Paulo Silvestre

Paulo Silvestre (esquerda) conversa sobre transformação digital com John Allessio (centro) e Nick Hopman – Foto: reprodução

Transformação digital depende de entusiasmo e de apoio

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Você está pronto para a transformação digital?

Um dos termos mais badalados do momento na administração, ela movimenta empresa e profissionais que querem encontrar, com o apoio da tecnologia, novas maneiras de realizar o próprio negócio, para atingir níveis de produtividade inéditos, ou ainda descobrir um grande novo negócio. Mas poucas empresas realmente sabem qual caminho adotar, pois acham que a transformação digital acontece ao escolherem a tecnologia disruptiva certa para seu empreendimento, quando, na verdade, ele deve obrigatoriamente começar transformando a cabeça das pessoas.

Essa necessidade ficou muito clara na conversa que tive com John Allessio, vice-presidente sênior de serviços globais da Red Hat, e com Nick Hopman, vice-presidente de práticas e soluções globais da empresa, nesta terça (16 de abril), na sede da Red Hat em São Paulo. Os dois executivos vieram participar da inauguração do Red Hat Open Innovation Labs. A íntegra da conversa pode ser vista no vídeo abaixo:



Para Allessio, uma empresa que busca a transformação digital deve começar com um projeto pequeno o suficiente para que possa “abraçar”. Dessa forma, evita-se que a mudança crie barreiras instransponíveis logo de cara.

Mas o executivo adverte que o processo só dará certo se contar com dois ingredientes essenciais: o entusiasmo das equipes, e gestores realmente patrocinando as mudanças necessárias. “Você precisa da paixão das equipes -com negócios e TI trabalhando juntos- e você precisa do apoio dos executivos”, explica. “Sem esse apoio é muito difícil fazer isso acontecer.”

“Precisa ser um cliente que busca mudança, que quer prosperar”, explica Hopman. É por isso que a transformação digital começa sempre com uma transformação cultural. Para ele, nenhuma tecnologia resolverá sozinha um problema causado por um modelo de negócios que já não se sustenta.

Ele está certíssimo. Costumo dizer que “transformação digital” é muito mais “transformação” que “digital”. Se as pessoas realmente não acreditarem na mudança e estiverem dispostas a abandonar velhas fórmulas, mesmo as que deram certo por décadas, será, no máximo, coisa velha com um verniz moderninho.

“Quando as pessoas falam em transformação digital, normalmente se preocupam muito com o digital e com os aspectos técnicos, e não se focam em como eles realmente apoiam aquela transformação dentro de sua cultura, dentro de sua organização”, explica Hopman. Com o laboratório que acaba de ser inaugurado em São Paulo, o quarto da Red Hat no mundo (os outros ficam em Boston, Londres e Cingapura), a empresa pretende ajudar seus clientes a desenvolver essa consciência. “Queremos ensinar obviamente a tecnologia, mas também as práticas abertas, como trabalhar em uma cultura aberta de colaboração”, diz.

“É uma oferta de transformação cultural com os produtos da Red Hat”, explica Fabio Pereira, líder do Red Hat Open Innovation Labs Latam. “A gente chama de uma oferta de inovação imersiva, onde a equipe do cliente vai ficar imersa em um ambiente de inovação, fazendo alguma coisa que adicione valor para o cliente, entregando valor em semanas, ao invés de entregar valor por anos.”

Ele explica que, a princípio, qualquer empresa pode ser beneficiar do Labs. Se você ficou interessado, veja como participar assistindo à minha conversa com o líder da operação local no vídeo abaixo:



Os clientes que participarem da iniciativa podem ter suas equipes trabalhando no laboratório, como também em suas próprias instalações. Além disso, apesar de o Labs estar fisicamente em São Paulo, ele pode atender empresas de qualquer lugar do país e até do mundo. As quatro instalações trocam continuamente informações e desenvolvimentos, funcionando como “concentradores regionais”. A escolha de São Paulo se deve ao tamanho do seu mercado, representado cerca de metade da Red Hat na América Latina.

Allessio afirma que companhias de qualquer porte e qualquer indústria podem ser atendidas: “trabalhamos em empresas tão grandes quanto as que tem 10 mil desenvolvedores até companhias que são tão pequenas como uma nova startup.”

Portanto, se a transformação digital faz os seus olhos brilharem, faça os questionamentos necessários antes de embarcar na empreitada. Esteja pronto para realizar verdadeiras mudanças na cultura empresarial, modelos de negócios e até mesmo na maneira como os profissionais se relacionam “É mais que métodos, ferramentas, processos”, diz Allessio. “Queremos ajudar o cliente a realmente casar TI com o negócio, que é o verdadeiro molho mágico.”

E aí? Vamos participar do debate? Role até o fim da página e deixe seu comentário. Essa troca é fundamental para a sociedade.


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Videodebate: você educa seus filhos?

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Você se sente preparado para cuidar de toda a educação de seus filhos?

O ensino brasileiro pode estar prestes a passar por uma grande mudança. Mas ela não acontecerá nas escolas, e sim nas residências.

No dia 11, o Governo Federal apresentou um Projeto de Lei que regulamenta o chamado ensino domiciliar, e agora vai a votação no Congresso. Ele prevê que pais possam optar por não matricular os filhos na escola, se responsabilizando pela educação em casa.

Caso seja aprovado, não será uma obrigação, e sim uma opção, claro. E a imensa maioria dos pais deve continuar educando seus filhos com as escolas.

Mas me preocupa muito a simples possibilidades de algumas crianças serem privadas de uma educação adequada pelas crenças de seus pais. Isso provocaria um dano irreparável em sua formação, pois a escola é muito mais que apenas ensinar disciplinas. E as outras coisas não podem ser supridas em casa.

E você, o que pensa do ensino domiciliar? Veja o meu ponto de vista no vídeo abaixo, e depois vamos debater aqui.



Reflexão: transformação digital não é para carneiros!

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A transformação digital sempre dá certo?

NÃO!

Falha quando, como tudo na moda, um monte de gente faz de qualquer jeito, seguindo “formulinhas” de webinars ou “gurus” da Internet.

Se você for mais um carneiro no rebanho, não está se diferenciando! Na melhor das hipóteses, só “trocou de fazenda”, para uma mais moderninha; na pior, vai cair no barranco, porque o líder do rebanho é míope.

Transformação digital é mais “transformação” que “digital”. Acontece nas cabeças! Nem a mais incrível tecnologia resolverá problemas de um modelo de negócios moribundo, da incapacidade de correr riscos, adotar um pensamento não-linear, colaborar, romper tabus.

Exemplo: até não muito tempo atrás, videolocadoras se batiam para oferecer uma melhor experiência nas lojas, com diversidade de títulos e outros serviços, foco no consumidor, CRM e tudo mais!

Até que uma delas, chamada Netflix, percebeu que a verdadeira inovação era transmitir o conteúdo pela Internet.

Onde está a Blockbuster? Estereótipo de coisa poderosa que morreu, aparece em filmes de época, como em Capitã Marvel (foto).

Esse e outros insights vieram do evento organizado pelo Experience Club nesta terça, do qual participei. Grandes mentes juntas discutindo temas incríveis!

Videodebate: seus dados continuam vazando!

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Você sabia que o Brasil é o país em que as pessoas mais se preocupam com crimes cibernéticos?

A conclusão é da Affinion, que acaba de publicar um estudo que entrevistou 13 mil pessoas de 12 países. Segundo ele, 87% dos brasileiros se dizem atentos ao problema, contra um média global de 61% dos entrevistados.

E sabe o que fazemos com toda essa preocupação?

NADA!

Ou muito pouco.

A verdade é que falta ao brasileiro conhecimento sobre como se proteger. Até sabemos quais são os principais problemas, mas continuamos “caindo como patos”, até mesmo em coisas básicas, como o uso inadequado de redes sociais, acesso descuidado a redes públicas de WiFi e senhas displicentes.

Conversei com o César Medeiros, country manager da Affinion, na semana passada e ele me contou outra coisa interessante: as pessoas estão propensas a fazer negócio com empresas que as ajudem a se proteger, mesmo que esse não seja o “core business” da companhia.

Faz sentido: cada vez mais, as pessoas compram uma “experiência” com a marca, indo além do produto.

Sua empresa, está pronta para oferecer isso? E você, como profissional, sabe como lidar com essa situação?



Para fazer o download do relatório de crimes cibernéticos da Affinion, visite a página oficial: https://affinion.com.br/insight/cybercrimesos/?download=1

Se quiser saber mais sobre o vazamento de dados do Facebook mais recente, visite a reportagem do G1: https://g1.globo.com/economia/tecnologia/noticia/2019/04/04/dados-de-540-milhoes-de-usuarios-do-facebook-ficam-expostos-em-servidor.ghtml

Á arvore já podada; no destaque, ainda com a placa que anunciava a queda iminente

Reflexão: rede social não é só para “bobagem”

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A PREFEITURA SE MEXEU!

Na segunda passada, fiz um post sobre o estado das árvores nas ruas de São Paulo, depois de uma literalmente desabar na minha frente. Publiquei uma foto de outra, que fica aqui perto, na rua Bartira, quase esquina com a Cardoso de Almeida. Ela tinha recebido uma enorme placa de ESTOU CAINDO, depois de o síndico do prédio em frente ser ignorado pela prefeitura, apesar das insistentes ligações para que algo fosse feito por ela.

Eis que, cinco dias depois, a árvore foi “podada”! Com direito a cortarem energia da região, fecharem a rua por dois dias e usarem caminhão de bombeiro para alcançarem os pontos mais altos da árvore (que passava do quinto andar do prédio).

Não sei se foi coincidência, mas fiquei feliz: ela estava se inclinando sobre um posto de gasolina; no meio do caminho, um poste com dois transformadores.

As redes sociais têm um grande poder de mobilização, até mesmo para coisas do nosso cotidiano. Precisamos usar esse recurso ativamente e com responsabilidade.

Videodebate: a mentira tem perna curta

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Hoje é o DIA DA MENTIRA. Mas a história abaixo é verdadeira. Ironicamente, sobre uma mentira, que pode ensinar algo a todos nós.

Talvez você nunca tenha ouvido falar da Rawvana, mas essa influenciadora , a rainha dos crudiveganos, está passando por um momento bem complicado. Tudo porque ela enganou o seu público.

Aparentemente ela teve seus motivos… Mas os tribunais das redes sociais não querem saber disso. Para eles, Rawvana tem que queimar em praça pública, aos olhos dos haters.

Cuidado antes de sair destilando ódio e apontando dedos por aqui. Você pode ser a próxima vítima! E isso pode acontecer com qualquer um.

Veja como evitar que isso afete você, assistindo ao meu vídeo abaixo.

E você, já foi vítima desse tipo de ataque? Compartilhe sua experiência aqui conosco.



Videodebate: robôs sexuais?

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Quer vender bem algo? Convença seu público que aquilo é o que ele precisa!

Essa máxima se aplica a qualquer tipo de produto. Um bom vendedor é aquele que consegue ajustar seu produto às necessidades de seu cliente. Se acreditarmos naquilo, negócio fechado!

“Acreditar” é a palavra-chave!

A inteligência artificial pode ajudar muito nisso, processando uma quantidade enorme de informações do consumidor e do mercado, para ajustar esse discurso de “sedução”. Alguns sistemas já conseguem até mesmo se passar convincentemente por seres humanos no telefone!

Legal, né? Muito! As possibilidades são imensas!

Mas isso abre algumas discussões éticas bem delicadas.

Quais os limites disso? Dá para imaginar que chegará um momento em que conviveremos com robôs humanoides -e até teremos contato íntimo com eles- e acharemos que serão pessoas de verdade. A ficção já explora bastante isso.

Você compraria esse produto?

Quanto falta para termos robôs sexuais e “vendedores perfeitos”? Veja no meu vídeo abaixo!



Veja a demonstração do Google Duplex, a nova versão do assistente virtual do Google, mencionado no meu vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=Nqhyc8_dwvE

Conheça o sistema de debates por inteligência artificial da IBM, sobre o qual falei no meu vídeo:  https://www.youtube.com/watch?v=m3u-1yttrVw

Você protege seus filhos da Momo, mas quem protege você?

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Vídeo da Momo que vem circulando no WhatsApp – Foto: reprodução

De uns 10 dias pra cá, várias pessoas vieram me perguntar se eu conhecia a Momo, e como poderiam proteger seus filhos dela. Mais que uma nova praga digital, que estaria assustando as crianças, o ressurgimento da Momo traz um importante ensinamento: qual é o nosso papel em espalhar boatos potencialmente perigosos pelas redes sociais?

Para quem não sabe do que se trata, a Momo é uma boneca de aspecto fantasmagórico que estaria invadindo vídeos do YouTube Kids para assustar e convencer crianças a fazer coisas terríveis, como se cortar e até mesmo matar os próprios pais.

Escultura original da Momo

Acontece que a Momo não é nova. Ela surgiu no primeiro semestre do ano passado, como um meme criado a partir de uma escultura japonesa, que representava um personagem folclórico local (foto ao lado). De fato, logo surgiram animações e até aplicativos com o objetivo de assustar crianças.

A mania não durou muito tempo e já havia caído no esquecimento. Mas, como acontece de vez em quando nas redes sociais, ela reapareceu no começo desse ano, dessa vez no WhatsApp. A ironia é que agora o principal agente disseminador das animações macabras e do consequente pânico são os grupos de mães no aplicativo.

Essa segunda onda da Momo ganhou um novo componente. Dessa vez, a assombração digital estaria invadindo vídeos do YouTube Kids, dizendo para as crianças fazer os desafios macabros. Os vídeos que estão circulando no WhatsApp trazem trechos de programas infantis, como Peppa Pig, que são subitamente interrompidos pela Momo, para passar seus recados doentios.

Para piorar, alguns veículos da imprensa começaram a espalhar a “notícia”. Isso foi suficiente para criar um pânico que vem crescendo desde então, especialmente entre as mães.

Só que isso não passa de uma combinação de “fake news” com efeito manada. O problema é que o medo que se criou chegou a tal ponto, que começaram a pipocar casos de crianças que estão realmente se cortando por conta disso.

Como resolver esse problema?

O que você deve fazer

Primeiramente, vamos aos fatos. Sim, Momo existe mesmo, e aterroriza as crianças. Mas isso está muito mais associado à primeira onda, que aconteceu no ano passado.

Como ouvi de uma criança que entrevistei, “Momo é velha, e as mães estão atrasadas”. Tampouco há qualquer registro dos vídeos da Momo invadindo programas infantis no YouTube Kids. Esses vídeos que estão circulando em grupos do WhatsApp aparentemente foram criados exatamente para essa finalidade, e estão disseminando confusão nos grupos maternos.

Não quero dizer que vídeos da Momo, inclusive os que estão rondando pelo comunicador, não sejam encontrados no YouTube convencional. Mas as crianças não deveriam usar essa versão do produto.

E aqui chegamos no ponto do que cada um de nós pode fazer para melhorar essa situação.

Primeiramente devemos orientar nossos filhos sobre como consumir conteúdo online. Essa orientação envolve também monitorar as atividades das crianças nas redes sociais.

Alguns pais dizem não fazer isso, pois estariam invadindo a privacidade de seus filhos. Isso é muito bonito na teoria, mas não faz o menor sentido na prática, pois os pequenos ainda não têm desenvolvido o necessário discernimento para navegar livremente pela rede. Portanto, os adultos devem acompanhar, sim, tudo o que os pequenos fazem, inclusive conhecer todas as suas senhas e instalar programas de monitoramento.

Os pais também devem explicar, de uma maneira franca, os perigos que existem nas redes. E deixar sempre aberto o canal de comunicação com seus filhos, de uma maneira que eles se sintam protegidos, sem julgamentos e com confiança.

Mas o que nós, adultos, precisamos definitivamente aprender é parar de acreditar em qualquer coisa que vemos nas redes, e ficar espalhando isso por canais como o WhatsApp.

Essa nova onda da Momo me fez lembrar de outro jogo macabro que circulou pela Internet, em 2017: a Baleia Azul. Ele consistia de 50 tarefas que adolescentes recebiam de “curadores”, envolvendo coisas como automutilação, culminando no suicídio. Até hoje, há controvérsias sobre o jogo. Aparentemente, no início, não passava de um boato. Entretanto, diante da exposição que teve nas redes sociais e na mídia, ele acabou se “concretizando”, e vários casos de suicídio pelo mundo estariam associados à Baleia Azul.

Portanto, um canal aberto, franco e seguro com nossos filhos é essencial. Da mesma forma, devemos oferecer a eles todo o apoio e carinho que lhes pudermos brindar. E isso não tem nada a ver com a Momo ou a Baleia Azul: deve acontecer sempre!

Tão importante quanto tudo isso é aprendermos a desconfiar do que nos chega pelas redes sociais, especialmente o WhatsApp. Não podemos dar crédito a todo “hoax” e “fake news” que chega até nós, e muito menos passar isso adiante.

Caso contrário, as maiores vítimas da Momo não serão as crianças, e sim seus pais.

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Videodebate: quem fala o que quer ouve o que não quer!

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Está ficando cansado das bobagens e das brigas nas redes sociais?

Calma, tudo tem solução!

A sequência de falas infundadas e inconsequentes parece não ter fim no meio digital. Pior que isso é o bate-boca insano que, muitas vezes, vem na sequência.

Na semana passada, tivemos três exemplos emblemáticos: a Bettina, que teria feito seu primeiro milhão em três anos a partir de R$ 1.500, os pedidos de fechamento do Supremo Tribunal Federal e a “culpa dos videogames” pelo massacre na escola em Suzano.

Tudo isso na semana em que a Web completou 30 anos! Um dos maiores inventos da humanidade, criada para facilitar o compartilhamento de informações, tem aberto as portas para o lado sombrio das pessoas.

Muito chato isso, né? A parte boa da história é que a solução está em nossas mãos! Como? Veja no meu vídeo abaixo.



O artigo sobre o massacre na escola Professor Raul Brasil, mencionado no vídeo, pode ser encontrado em https://www.linkedin.com/pulse/o-videogame-causou-massacre-de-suzano-sqn-silvestre-jr-/

Reflexão: não podemos matar nossa integridade

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Existem filmes que ficam melhores a cada vez que vemos. “Perfume de Mulher” é um deles. Vi no cinema em 1992 e vibrei quando levou o Oscar de Melhor Ator (Al Pacino).

No sábado, eu o vi de novo. Continua incrível e hoje é mais que isso: ficou necessário!

Vejo as redes sociais crescentemente tomadas de pessoas vociferando conta tudo e contra todos, “protegidas” por um véu mágico do meu digital.

Bem, isso não existe! Seus nomes estão expostos, mas isso parece não importar. Porque ficou muito fácil destruir uma reputação, sem pensar nas consequências ou sequer que há uma pessoa sendo atacada. Os algoritmos lhes dão forças, ao agrupá-los em “bandos”. E, se algo der errado, sempre podem culpar os videogames…

O caminho fácil normalmente não é o certo. A comodidade oferecida pelos meios digitais não pode servir de pretexto para matar a integridade. Antes de agredir alguém, antes de prometer atalhos para “se dar bem”, antes de mentir, pense!

Se você não viu “Perfume de Mulher”, não assista o trecho abaixo: assista o filme todo agora! Tem na Netflix. Se você viu, veja o trecho e reveja o filme.

Todos nós queremos um Brasil melhor, certo? Vamos começar com integridade. Não só exigindo de nossos líderes, mas buscando isso em cada um de nós.



“O videogame causou o massacre de Suzano”: #SQN

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Flores são deixadas sob o nome dos alunos mortos, no muro da escola Professor Raul Brasil – Foto: reprodução

A quarta, 13 de março, foi dia de mais uma tragédia no país: o massacre na escola estadual Professor Raul Brasil, na cidade de Suzano, na Grande São Paulo. O que levaria dois jovens, ex-alunos da escola, a matar indiscriminadamente estudantes e funcionários, e depois se suicidar? Diante da dor que abalou o país, da perplexidade e da incompreensão, autoridades, ainda no local do atentado, sugeriram que a culpa poderia ser do videogame que os assassinos gostavam de jogar.

Mais que um comentário inconsequente e sem qualquer embasamento, essa afirmação pode desviar o olhar da população das reais causas, turvar as investigações e deixar o caminho aberto para que novos incidentes como esse aconteçam no futuro.

Não estou aqui defendendo o jogo, mesmo porque game não vai preso e é totalmente improvável que o fabricante seja, de alguma forma, responsabilizado por esse ou qualquer outro crime dessa natureza. Tampouco isso provocará queda nas suas vendas. Entretanto, em tempos de redes sociais e algoritmos de relevância, de “fake news”, de radicalização política e polarização ideológica, uma declaração como essa, ainda mais vinda de alguém com qualquer poder instituído, tem a capacidade de acender um rastilho de pólvora que não se sabe onde vai parar.

E o buraco é muito mais embaixo!

Pode ser, sim, que os dois assassinos jogassem um ou mais videogames violentos, inclusive os chamados “tiro em primeira pessoa”, em que o jogador incorpora um personagem que carrega um arsenal e, por diferentes motivos, atira em muita gente. Mas estudos científicos sérios demonstram que esses jogos não causam ou sequer incentivam assassinatos reais. Caso contrário, dada a popularidade desse tipo de jogo, viveríamos em uma sociedade de psicopatas, sendo impossível sair à rua. Pelo contrário, profissionais de psicologia explicam que esse tipo de criminoso é movido por outros problemas, muito mais profundos, que ele já carrega dentro de si, dissociados, portanto, dos games.

Por isso, quando uma autoridade sugere -e mais de uma fez isso ao longo do dia- que existe uma relação entre um videogame e o crime, cria-se, ainda que de maneira totalmente não-intencional, uma cortina de fumaça sobre o problema.

Voz oficial e voz das redes

Também ouvi, aqui e ali, que as redes sociais e a mídia teriam sua parcela de culpa, pois os assassinos teriam se inspirado em outros crimes do tipo, especialmente nos EUA.

Trata-se de um caso clássico de ignorar o problema e matar o mensageiro!

Mas as redes sociais têm um papel nefasto nessa história, sim: o de propagar as versões equivocadas acima. Esse tipo de coisa existe desde que a imprensa foi criada, com o “Acta Diurna”, o primeiro jornal conhecido, ideia do general romano Júlio César, em 69 a.C. Entretanto, se antes o poder de espalhar equívocos se resumia aos veículos de comunicação, hoje o Facebook sozinho tem 2,3 bilhões de potenciais propagadores de “fake news”, auxiliados pelo algoritmo de relevância, que joga na cara de cada um aquilo em que desejam acreditar, mesmo que seja a mais completa porcaria.

Um caso que é estudado até hoje em faculdades de Jornalismo e que ajuda a entender a gravidade desse problema é o da Escola Base, que ficava no bairro da Aclimação, em São Paulo. Em 1994, os donos da escola, uma professora e o motorista do transporte escolar foram acusados de abusar sexualmente de alunos de quatro anos. O delegado Edélcio Lemos, responsável pelo caso, antes de ter em mãos o laudo do IML, corroborou a hipótese para a imprensa, que deu amplo destaque a essa versão (justiça seja feita, exceto a TV Cultura e o finado Diário Popular, cujos editores não “engoliram” a história).

Resultado: a escola foi depredada, os acusados, apesar de posteriormente inocentados na Justiça, foram perseguidos e ameaçados de morte, desenvolveram uma série de doenças, foram obrigados a se mudar de cidade e morreram na miséria. Em resumo, tiveram sua vida destruída instantaneamente pela combinação da fala de uma autoridade e o poder da mídia de ampliar fatos. E tudo isso gratuitamente: ao sair o resultado das análises, conclui-se que as crianças nunca sofreram qualquer tipo de violência.

Tinham tido apenas diarreia.

Risco de explosão e de falta de solução

Isso foi em 1994! Portanto, quando não havia redes sociais ou smartphones.

Hoje a coisa pode ficar muito pior. Em maio de 2014, a dona de casa Fabiane Maria de Jesus foi espancada até a morte por dezenas de moradores do Guarujá, no litoral paulista. Ela havia sido confundida como alguém que supostamente sequestrava crianças para rituais de magia negra, a partir de um boato espalhado em uma página no Facebook, que trazia um retrato falado de uma mulher feito pela polícia no Rio de Janeiro 21 meses antes. Fabiane era totalmente inocente. Em 2017, quatro pessoas foram condenadas pelo crime.

É claro que queremos uma explicação para a barbárie cometida na escola Professor Raul Brasil, em Suzano. Não apenas para que os familiares e amigos das vítimas e a própria sociedade tenham alguma sensação de justiça, apesar de os assassinos terem se suicidado assim que a polícia chegou ao local. Mas também porque, caso as autoridades descubram os verdadeiros motivos que levaram os dois ex-alunos a cometerem esse ato tão hediondo, talvez a comunidade possa reunir esforços para evitar que outros casos semelhantes voltem a ocorrer, e não apenas em escolas. E fazendo isso de maneira preventiva, educativa e, se necessário, usando recursos de saúde pública.

O que não precisamos agora é de nos apressarmos para dizer qualquer coisa para satisfazer a sanha de alguns ou a busca de um motivo de outros. Os inocentes vitimados por essa tragédia não voltarão. Busquemos a serenidade para os corações de todos e para encontrar respostas corretas e soluções verdadeiras e duradouras.

E aí? Vamos participar do debate? Role até o fim da página e deixe seu comentário. Essa troca é fundamental para a sociedade.

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Videodebate: cara, a Terra é PLANA!

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Você possivelmente já ouviu falar dos terraplanistas, um grupo que acredita, em 2019, que a Terra é plana.

Antes de fazer piada com eles, é melhor entender o mecanismo por trás disso, pois todos nós também somos afetados por ele.

Como alguém pode afirmar categoricamente isso, diante de todas as confirmações da ciência? E eles são pessoas com boa educação e explicações complexas para justificar sua crença.

Mas não se trata de algo religioso ou místico. A origem do terraplanismo está intimamente ligado aos algoritmos de relevância das redes sociais, especialmente do YouTube.

Estudos demonstram que eles desencadeiam mecanismos em nossas mentes que nos servem de subsídios para justificar qualquer coisa em que queiramos acreditar, desde a Terra ser plana, até pequenas coisas cotidianas. Pior: tudo que diga o contrário, é automaticamente rechaçado pela nossa psique como “conspiração”, “manipulação” e afins.

Portanto, não é uma piada, nem de mau gosto. Essas “bolhas” podem comprometer a nossa capacidade de acreditar no nosso semelhante.

Sabe como sair disso? Veja no meu vídeo! E você se sente afetado pelos algoritmos das redes?



 

Reflexão: o “vilão” é sempre um vilão?

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Ontem assisti a “Capitã Marvel”, a mais nova aventura da Marvel. Gostei, especialmente dos diálogos espirituosos entre ela e Nick Fury. Não é o melhor do estúdio, mas diversão está garantida (para quem gosta do estilo). Mas algo me chamou bastante a atenção.

No início, os vilões são da raça alienígena skrull, velha conhecida dos fãs de quadrinhos. Mas -surpresa- eles talvez não sejam caras maus de verdade! São apenas o outro lado de uma guerra. E, quando colocados dessa maneira, tudo ganha nova perspectiva.

Lembrei do seriado da HBO “Band of Brothers” (2001), uma obra-prima sobre a Segunda Guerra Mundial. Em uma cena, após feroz batalha, um soldado americano se aproxima de um alemão que havia matado antes. Ao ver de perto o corpo, ele questiona o que afinal fazia dele um “inimigo”. Em outra circunstância, poderiam ser amigos e estar tomando uma cerveja. Mas, pela guerra, havia acabado com ele, sem saber bem por que.

Muito se esperava do feminismo em “Capitã Marvel” (até foi lançado no Dia Internacional da Mulher). Esse tema foi abordado de uma boa maneira. Mas o aspecto político acabou sendo mais interessante.

Para se pensar, ainda mais em tempos de tanta intolerância nas redes sociais.



 

Reflexão: “Bons artistas copiam; grandes artistas roubam!”

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A frase acima, atribuída a Steve Jobs, não é muito inspiradora, mas abre a cena abaixo de “Piratas da Informática” (“Pirates of Silicon Valley”, 1999), talvez a mais memorável do filme. Em apenas três minutos, o filme demonstra como a Apple “roubou” a ideia da interface gráfica e do mouse da Xerox e, ao lançar o Lisa e principalmente o Macintosh, passou ao mundo a ideia de que que foram eles que inventaram tudo aquilo.

A sequência, com narração em off de Steve Wozniak (co-fundador da Apple) é memorável e merece ser vista. Mesmo por que ela traz vários ensinamentos para qualquer negócio:

  • valorize a “prata da casa”;
  • não despreze o que não entende;
  • esteja aberto a oportunidades e ao novo;
  • fique atento à concorrência;
  • surpreenda sempre o consumidor;
  • a galinha que cacareja mais alto nem sempre é a dona dos ovos, mas leva a fama.

Esse filme de baixo orçamento é brilhante! Nada daqueles filmes “chapa branca” sobre o Jobs que saíram nos últimos anos. Mostra o surgimento da microinformática contando os primeiros anos da Apple e da Microsoft. Infelizmente está meio difícil de encontrá-lo online ou em DVD. Mas, se tiver chance, assista!

E você, já passou por experiências com as dos itens acima na sua carreira? Compartilhe aqui com a gente 😊


Reflexão: quem compartilha mais “fake news”?

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Segundo estudo das universidades de Princeton e Nova York, são os idosos. Ele avaliou 3.500 usuários do Facebook, e concluiu que quem tem mais de 65 anos compartilha notícias falsas sete vezes mais que os que tem entre 18 e 29 anos. Os canais preferidos para isso são o próprio Facebook e o WhatsApp.

Isso tem a ver com o principal motivo desse grupo espalhar mais as bobagens: fazem isso porque, muitas vezes, a porcaria chega de pessoas em quem confiam.

Outra coisa é o próprio funcionamento e a linguagem nessas plataformas, além da grande quantidade de informação, difícil a eles. Por isso, tendem a cair mais em outros golpes.

O Estadão publicou uma entrevista interessante sobre o tema. Leia em https://tinyurl.com/est4mar19

E, no meu artigo mais recente, tratei de um assunto correlato: como as pessoas estão perdendo sua capacidade de lidar com ideias diferentes, trocando a verdade por versões. Confira em http://tinyurl.com/paulo21fev19

Mas não pense que só os idosos passam “fake news”. Essa praga se espalhou por todas as faixas etárias. Precisamos ajudar as pessoas a nossa volta a escapar disso! Desconfie daquilo que lhe pareça bom demais. E não repasse adiante se não tiver checado em outros sites.