cada um de nós, mesmo porque os primeiros não estão dando conta de resolver o problema. Também é essencial o uso de tecnologias como machine learning e reconhecimento de imagens, para dar conta desse volume insano de fotos, que também cresce graças a tecnologias mais poderosas e acessíveis aos criminosos.

Para saber mais sobre isso, leia essa ótima reportagem do The New York Times.

O que você acha que podemos fazer para ajudar a combater essa atrocidade?

Ataques a reputações nas redes sociais colocam toda a sociedade em risco

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O uso crescente das redes sociais para destruir reputações de adversários começa a colocar em risco a própria sociedade. Isso acontece porque tais ataques se baseiam em uma eficiente manipulação dos algoritmos e em uma avalanche orquestrada de “fake news”.

Como resultado, a população começa a perder as referências para construção de confiança em pessoas, instituições e empresas. O risco para a comunidade existe porque, pela nossa natureza humana, só conseguimos construir algo com pessoas em quem acreditamos.

Oras, se não confiamos em mais nada e em mais ninguém, nos afastamos da nossa própria evolução! O mais triste é que isso acontece porque somos alegremente manipulados por grupos que promovem esse movimento para ampliar seus privilégios e aumentar seu poder.

Como exemplo, na semana passada, assistimos a tentativas nefastas de desmoralizar a ativista sueca Greta Thunberg, de 16 anos, após sua participação na cúpula do clima da Organização das Nações Unidas.

Precisamos reforçar nosso senso crítico, para que não sejamos mais peões nesse xadrez político e econômico! Veja como no meu vídeo abaixo. E depois conte a todos o que faz para escapar das “fake news” e das manipulações.



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Foto: Creative Commons

Como a tecnologia pode salvar vidas de quem você ama

By | Tecnologia | No Comments

“Se alguém o tivesse escutado, talvez pudesse ter sido salvo.”

Essa frase é comum entre aqueles que tiveram que enfrentar casos de suicídio de pessoas próximas de si. Ela representa uma das faces mais perversas dessa tragédia: a maioria dessas mortes poderia ter sido evitada se as vítimas tivessem recebido o apoio necessário a tempo. Isso não acontece porque as pessoas que convivem com o suicida normalmente não percebem os sinais emitidos por ele. Sinais que são, na verdade, pedidos de ajuda. E, dos que percebem, muitos não sabem como lidar com isso adequadamente.

Felizmente novas tecnologias e novos métodos abrem caminhos que podem ajudar as próprias vítimas e também as pessoas a seu redor a lidar melhor com esse gigantesco problema de saúde pública.


Vídeo relacionado:


No mundo, mais de 1 milhão de pessoas se suicidam todos os anos. Isso dá uma morte a cada 40 segundos. No Brasil, 32 pessoas se matam todos os dias: em 2018, foram 11 mil vidas perdidas assim.

A situação é ainda mais grave entre os jovens, sendo a principal causa de morte nessa faixa etária no planeta, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. Segundo o Ministério da Saúde, o suicídio aumentou 20% nos últimos cinco anos entre jovens de 15 a 19 anos. Já é a quarta causa de mortes nessa faixa no nosso país.

O suicídio raramente é uma decisão por impulso. O suicida amadurece a ideia com tempo. Nesse processo, emite vários sinais indicando que pensa em acabar com a própria vida, em um longo pedido de ajuda, muitas vezes inconsciente.

Gramática da Depressão e Algoritmo da Vida

Pesquisadores da University of Reading (na Inglaterra) e da Florida State University (nos EUA) descobriram que pessoas com depressão costumam publicar nas redes sociais mensagens com palavras e construções específicas. Eles catalogaram os resultados desse comportamento e o chamaram de “Gramática da Depressão”. Com ela, afirmam ser capazes de identificar essa terrível doença, mesmo em seus estágios iniciais.



A partir desse estudo, a Agência Africa e a desenvolvedora Bizsys criaram para a revista Rolling Stone Brasil o que eles chamaram de “Algoritmo da Vida”. Trata-se de um sistema que fica varrendo mensagens no Twitter seguindo as regras da “Gramática da Depressão”.

Para evitar falsos positivos, quando algo suspeito é identificado, a mensagem passa por uma checagem cuidadosa, que considera contexto, ironias e a recorrência dos termos. Se o risco for confirmado, um perfil do Twitter criado especificamente para esse serviço, com o auxílio de psiquiatras, entra em contato com o indivíduo por uma mensagem privada. O objetivo é conversar e entender o usuário, para lhe sugerir a melhor forma de tratamento. Indicações para contato com o CVV (Centro de Valorização da Vida, telefone 188) são sempre uma opção.

O “Algoritmo da Vida” está funcionando desde fevereiro, e já verificou cerca de 34 milhões de mensagens, de 1,4 milhão de perfis no Twitter. No meio disso tudo, detectou quase 300 mil riscos potenciais, direcionando cerca de 1.400 pessoas ao CVV.

Pesos-pesados tecnológicos

No último dia 11, a iniciativa ganhou dois apoios de peso: a titã de software alemã SAP e a AWS (Amazon Web Services), serviço de hospedagem na nuvem da empresa de Jeff Bezos.

O anúncio foi feito em São Paulo, durante o SAP Now, maior evento de tecnologia e negócios da América Latina, por Cristina Palmaka, presidente da SAP Brasil, que estava com Sergio Gordilho, copresidente da Agência Africa, e com Cleber Morais, diretor-geral da AWS no Brasil.

Os dois gigantes da tecnologia se uniram à iniciativa, para que ela ganhe escala e eficiência, com a enorme capacidade de processamento da AWS e diferentes tecnologias de ponta da SAP. Assim, o Algoritmo da Vida está sendo recriado dentro de soluções da SAP para aproveitar recursos como inteligência artificial e análises preditivas, que serão capazes de identificar mudanças nos padrões de comportamento dos usuários, que possam indicar, com grande assertividade, qualquer risco. A linguagem natural, ou seja, a tecnologia que permite a máquina entender e se comunicar com frases correntes, como se fosse uma pessoa, tornará esse processo ainda mais eficiente.

A tecnologia digital já dá esse tipo de visão aos negócios há bastante tempo. Mas o Algoritmo da Vida é uma prova que ela pode ser aplicada a qualquer disciplina humana. Na verdade, desde que a medicina se dissociou do curandeirismo místico para se aproximar da ciência, a tecnologia ocupa um espaço crescente nos diagnósticos e nas curas.

É só pensar que, há cem anos, pessoas morriam de gripe pela inexistência de antibióticos, e raio-X era algo ainda experimental. Hoje, pulseiras eletrônicas são capazes de medir o nível de glicose no sangue do paciente pelo seu suor, de maneira automática. Essa informação é passada em tempo real para o computador do hospital, que monitora cada pessoa individualmente.

Outra iniciativa da SAP, essa desenvolvida com a indústria farmacêutica suíça Roche, usa esse tipo de informação para antecipar problemas ligados à diabete, antes mesmo que eles aconteçam. Além de preservar a vida de cada paciente, pode ajudar a identificar problemas de saúde pública pela análise combinada e anônima dos dados de todos os pacientes, propondo até mesmo alterações em políticas públicas.

Em julho, Paul Hutton foi salvo pelo seu Apple Watch. O relógio inteligente identificou alterações em seus batimentos cardíacos e o encaminhou ao médico. O americano de 48 anos passou por cirurgia para corrigir um bigeminia ventricular e foi salvo.

De volta à depressão, o Instagram também oferece, há alguns meses, um recurso que tenta identificar comportamentos entre seus usuários que podem indicar riscos. Quando isso acontece, o sistema mostra telas que tentam conscientizar o usuário que algo pode estar errado e dá sugestões onde pode buscar ajuda.

A empresa americana HarrisLogic, que presta atendimento a pessoas com depressão, também desenvolveu um sistema em plataforma SAP para isso. Seus profissionais oferecem um atendimento mais eficiente a partir indicações oferecidas pela análise de milhões de atendimentos por inteligência artificial e big data.

A importância da humanidade

A tecnologia é realmente uma ferramenta de valor inestimável, muito bem-vinda. Mas ela é isso: uma ferramenta.

Carl Jung, fundador da psicologia analítica, dizia: “conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas, ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana.”

A tecnologia identifica, avisa, sugere com grande precisão. Mas temos que estar atentos e sermos empáticos com quem está a nossa volta. Às vezes, uma simples palavra amiga pode ser o suficiente para salvar alguém. Se você não se sentir habilitado a prestar a ajuda necessária, sempre encaminhe a pessoa a um psicólogo.

A única coisa que não podemos fazer é nos abster de ajudar.


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Venda exatamente aquilo que o cliente quer comprar

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Conhecer o seu cliente, suas demandas, seus gostos, seu comportamento se tornou o Santo Graal de negócios de qualquer segmento e porte. Com isso, podemos melhorar nossas entregas e toda a cadeia de produção e logística. Nesse cenário, uma tecnologia cada vez mais poderosa e acessível a qualquer empresa desempenha um papel crítico.

No caso do varejo, por exemplo, a inteligência artificial permite ao lojista antecipar, com boa precisão, o que, quanto e quando seu consumidor comprará. Essa informação é valiosíssima, pois lhe permite investir apenas em produtos que “giram”, diminuindo o estoque, evitando que seu capital fique “parado” e até reduzindo a perda de produtos (como no caso de perecíveis). Do lado do consumidor, os ganhos também são interessantes, pois se diminui a frustração de procurar um produto e não o encontrar na loja, o que no varejo é conhecido como “ruptura”.

No vídeo abaixo, Bento Ribeiro, CEO da TEVEC, explica como funciona essa tecnologia. Em uma conversa descontraída, ele fala ainda como está o Brasil internacionalmente na adoção desses recursos, como a inteligência artificial impacta os empregos e o que as pessoas devem fazer para garantir a sua empregabilidade.


A inovação depende da união da sociedade, das empresas e do governo

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A inovação se tornou chave para o desenvolvimento de qualquer país. Em um cenário internacional de alta competitividade, destaca-se aquela que valoriza sua cultura e recursos com tecnologia e educação.

O melhor exemplo é a China. Até algumas décadas atrás, o país tinha vocação agrária e um sistema político-econômico fechado para o mundo. O governo passou então a incentivar uma forte industrialização. Em um primeiro momento, criou-se uma poderosa indústria de reprodução, com foco em volume e preço. Apesar de ter criado a imagem de produtos baratos e de baixa qualidade, foi fundamental para uma sólida base de produção. Hoje puxam a fila da inovação.

O país ocupa a 14ª posição no Índice Global de Inovação, organizado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual, Instituto Europeu de Administração de Empresas e pela Universidade Cornell. Nesse ano, passou o Japão! O Brasil, por outro lado, caiu duas posições, da já modesta 64ª para 66ª, de um total de 129 países.

Sobre os caminhos para a inovação, conversei com Thiago Zambotti, diretor-geral da Honeywell no Brasil, no Innovation Brazil Leaders Forum, que aconteceu em São José dos Campos.

Confira a conversa abaixo. E depois compartilhe nos comentários o seu caminho para a inovação.