Paulo Silvestre

Videodebate: Google, me esquece!

By | Jornalismo | No Comments

Você se preocupa com o Google, o Facebook, a Apple, e muitas outras empresas monitorando tudo que você faz online? Tem toda razão: elas sabem mesmo muito sobre nós!

Agora você pode pedir que o Google automaticamente apague tudo que sabe sobre você depois de um tempo. Simples e indolor!

Bacana, né? Mas será que isso faz diferença?

Queremos que nossa privacidade seja preservada, mas não queremos abrir mão das coisas boas que os meios digitais nos oferecem “de graça”, justamente por nos conhecer tão bem.

Então o que é mais importante para você? Sua privacidade ou os benefícios digitais? Ficou em dúvida? Então assista ao meu vídeo abaixo para entender isso melhor. E depois conte o que acha aqui nos comentários.



NOVIDADE: quer ouvir as minhas pílulas de cultura digital no formato de podcast? Basta procurar por “O Macaco Elétrico” no Spotify, no Deezer ou no Soundcloud. Se preferir, pode usar seu aplicativo preferido: é só incluir o endereço http://feeds.soundcloud.com/users/soundcloud:users:640617936/sounds.rss

Videodebate: racismo na publicidade

By | Educação | No Comments

Na quinta passada, o Ministério da Educação pôs no ar propagandas com teor racista.

Por que o MEC fez isso? Como é possível que instituições e empresas de todo porte continuem dando mancadas assim?

Parece loucura que, em tempos em que tanto se discute e se incentiva a diversidade e a inclusão, ainda vejamos isso. Apesar de vários exemplos gritantes em todo o mundo, a solução para o problema não é simples, pois envolve mudar as cabeças que gerenciam os negócios, normalmente (como diria o guru da administração Tom Peters) “homens brancos de meia idade e calça de poliéster”.



Os benefícios de se resolver essa aberração histórica vão muito além da imagem pública do profissional ou da corporação.

Você sabe como? Sua empresa está salva disso? Veja no meu vídeo dessa semana! E depois deixe nos comentários o que você acha disso e exemplos de boas (ou más) práticas em torno desse assunto.

Para saber ainda mais sobre o assunto, assista também ao meu vídeo com entrevista a lideranças femininas da indústria de tecnologia explicando por que a diversidade e a inclusão são fundamentais para qualquer negócio:



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Garry Kasparov enfrenta o supercomputador da IBM Deep Blue, em 1997 — Foto: reprodução

Até onde podemos ser iludidos pela Inteligência Artificial

By | Tecnologia | No Comments

Existe um ditado popular que diz, em tão jocoso, “me engana que eu gosto”. Ou seja, por qualquer tipo de conveniência, as pessoas podem acreditar em algo que sabem que não é verdadeiro. Entretanto, graças à Inteligência Artificial (IA), isso está ganhando novos contornos.

Com o avanço da tecnologia, sistemas hoje já conseguem se passar, de maneira convincente, por seres humanos, criando formas de interação bastante naturais com as pessoas oferecendo diferentes serviços. Entre os exemplos mais comuns estão os sistemas de atendimento ao público, os “chatbots”.


Vídeo relacionado:


Esqueçam as vozes metalizadas ou as interações do tipo “pressione 1 para cobrança; pressione 2 para crédito; pressiona 3 para falar com um de nossos atendentes”. Uma das características dos novos sistemas é a linguagem natural, que permite que os comandos sejam feitos em uma conversa livre, e as respostas sejam dadas da mesma forma: o sistema é capaz (ou pelo menos tenta) entender o que o cliente deseja, e busca lhe oferecer a melhor alternativa disponível, quaisquer que sejam as palavras usadas pela pessoa.

Em 2018, o Bradesco trouxe isso para um atendimento comercial de massa, com o lançamento da BIA, acrônimo para “Bradesco Inteligência Artificial”. Trata-se de um sistema de autoatendimento construindo a partir do Watson, da IBM, para atender, com linguagem natural, os clientes do banco. É possível até mesmo fazer perguntas que não têm a ver com transações bancárias (e algumas serão respondidas assim mesmo).

A equipe responsável levou três anos para “calibrar” a BIA, ou seja, oferecer a ela as informações e a capacidade de aprender suficientes para ser lançada comercialmente. E, graças à computação cognitiva da IBM, a BIA literalmente continua aprendendo, à medida que é usada pelos clientes do Bradesco.

Mas para se ter uma experiência bastante interessante disso, basta usar os assistentes virtuais de seu celular: a Siri (para iPhones) e o Google Now (para smartphones Android) já respondem a nossos pedidos em linguagem natural. E estão cada vez mais eficientes, tanto para entender o que queremos, quanto para nos responder.

Experimente dizer “eu te amo” à Siri ou perguntar “quando é o próximo jogo do Timão” ao Google Now.

De onde veio e para onde vai?

Os assistentes virtuais não são exatamente uma novidade. O primeiro deles data de 1966. Chamado de ELIZA, demorou dois anos para ser desenvolvido por Joseph Weizenbaum no laboratório de inteligência artificial do MIT (EUA), e buscava simular um psicólogo aconselhando seus pacientes por mensagens escritas. Apesar de bastante rudimentar, as pessoas necessitavam realizar várias trocas antes de perceber que não estavam conversando com outro ser humano.

De lá para cá, as pesquisas cresceram incrivelmente, seja por sistemas mais inteligentes, seja por equipamentos mais poderosos, que permitem a realização de milhões de combinações por segundo. E, como na maioria dos casos, o processamento se dá em servidores remotos e não no equipamento do usuário (como seus smartphones), o avanço das telecomunicações também é essencial.

Em maio de 2018, uma demonstração no Google I/O, congresso mundial de desenvolvedores da empresa, deixou muita gente de boca aberta. Tratava-se de uma evolução do Google Now, batizado de Google Duplex, que, por telefone e diante de todos, marcou um corte de cabelo e fez uma reserva em um restaurante, sem que os atendentes dos estabelecimentos se dessem conta que estavam falando com uma máquina. A linguagem natural usada pelo sistema era tão perfeita, que muitas pessoas duvidaram que aquilo seria real, apesar de a empresa afirmar categoricamente que sim. Em alguns casos, o sistema parecia falar melhor que os próprios interlocutores humanos com quem estava interagindo por telefone.

Em fevereiro de 2019, a IBM promoveu um debate público sobre educação entre seu sistema de IA Project Debater e o debatedor profissional Harish Natarajan. Apesar da natureza totalmente aberta do tema, para muita gente o sistema foi melhor que o ser humano.

A IBM, aliás, tem história em colocar seus sistemas de IA em confronto com pessoas. Nos anos 1990, seu supercomputador Deep Blue jogou xadrez com o então campeão mundial Garry Kasparov, em dois matches de seis partidas cada. O primeiro foi vencido por Kasparov e o segundo pelo Deep Blue. O campeão chegou a acusar a máquina de manipulação fraudulenta após ser derrotado.

A máquina tem ética?

O fato é que esses sistemas, cada vez mais parecidos com seres humanos em suas interações, são capazes de processar muito mais informações que nós, e têm acesso a muito mais dados do que qualquer ser humano. Isso levanta algumas questões éticas importantes: diante disso tudo, as máquinas poderiam se tornar capazes de nos convencer de qualquer coisa, muito além do que outra pessoa faria?

Afinal, se o nosso interlocutor parece ter o argumento definitivo para contrapor qualquer coisa que digamos, ele está em uma condição claramente vantajosa. Os computadores já têm isso há algum tempo, mas seu diferencial no convencimento desaparece diante do fato de que as interações não são naturais. Em outras palavras, subimos automaticamente nossas defesas para não sermos enganados por uma máquina.

Entretanto, diante dessa nova realidade em que nos encontramos, isso pode deixar de existir. O Google Duplex demonstrou que, por telefone, já não haveria como diferenciar as falas de uma máquina das de uma pessoa.  E quando isso acontecer também presencialmente, com robôs simulando convincentemente os corpos humanos?

O assunto é abordado exaustivamente pela ficção científica. Minha lembrança mais antiga disso é do primeiro “Blade Runner”, de 1982, com seus “replicantes”, robôs tão humanos que alguns nem sabiam da sua natureza artificial, achando que eram pessoas. Como dizia o slogan de seu fabricante, eram “mais humano(s) que o humano”.

Mais recentemente, o episódio “Volto Já”, o primeiro da segunda temporada (de 2013) da série “Black Mirror”, reacendeu o debate, quando a protagonista contrata o serviço de uma empresa que cria robôs capazes de simular o corpo e a mente de entes queridos falecidos. No caso da personagem, ela quase embarca na fantasia de que aquela máquina era seu marido morto. Só não fez isso porque o sistema, afinal, não conseguiu captar as sutilezas de sua personalidade.

Mas e se conseguisse? Ela teria se deixado enganar por aquela ilusão cibernética cuidadosamente elaborada? E, caso assim fizesse, ela poderia ser julgada por isso? Afinal, a máquina seria uma cópia praticamente fiel de seu finado esposo, e serviria para lhe aplacar a dor da perda.

O fato é que podemos estar muito perto de sistemas que sejam capazes de nos iludir e até mesmo manipular para atingir os objetivos de seus fabricantes, por terem sempre os melhores argumentos e se comportarem e parecerem com seres humanos. A máquina não tem ética e nem pode ser culpada se fizer algo que contrarie o que achemos correto. Quem precisa cuidar disso é seu fabricante.

Do nosso lado, precisamos ter esse debate sempre em dia, para que tenhamos esses recursos da tecnologia a nosso favor, tornando nossa vida mais produtiva, fácil, divertida. Podemos, sim, ser iludidos pelas máquinas, desde que seja o que deliberadamente queiramos, por mais que isso possa parecer paradoxal.


E aí? Vamos participar do debate? Role até o fim da página e deixe seu comentário. Essa troca é fundamental para a sociedade.


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Videodebate: o que estudar para ter trabalho

By | Educação | No Comments

Em tempos de crise brava e desemprego em alta como estamos vivendo, cada um busca a sua maneira para se manter relevante e garantir o seu lugar ao sol.

Nesse cenário, uma das melhores maneiras de aumentar a tal da empregabilidade é voltar aos bancos escolares para adquirir novas competências, se reciclar, pois todas as profissões vêm sofrendo profundas mudanças graças à tecnologia digital. Então, confiar seu futuro apenas no que aprendeu na faculdade não é mais possível.

Mas o que estudar então? Hoje temos cursos para todos os gostos e todos os bolsos. Cada um deles lhe oferece benefícios particulares. Veja no meu vídeo abaixo as vantagens e desvantagens de cada um, para tomar uma decisão mais acertada. E depois vamos debater aqui nos comentários sobre o assunto. Aproveite e compartilhe com todos as suas experiências.


Videodebate: olha como você FALA!

By | Tecnologia | No Comments

Como você fala com os seus clientes?

Há pelo menos uma década, a combinação de redes sociais e smartphones tem provocado mudanças profundas nesse relacionamento. Além de agora as marcas falarem e OUVIREM diretamente seu público (o que já é uma baita mudança), essa comunicação vem ficando mais flexível e ganhando nossas palavras, abreviações e símbolos, como os emojis (aquelas “carinhas” no meio do texto).

Para muita gente, essas mudanças na linguagem são completamente inadequadas. Serão mesmo? Essas “informalidades” aproximam a marca e o profissional do seu público ou podem colocar a relação a perder?

No final, tudo é questão de bom senso. É claro que não dá para usar esses recursos de comunicação em todos os casos. Entretanto, quando possível, eles são poderosíssimas ferramentas para criar vínculos fortes com o consumidor.

A língua é uma coisa viva, que está em constante evolução. Precisamos estar abertos às mudanças, para aproveitarmos isso da melhor maneira possível. Mas quando? E como? Veja no meu vídeo abaixo. E depois compartilhe aqui nos comentários com todos se você usa esses recursos com seu público.


Reflexão: o papel social das empresas

By | Educação | No Comments

Em um momento em que tanto se discute os rumos da educação no nosso país, é uma alegria ver o CEO de um dos maiores grupos empresariais brasileiros destacar como ela é essencial para nosso desenvolvimento, e como as empresas têm um papel relevante para que ela floresça e chegue a todos.

Esse foi um dos assuntos que conversei com João Miranda, CEO do Grupo Votorantim, nesta quarta. Falamos bastante de inovação nas diferentes empresas do grupo, e também de como isso, além de ser obviamente bom para os negócios, traz ganhos para a sociedade. Para o executivo, “as empresas fazem parte da cidadania, têm uma responsabilidade”.



Fico muito feliz quando vejo uma liderança empresarial desse porte demonstrando que empresas não devem cumprir metas sociais apenas porque alguma legislação as obrigue a isso ou por um marketing oportunista. Todos nós fazemos parte e um mesmo sistema que se apoia e se retroalimenta. Iniciativas como essa trazem ganhos reais para o negócio e ajudam o país a se desenvolver.

E a sua empresa, que iniciativas sociais apoia? Você conhece cases legais nesse sentido? Compartilhe aqui nos comentários!

Cena do filme "Ele Está de Volta", em que Adolf Hitler "acorda" nos dias atuais - Foto: divulgação

Reflexão: somos facilmente manipuláveis?

By | Educação | No Comments

A vida imita a arte ou vice-versa?

O filme “Ele Está de Volta” (“Er ist wieder da”, Alemanha, 2015) sugere o que aconteceria se Adolf Hitler magicamente “acordasse” hoje. Depois dos primeiros dias de desorientação, ele passa a ser quem ele é.

Ao andar pelas ruas, conclui que o país está tomado por valores “degenerados”, sob a ótica nazista: imigrantes, liberdade de pensamento, ascensão das mulheres, homossexualismo. Ao propagar suas ideias, vira um fenômeno instantâneo de mídia, no YouTube e na televisão.

Apesar de afirmar que é o próprio Hitler, obviamente ninguém acredita nisso. Os mais próximos acham que é um ator que não consegue sair do papel. Ainda assim, suas ideias ultraconservadoras fazem enorme sucesso, com boa parte da população acreditando que aquilo seria a solução para os problemas atuais. Sua reputação só é manchada quando atira em um cachorro, o que choca a opinião pública. Mas logo todos esqueceram do episódio, e ele voltou com ainda mais força.

Classificado como comédia, o filme faz uma profunda crítica à ascensão de políticos conservadores em todo o mundo. Em determinado momento, o próprio Hitler conclui que o povo alemão é “um bom material de trabalho”.

Será que é isso que todos nós nos tornamos?

A tecnologia pode ser uma poderosa ferramenta de inclusão social para meninas

By | Educação | No Comments

A tecnologia também pode ser um poderosa ferramenta de inclusão social!

A organização sem fins lucrativos Women Who Code de Recife realiza um trabalho educacional inspirador para meninas a partir dos 10 anos de idade, usando a programação como meio para que mulheres desenvolvam habilidades e o gosto pela tecnologia. Além de abrirem uma ótima oportunidade profissional para elas, ajuda a equilibrar esse mercado de trabalho, que ainda é majoritariamente masculino.
Conheça seu trabalho e como participar, assistindo abaixo à minha entrevista com Andreza Alencar e Karina Machado, diretoras da ONG. Quer participar? Entre em contato com elas: womenwhocode.com/recife ou @WWCode_Recife


Transformação digital já modifica pequenas e médias empresas

By | Tecnologia | No Comments

Apesar de o segmento de midmarket, ou seja, pequenas e médias empresas, ser um dos mais pulsantes da economia mundial, ele tradicionalmente tem acesso limitado à tecnologia de ponta.

Isso está mudando agora, graças a novos modelos de negócios baseados em computação na nuvem, mais acessíveis financeiramente, mas também com formatos mais adequados para uma curva de adoção mais suave para esses negócios.

As companhias que oferecem essa tecnologia estão de olho no segmento, pois é nele que acontece alguns dos maiores crescimentos do mercado.

Conversei sobre isso com Paulo Bonucci, vice-presidente global para América Latina da Red Hat. Falamos ainda do futuro da empresa, que está sendo adquirida pela IBM pela soma de US$ 34 bilhões. O executivo explicou que a empresa e a marca continuarão como uma unidade independente dentro da estrutura, fazendo o que faz de melhor, usando a cultura do open source.

Veja a íntegra da conversa no vídeo abaixo, e depois vamos debater aqui nos comentários.

#midmarket #SMB #empresa #IBM #transformaçãodigital #gestão #RedHat #RHSummit #Boston #PauloSilvestre

Como a inteligência artificial e a computação em nuvem já ajudam os pequenos

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Imagine se o seu computador resolvesse um problema antes que ele acontecesse.

Bem, isso já acontece!

Nesta terça, foi lançado o Red Hat Enterprise Linux 8, que incorporou inteligência artificial para ficar monitorando continuamente o equipamento e identificar comportamentos que poderão levar a algum problema, com base no que aprende com o que o administrador da máquina faz e com os padrões coletados de usuários do mundo todo. Se algo potencialmente não estiver bem, o sistema dispara o alerta e já propõe soluções, também baseadas em inteligência artificial, para que o problema não chegue a acontecer.

Há 15 anos, isso seria ficção científica. Hoje a inteligência artificial faz parte da nossa vida, até em atividades prosaicas do cotidiano, até em nossos smartphones. E, muitas vezes, nem percebemos que ela está lá. Graças também à computação em nuvem, hoje empresas, mesmo de pequeno pote, têm acesso a recursos que até bem pouco tempo, eram inimagináveis.

Entenda isso melhor vendo abaixo a minha entrevista com Boris Kuszka, líder dos arquitetos de solução da Red Hat Brasil, e cm Thiago Araki, líder dos especialistas de produtos da Red Hat América Latina.

Videodebate: o Facebook mudou o jogo

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Talvez você nem use mais o Facebook tanto. Mas as mudanças que Mark Zuckerberg e a sua turma anunciaram na F8, a convenção anual da empresa, na semana passada, certamente afetarão a sua vida.

Primeiro porque você deve usar outros produtos da empresa, no mínimo o WhatsApp. Depois porque, pelo seu gigantesco tamanho, o que o Facebook faz acaba impactando outras redes sociais.

Além de mudanças que visam melhorar questões de segurança e de privacidade dos usuários, o calcanhar do Aquiles que está derrubando a rede, o Facebook apresentou uma série de alterações na maneira como as pessoas devem se relacionar entre si e com empresas. Na prática, eles querem que as pessoas se preocupem menos com números como “curtidas” e mais em publicar conteúdo de qualidade e construir conversas interessantes a partir disso. Ou, como disse o próprio Zuckerberg, as redes serão menos como “praças públicas”, em que as pessoas vão para saber o que está acontecendo no mundo, e mais como “salas de estar”, onde recebemos pouca gente para conversar melhor.

Quer saber? Acho isso ótimo! As pessoas andam mesmo muito “viciadas em curtidas” e até fazendo algumas coisas questionáveis para isso. O resultado é uma queda dramática na qualidade do que se publica nas redes, mesmo no LinkedIn, que é o melhor lugar para se encontrar conteúdo e conexões de qualidade.

São nessas conversas que encontramos o verdadeiro ouro das redes sociais, onde nos tornamos autoridade no que fazemos, onde conseguimos mais clientes.

E você, concorda? Veja como isso funcionará no vídeo abaixo, e depois vamos debater aqui nos comentários.



Reflexão: um mau projeto pode manchar uma marca de sucesso

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Hoje, ao fazer o check in para Boston, para participar do Red Hat Summit, me deparei com a tela abaixo, com o que não pode ser levado na bagagem. Ao lado de líquidos inflamáveis, veneno e explosivos, estava o Samsung Galaxy Note 7.

Por que um único produto pode colocar em risco um voo?

Em 2016, foram reportados casos do Note 7 subitamente pegando fogo, inclusive em um avião! A causa era uma falha em suas baterias.

O Galaxy Note é um dos produtos top da fabricante sul-coreana. Depois de dezenas de incidentes no mundo, o modelo 7 foi retirado do mercado. Estima-se um prejuízo de US$ 17 bilhões à Samsung. E ficou a sensação de que seus celulares não seriam tão seguros.

A Samsung já lançou dezenas de modelos depois daquilo, e eles não explodem. Mas fico impressionado como três anos após os incidentes, a marca ainda continue sendo afetada! É como se, a cada voo, todos os passageiros fossem lembrados, com o nome da companhia sendo citado.

A falha do projeto foi algo imperdoável. Será que a empresa terá que aguardar anos, até que o último Galaxy Note 7 com certeza tenha sido substituído pelos seus donos, para que deixe de ser arranhada a cada check in?

Diversidade gera lucros para empresas e satisfação para pessoas

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Você já pensou por que existem tão poucas mulheres no mercado de tecnologia? Longe de ser apenas uma estatística, isso vem de valores arraigados em nossa cultura e da falta de modelos femininos nessa indústria. De alguns anos para cá, várias iniciativas procuram reverter essa situação e promover a diversidade e inclusão nas empresas, não apenas de gênero, mas também étnica, de orientação sexual e de pessoas com necessidades especiais. Além de gerar inestimáveis ganhos sociais, elas também trazem muitos ganhos para as empresas.

Segundo o estudo “A diversidade como alavanca de performance”, publicado pela consultoria americana McKinsey, empresas com mais diversidade de gênero em cargos executivos têm 21% mais chance de ter lucros acima da média que as que apresentam pouca diversidade. No caso de diversidade étnica, isso é ainda mais aparente: 33%.

Há alguns dias, tive uma conversa inspiradora sobre isso com Judith Michelle Williams, líder global de diversidade da SAP, que estava no Brasil. A íntegra da conversa em vídeo (7’ 18’’) pode ser vista abaixo.


Vídeo relacionado:


“Quando uma organização é capaz de ter essa diversidade e essa inclusão, isso aumenta o engajamento de seus funcionários”, explica Williams. “Isso leva a uma maior inovação, pois você tem diferentes fontes de ideias, você tem pessoas com culturas diferentes.”

Ironicamente, o primeiro programa de computador da história foi escrito por uma mulher: Ada Lovelace criou em 1842 o algoritmo para a máquina analítica de Charles Babbage. Mas hoje faltam modelos para que as meninas se inspirem para abraçar essas carreiras.

“Mulheres e meninas continuam extremamente sub-representadas. Os estereótipos de gênero, a falta de modelos visíveis e as políticas e ambientes sem apoio ou mesmo hostis podem impedi-las de seguir essas carreiras”, disse António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, em sua mensagem oficial no dia 11 de fevereiro passado, Dia Internacional para Mulheres e Meninas na Ciência.

“Ter quem mostre que é possível para uma mulher liderar uma companhia de tecnologia, desenvolver software e crescer em uma carreira de tecnologia é muito bom. Precisamos encorajar mais meninas a abraçar as exatas e estudar ciência e tecnologia”, afirma Williams, que, antes de liderar a diversidade na SAP, cuidou desse tema no Dropbox e no Google.

Diversidade e inclusão

Mas a diversidade sozinha não é suficiente. As empresas precisam fazer seus funcionários se sentirem incluídos, podendo demonstrar quem eles são.

“Nós não queremos que nenhum de nossos funcionários LGBT+ sintam como se não pudessem falar sobre sua vida familiar, não pudessem falar sobre seus parceiros”, explica a executiva da SAP. “É muito importante ter essa inclusão: as pessoas sentem que elas podem vir trabalhar e ser o seu melhor.”

As empresas precisam investir no treinamento de suas equipes para chegar lá. Segundo artigo publicado na revista Forbes, as dificuldades de inclusão derivam principalmente da nossa inabilidade de reconhecer e valorizar pontos de vista diferentes. A autora Phyllis Wright, vice-presidente sênior da VRM Mortgage Services, cita estudos que demonstram que 80% do que usamos para nossas conclusões vêm do que já sabemos, e apenas 20% de estímulos externos. Portanto, um treinamento eficiente pode “melhorar” os conceitos em nosso cérebro e treinar nossos olhos para a questão da diversidade a nossa volta.

Lembro-me de ter lido o livro “Círculo da Inovação”, do guru da administração Tom Peters, há uns 30 anos. Mas uma passagem me marcou muito: a que ele dizia que a gerência da maioria das empresas é composta por “homens brancos de meia idade vestindo calças de poliéster”. O problema disso, segundo ele, é que todos aqueles gerentes pensam da mesma forma, o que seria péssimo para o negócio e para seus produtos.

Ele já via a importância da diversidade, tão em moda hoje, há três décadas! Afinal, se você tem dez “chefes” que pensam exatamente igual, você só precisa de um! O que faz um negócio realmente prosperar é ter pessoas diferentes trocando suas experiências para atender clientes que também são diversos.

E então: como está a sua companhia nisso tudo?


E aí? Vamos participar do debate? Role até o fim da página e deixe seu comentário. Essa troca é fundamental para a sociedade.


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Reflexão: como destruir a verdade confundindo a mente das pessoas

By | Educação | No Comments

Guerra é paz.

Liberdade é escravidão.

Ignorância é força.

Acha que tem algo de errado nessas frases?

Elas decoram o Ministério da Verdade, um dos quatro do governo totalitário do Grande Irmão, presente no livro “1984”, de George Orwell (lançado em 1949), que aparece acima. Usei a imagem no meu vídeo dessa segunda, em que fiz uma análise sobre as novas formas de controle do cidadão por governos (veja em http://paulosilvestre.com.br/videodebate-o-governo-esta-de-olho-em-voce/).

Desde então, ela não sai da minha cabeça! O Big Brother manipulava todos pelo uso intenso de câmera, distorção do que as pessoas liam e do que elas aprendiam. O recurso da contradição, presente naquelas frases, é usado por Orwell em várias partes da obra para demonstrar como a própria percepção de realidade pode ser destruída nas pessoas.

Assim, o Ministério da Verdade manipulava as informações (fake news?), o Ministério da Paz cuidava da guerra, o Ministério da Fartura dizia que a economia ia bem, enquanto gerenciava a fome do povo, e o Ministério do Amor espionava e torturava a população.

Maquiavel lançou “O Príncipe” em 1532 como um guia para se chegar e se manter no poder. Você acha que “1984” está se tornando o livro de cabeceira de cada vez mais governantes atuais?

Videodebate: o governo está de olho em você!

By | Tecnologia | No Comments

O que vale mais para você: sua segurança ou sua privacidade?

Você abriria mão dessa última para se sentir mais seguro? Muita gente diria que sim.

Vivemos uma realidade em que, cada vez mais, câmeras nos observam o tempo todo, em todo lugar. Na liderança mundial, a China já tem 200 milhões delas!

E se isso fosse imposto a você, e talvez você nem soubesse? E mais: e se esse controle começasse a comprometer o seu direito de viver sua vida como acha melhor? Ainda é um preço a se pagar por mais segurança?

O presente começa a se parecer com o mundo sombrio descrito pelo livro “1984”, de George Orwell, em que todos são doutrinados a ter um pensamento único e são controlados pelo governo por câmeras. A diferença é que agora, além das câmeras, há ainda a inteligência artificial nos vigiando.

Dá para ter segurança sem que sejamos manipulados? Veja a resposta no meu vídeo abaixo. E depois vamos debater sobre isso aqui nos comentários.