digital

Videodebate: comodidade versus qualidade

By | Tecnologia | No Comments

Você prefere qualidade ou comodidade?

Como consumidor, certamente já escolheu produtos pesando os lados dessa balança. Mas e como profissional, o que é mais importante para você quando desenvolve ou posiciona um produto no mercado?

Essa decisão pode significar seu sucesso ou seu fracasso. Muitos bons produtos acabam enterrados porque, apesar de excelentes, não eram o que o consumidor queria naquele momento ou daquela forma. Quando isso acontece, acabam escolhendo outra coisa, às vezes até com uma qualidade inferior, mas que atende melhor suas necessidades.

O que temos que fazer então para nosso produto dar certo? Veja no meu vídeo abaixo o que você precisa levar em consideração nesse processo.

E você, já passou por essa escolha na sua carreira? Compartilhe aqui conosco quais foram as suas decisões e os resultados.



Videodebate: todo mundo tem o seu PREÇO

By | Educação | No Comments

Quanto vale o seu trabalho?

Você sabe colocar preço no seu produto, no seu serviço?

E como você se valoriza dentro da empresa?

Todas essas questões são essenciais para ganharmos um pouco mais e, em alguns casos, até mesmo para nos mantermos no mercado. Mas tem muita gente que não consegue definir o próprio valor, quanto mais comunicar isso eficientemente.

Elementos como nossos custos e até a concorrência entram nesse cálculo, mas são apenas elementos. O que mais importa é conhecermos aquilo que nosso público dá valor!

Dessa forma, podemos focar no que realmente é essencial. Se formos eficientes nisso, podemos até cobrar mais caro! Não por ganância, mas porque estamos efetivamente entregando mais valor a nossos clientes.

Quer saber como fazer isso? Assista ao meu vídeo abaixo. E depois vamos debater o assunto aqui nos comentários.

E você, tem casos bacanas de pessoas que souberam colocar o preço exato, ou situações em que essa incapacidade foi desastrosa? Compartilhe aqui com a gente!


Quer participar do meu workshop sobre produção de conteúdo para redes sociais, que acontecerá no dia 9 de fevereiro? Veja os detalhes em https://www.sympla.com.br/workshop-de-producao-de-conteudo-em-redes-sociais__426919

Videodebate: brincadeira perigosa?

By | Tecnologia | No Comments

Primeira teoria da conspiração do ano!

Você já participou do “Desafio dos 10 Anos”, o “10 Years Challenge”? Tem muita gente boa dizendo que aquilo pode ser um esquema para enganaras pessoas e usar suas fotos para calibrar algoritmos.

Talvez seja exagero. Mas isso levantou dois temas que merecem ser muito debatidos.

O primeiro é sobre reconhecimento facial. Essa tecnologia já está bastante avançada e traz enormes benefícios. Mas há o temor de que ela passe a ser usada para espionar os cidadãos, acabando com a privacidade.

O outro assunto é a maneira como nós mesmos cuidamos de nossas informações. Estamos mal-acostumados a entregar nossos dados em troca de bobagens, muitas vezes plantadas por criminosos.

Entenda como tudo isso funciona no meu vídeo abaixo. E depois vamos debater nos comentários.

Não podemos deixar que nos façam de otários!

 


Quer ler a reportagem do Independent que mencionei no vídeo, sobre como a polícia da Índia encontrou 3.000 crianças perdidas em apenas quatro dias, graças à tecnologia de reconhecimento facial e envelhecimento? É só clicar em https://www.independent.co.uk/life-style/gadgets-and-tech/news/india-police-missing-children-facial-recognition-tech-trace-find-reunite-a8320406.html

Videodebate: como fazer um bom conteúdo

By | Tecnologia | No Comments

Produzir um bom conteúdo é o melhor caminho para se destacar nas redes sociais: isso já é bem conhecido por todos.
Mas o que é um bom conteúdo afinal?
Tem muita gente que tem ótimas ideias, escreve muito bem, tira fotos lindas e até grava bons vídeos. Mas, apesar disso, suas publicações parecem não render todo seu potencial.
Por que isso acontece? O que lhes falta?
Acontece que produzir conteúdo para redes sociais tem suas próprias regras. No vídeo abaixo, eu detalho a mais importante delas: alinhar sua produção com o seu público.
Aliás, você conhecer seu público? Conhece MESMO?
Também discuto uma armadilha que tem pegado cada vez mais gente. Não caia no conto do caminho fácil!
Veja o vídeo e depois vamos debater aqui sobre isso. Como vai a sua produção de conteúdo? E os resultados obtidos com ela?
Ah, logo abaixo, deixo o link para o site que menciono no vídeo, que mede a facilidade de compreensão de textos. E também agendas para um webinário gratuito e para os meus workshops sobre produção de conteúdo para redes sociais. Inscreva-se!

 


Links para conteúdos mencionados no vídeo:

 

Quer descobrir se seu texto é de fácil compreensão? Então clique no link a seguir: https://www.separarensilabas.com/index-pt.php
Daí é só colar seu no campo texto e clicar no botão “separar sílabas”. Não esqueça de marcar a opção “estatísticas”.
Após a separação silábica, veja os índices na seção “análise de legibilidade”. Para textos em português, dê preferência ao resultado ligado ao Índice Flesch-Kincaid (1986).

 

Quer participar do meu webinário gratuito para tirar dúvidas sobre produção de conteúdo nas redes sociais? Ele acontecerá no dia 23 de janeiro, às 19h30. Para se inscrever, basta preencher seus dados na página http://eepurl.com/gdZ3K5

 

Quer dominar a produção de conteúdo para redes sociais? Então venha participar do meu próximo workshop, que acontecerá no dia 9 de fevereiro. Será um sábado inteiro com ensinamentos práticos e de alto nível, para você aprender a tirar o proveito máximo da publicação de posts, artigos, fotos e vídeos nas redes sociais. Detalhes e inscrições podem ser encontrados na página oficial do evento: https://www.sympla.com.br/workshop-de-producao-de-conteudo-em-redes-sociais__426919

 

Você já é fera na produção de conteúdos para redes sociais? Então venha participar do meu workshop avançado sobre o tema, no dia 2 de fevereiro. Será uma oportunidade incrível de colocar a mão na massa sob a supervisão de um LinkedIn Top Voice, ao lado de outros produtores. Vai perder essa chance incrível? Detalhes e inscrições podem ser encontrados na página oficial do evento: https://www.sympla.com.br/workshop-avancado-de-producao-de-conteudo-em-redes-sociais__427031

 

Videodebate: imprensa e verdade

By | Jornalismo | No Comments

O novo governo nos manipula?
A imprensa é vendida?
Muita calma nessa hora! Cuidado com os julgamentos apressados.
Como diria Shakespeare, “há mais coisas entre o céu e a terra que pode imaginar nossa vã filosofia”.
Nessa hora, a melhor coisa é escolher bem os aliados para buscar a verdade. Ou o que mais se aproxima dela.
Vem debater isso comigo, depois de ver meu primeiro vídeo de 2019.


Conteúdos mencionados no vídeo:

 

Videodebate: como fazer um 2019 melhor?

By | Tecnologia | No Comments

Estamos às portas de 2019. É hora de criar planos para o ano novo, que promete muitas coisas. Mas elas só se concretizarão se cada um de nós fizer sua parte.
O que você precisa para que seus projetos se realizem? Como o meio digital pode ajudar nisso? Nesse meu último vídeo de 2018, faço algumas sugestões para que sua carreira e seu negócio despontem nas redes sociais, nesse novo ano que começa.


 


 

Videodebate: esse é o fim da verdade?

By | Jornalismo | No Comments

Você já teve a sensação de não saber mais se o que acabou de ver nas redes sociais é verdadeiro ou falso?
Vivemos um momento em que todos querem ter opinião sobre tudo, não importa quão descolada da realidade ela seja. E “ai” de quem discordar dela! Desse jeito, fica difícil…
Há três anos, o filósofo italiano Umberto Eco chegou a dizer que “as redes sociais deram voz a uma legião de imbecis”. Será que ele estava certo?
O problema é que não conseguimos viver em um ambiente no qual não podemos confiar em nada ou ninguém. Como resolver isso então? Veja minhas sugestões abaixo, no meu vídeo mais recente  E depois compartilhe suas impressões aqui nos comentários.



 

Videodebate: o que você causa nas pessoas

By | Educação | No Comments

Você tem UM GRANDE PODER nas mãos, mas talvez não saiba: o poder de influenciar as pessoas que estão a sua volta.
Com as redes sociais, ele ficou muito maior. E, junto com ele, você ganhou também uma grande responsabilidade!
Sim! Pois muita gente acredita no que publicamos nas redes, desde uma singela foto, até um artigo bastante analítico. E graças aos algoritmos de relevância das redes sociais, nosso conteúdo ganha públicos cada vez maiores.
Desnecessário dizer que, se dermos uma mancada, nossa reputação pode ir por água abaixo. Isso inclui escorregadas éticas, um caminho perigoso que muitos trilham, por parecer mais fácil para atingir seus objetivos.
Não caia nessa armadilha! Veja no meu vídeo abaixo como usar essa poderosa ferramenta para melhorar sua imagem, conseguir mais clientes ou aquele emprego tão sonhado!
Use esse poder para melhorar a sociedade ao seu redor. Que exemplos (bons e ruins) você tem para compartilhar conosco aqui nos comentários?



 

Videodebate: busque seus sonhos

By | Educação | No Comments

Pílula de cultura digital para começar bem a semana 🙂
Por que, às vezes, abandonamos nossos sonhos?
A oportunidade que pode mudar nossa carreira ou levar nosso negócio a um novo patamar pode estar bem diante de nós, mas a deixamos passar, porque não botamos fé, alguém disse que não daria certo ou simplesmente amarelamos.
Temos que aprender a correr riscos conscientemente! Sem isso, não se sai do lugar. E a vida fica morna e sem graça
Conheça um pouco da minha história de transformação pessoal no vídeo abaixo: uma jornada que começou ainda na adolescência, e da qual nunca me afastei.
E você, qual o seu sonho? Já o conquistou? Está no caminho certo? Ou tem algo segurando você? Conte sua história aqui para gente nos comentários.



Videodebate: o governo controla você?

By | Tecnologia | No Comments

Não olhe agora, mas o governo está rastreando você! Ele sabe onde você está, o que você pensa, com quem você anda, o que você lê, o que você compra, e muito mais. Tudo isso permite que ele determine, segundo suas regras, se você é um bom cidadão. E os “bons” passarão a ter uma vida mais fácil, enquanto os “maus” enfrentarão dificuldades crescentes. Loucura? Não se você mora na China! Esse sistema já está em testes por lá, e é um fato: não se trata de teoria da conspiração. Quanto disso também acontece no Brasil? E será que o governo está sozinho nesse jogo de controle social da população? Entenda melhor isso assistindo ao meu vídeo abaixo. E depois vamos debater o tema aqui 🙂



A ignorância é o único caminho para sermos felizes nas redes sociais?

By | Tecnologia | No Comments
Faça como Neo, do filme Matrix: escolha a pílula vermelha e abrace a realidade ao invés de prazeres ilusórios - Foto: divulgação

Faça como Neo, do filme Matrix: escolha a pílula vermelha e abrace a realidade ao invés de prazeres ilusórios

“Fake news” em todo lugar. Usuários parando de usar plataformas. Grandes anunciantes ameaçando abandonar o barco. Empresas descontentes com os resultados de suas páginas. As redes sociais, aquelas em que passamos horas e horas todos os dias e que mudaram as nossas vidas, estão sob fogo cruzado. Até ontem, usávamos esses produtos alegremente. Agora parece que tudo ficou sombrio. Mas será que a coisa é mesmo tão ruim ou que essa aparente ruptura foi assim de repente? Faço uma provocação: nas redes sociais, só podemos ser felizes se não levarmos as coisas muito a sério?

Esse questionamento surgiu nessa semana no meu mestrado na PUC, enquanto discutíamos o filme Matrix (1999). Quem assistiu a esse clássico da ficção científica deve se lembrar que o protagonista Neo (Keanu Reeves), em determinado momento, precisa decidir se toma uma pílula azul e continua a sua vidinha, ou uma vermelha e descobre como a realidade de fato era: humanos escravizados por uma gigantesca máquina, sendo que a vida que pensavam viver não passada de uma ilusão implantada diretamente em seus cérebros. Essa monstruosidade tecnológica, a Matrix, mantinha os humanos felizes nessa mentira, enquanto, na realidade, sugava a energia produzida pelos seus corpos inertes, cultivados como se fossem plantas.

Neo escolhe a pílula vermelha, e troca os prazeres da vida ilusória por uma realidade dura, porém libertadora.


Vídeo relacionado:


Guardadas as devidas proporções e certamente com um tom muito menos apocalíptico, poderíamos dizer que nossa relação com as redes sociais, mais notoriamente com o Facebook, segue a mesma lógica. Os algoritmos de relevância nos dizem o que devemos ver, seguindo a ideia de sempre nos apresentar coisas de que supostamente gostamos, de modo que usemos cada vez mais seus produtos e lhe entreguemos nossos dados. Eles são a “energia” que alimenta o poderoso sistema publicitário, fonte de renda da empresa. São conteúdos que nos fazem “felizes”, mas que não são necessariamente bons ou aqueles que precisaríamos ver para nosso bom desenvolvimento.

Mas não foi sempre assim? O que mudou agora?

 

A mentira tem perna curta

Esse debate ganhou força ao longo do ano passado, quando as infames “fake news”, as notícias falsas, caíram na boca do povo. De repente, as pessoas começaram a se sentir enganadas pelas redes sociais (apesar de muitas continuarem compartilhando todo tipo de porcaria sem se preocupar se aquilo era verdade). O Facebook chegou a ser acusado de ter ajudado Donald Trump a se eleger à Casa Branca! Isso forçou a empresa a abandonar sua tradicional postura contemplativa diante do problema, para se engajar publicamente na sua solução.

Para engrossar o caldo da polêmica, ex-funcionários dessas empresas lançaram recentemente campanhas contra as redes sociais, e até mesmo afirmaram categoricamente que elas estão destruindo a sociedade. Segundo eles, os algoritmos prejudicariam nossa capacidade de escolha, senso crítico e até mesmo provocariam depressão em crianças.

No dia 25 de janeiro, durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), o megainvestidor George Soros taxou o Facebook e o Google de “ameaças à democracia” pelo seu “comportamento monopolístico”. Segundo o bilionário húngaro, a abrangência e os algoritmos dessas empresas provocariam dependência nos usuários e comprometeriam sua capacidade de escolha, representando até mesmo obstáculos à inovação.

Tudo isso pode ter componentes de verdade. Mas ficaram de fora dessas análises um item crucial: o usuário.

 

A decisão é sua

Assim como na Matrix, esses sistemas são feitos para serem sedutores. Afinal, se não nos entregarem algo que achemos divertido, agradável ou útil, usaremos menos o produto, o que seria péssimo para os negócios. Ou seja, em última instância, o poder de decisão continua sendo de cada um de nós.

É aí que a porca torce o rabo.

Na história criada pelas irmãs Wachowski, o personagem Cypher (Joe Pantoliano), um dos “humanos libertados” da Matrix, decide trair seus companheiros de luta enquanto saboreia um bife que ele sabe ser uma ilusão. Ou seja, o personagem decidiu que o engano da Matrix era muito melhor que a realidade e conscientemente abriu mão dessa última.

Não estou dizendo que usar redes sociais nos tiram da realidade. Mas a essência das “fake news” recai sobre a ação do usuário de compartilhar algo que ele acredite ser verdadeiro (ou pior, que deseje ser verdade). Os criadores desses conteúdos sabem disso. Por isso, eles são produzidos para falar diretamente ao coração das pessoas, que passam a espalhar as mentiras a seus contatos. A partir daí, os algoritmos de relevância fazem o trabalho sujo.

É como diz o ditado: me engana que eu gosto!

O grande dilema em que todos nós fomos enfiados é que o algoritmo dessas plataformas ficou tão eficiente em identificar o que nos dá prazer, que se tornaram a ferramenta perfeita para quem quiser espalhar a sua versão de qualquer fato, para atingir seus objetivos, muitas vezes criminosos ou nefastos. O cidadão, por sua vez, vivendo uma vida cada vez mais acelerada e com uma crescente busca pelo prazer (em grande parte, influenciada pelas próprias redes), “baixa as suas defesas” e cai como um pato nesse jogo de poder.

E não pense que isso aí só se aplica a questões políticas, apesar de esse ser o terreno que em que essa combinação de “fake news” e algoritmos azeitados tem feito mais barulho.

 

Não seja ignorante!

Quer ver outro lugar onde isso acontece de montão? Esses malfadados testes do tipo “com qual celebridade eu me pareço”, que tem encharcado o Facebook recentemente. O pessoal adora aquilo! Se eu jogasse, certamente diriam que eu me pareço com o Tom Cruise.

Claro… Claro… Como poderia ser diferente? Nunca notaram a semelhança gritante?

Mas eu não jogo! Primeiro porque sei que não me pareço com ele. Depois porque esses infames testes não passam de sistemas para sequestrar nossos dados, que graciosamente entregamos de bandeja quando autorizamos o Facebook a compartilhá-los com o fabricante da picaretagem. Em alguns casos mais graves, autorizamos que eles façam publicações em nosso nome. Em outras palavras, entregamos a eles o poder de usar nossa conta do Facebook para espalhar a nossos amigos desde notícias falsas a vírus.

Sempre digo às pessoas que resistam a esse prazer instantâneo e fugaz oferecido por esses sisteminhas. Já me chamaram de chato de galochas por isso. Tudo bem, cada um é dono da sua vida. Mas não podemos ser tão inocentes assim em achar que vivemos em um mundo de pessoas boas, que só querem nosso bem, acima de tudo.

Não vivemos!

E não podemos achar que o Facebook fará uma mudança mágica em seus algoritmos ou políticas que nos livrará do mal, amém. Pois isso também não vai acontecer! Seu algoritmo continuará tentando nos seduzir, como o Don Juan perfeito, pois isso é a essência do seu negócio. Ele não cria os “fake news” ou os sequestradores de dados, mas a combinação de seus algoritmos com a nossa busca inconsequente pelo prazer é o vetor perfeito para sua disseminação.

Não proponho, de forma alguma, que deixemos de usar redes sociais, buscadores e toda a gama de recursos digitais que transformaram nossa vida em algo muito melhor, mais poderoso e mais divertido. Isso é impensável! Apenas precisamos ser mais conscientes do que estamos fazendo, para não sermos feitos de trouxas. Em outras palavras, seremos muito mais felizes se não ficarmos na ignorância, se não nos enganarmos pelos prazeres baratos e ilusórios.

Sejamos mais Neo e menos Cypher. Escolha a pílula vermelha! Sempre.


Artigos relacionados:


Por que o LinkedIn é o melhor lugar para construir sua reputação

By | Educação, Tecnologia | No Comments

Foto: Visual Hunt (Creative Commons)

Este é o meu centésimo artigo no LinkedIn. E foram necessárias apenas cem semanas para chegar a ele! Nesse tempo, pessoas de diferentes perfis me perguntaram inúmeras vezes o que eu ganhava escrevendo de graça nessa rede social (não, o LinkedIn não me paga nada, nem mesmo depois de ter sido eleito Top Voice). E a resposta é: essa é a melhor forma de construir uma boa reputação. Em outras palavras, se você fizer isso da maneira certa (e qualquer um -mesmo- pode fazer isso!), conseguirá demonstrar a uma quantidade imensa de pessoas como você é bom naquilo que faz.

Uma reputação alta é, portanto, a melhor forma de marketing, pois ela mostra seus pontos fortes de forma transparente e sincera. Não se trata de empurrar uma mensagem publicitária goela abaixo do público, esperando que adquiram seu produto. E não pode ser comprada com dinheiro algum, o que a torna ainda mais nobre.

Também cansei de ouvir de pessoas, das mais diversas, um pedido para lhes contar o “segredo” para ter essa reputação, e principalmente para ser Top Voice. Na verdade, querem uma “receita de bolo” para chegar ao topo, e estão dispostas a pagar por isso.

Mas, como disse acima, reputação não se compra: se conquista.

Quando escrevo um artigo, gravo um vídeo, faço um post, eu tenho sempre claro que aquilo impactará muita gente. E tenho que ter a humildade para aceitar que não tenho nenhum controle de como isso acontecerá: cada um receberá aquilo a sua maneira.

Portanto, desde o primeiro artigo que publiquei aqui, sei que isso é uma doação que faço a pessoas que provavelmente jamais conhecerei. O que aumenta ainda mais a responsabilidade: não posso escrever qualquer coisa.

Esse é o começo do caminho.

 

Desejo de contribuir

Devemos sempre produzir sobre o que nós sabemos, é claro: a reputação não será muito boa se fizermos isso com temas que não dominamos. Mas isso é muito diferente de escrever para nós mesmos ou para nossos pares.

A menos que você esteja deliberadamente querendo falar para seus colegas (o que é legítimo), você precisa usar seu conhecimento para contribuir com seu público. Procure algo que seja de interesse da sociedade e em que você possa ajudar. E vá em frente!

A verdade é que, se você quiser construir a sua reputação, pouco importa o que você quer, mas muito importa o que todos querem.

Todos nós temos algo a contribuir, esteja certo disso. Todos! E para cada contribuição que fizermos, a natureza oferecerá alguém que aprenderá conosco. E nos agradecerá por isso.

Como disse o escritor americano Walt Whitman (1819 – 1892):

 

“O que há de bom em tudo isso, ó eu, ó vida?
Resposta.
Que você está aqui – que a vida existe e identifica;
Que a poderosa peça teatral continua, e que você contribuirá com um verso.”
 

Fuja do “lado sombrio”

O LinkedIn é um espaço de troca de boas ideias, e isso o torna tão especial e diferente das outras redes sociais. O seu próprio algoritmo de relevância cuida de nos mostrar não apenas publicações de pessoas com as quais nos relacionamos, mas também conteúdos que buscamos. Portanto, não há lugar melhor para trazer propostas construtivas e, dessa forma, tornar-se conhecido como uma referência na sua área de atuação. Quem faz isso com eficiência e com constância efetivamente constrói uma boa reputação.

Infelizmente tenho notado, já há alguns meses, uma energia negativa invadindo essa rede. Pessoas que se dedicam a apenas criticar tudo e todos, apontar o dedo, desqualificar propostas legítimas apenas por não concordar com o posicionamento, abrir feridas só para meter o dedo depois.

Infelizmente isso também dá audiência, pois, em algumas ocasiões, o “lado sombrio” ressoa nas dores de outras pessoas. E esse é um caminho mais fácil, às vezes até mais sedutor.

Mas vou lhes contar um “segredo”: nada que seja destrutivo é capaz de construir algo bom. Isso parece uma obviedade atroz. Mas então porque vemos cada vez mais essa mancha no LinkedIn?

Não se deixe seduzir por isso! Pessoas com essa pauta podem eventualmente gerar muita espuma na rede, criando polêmicas que movimentam as massas e produzem grande engajamento. Podem até conseguir muitos seguidores. Mas que se pode esperar da qualidade dessa rede?

Podem até me achar inocente, mas eu lhes digo: o bem sempre vence no final! Existem mais pessoas boas que más no mundo. E assuntos construtivos sempre serão os mais buscados no LinkedIn. Use-os para construir a sua boa reputação!

No dia 1 de outubro, há apenas oito dias, cheguei a 400 mil seguidores aqui. E agora estou perto dos 410 mil. Claro que esses números me deixam orgulhoso. Não pela sua enormidade, mas porque eles me indicam que, de alguma forma, devo estar fazendo alguma coisa boa pelas pessoas. E isso é a maior de todas as alegrias. A minha reputação é apenas uma consequência disso.

Como diria Whitman, eu contribuirei com um verso. Sempre. E convido você a vir comigo.


Artigos relacionados:

Você acha que está seguro contra ataques cibernéticos até ser vítima de um deles

By | Tecnologia | 2 Comments

Imagem: Visual Hunt / Creative Commons

Nos últimos dois meses, o mundo foi vítima de dois ataques cibernéticos em massa, que pararam empresas, instituições e até governos. Nos dois casos, os hackers bloquearam os computadores e pediram resgates para devolver aos usuários o acesso aos seus dados. É o tipo de coisa que vemos no noticiário e achamos que só acontece com os outros. Mas a verdade é que você pode estar vulnerável a algo assim agora mesmo. Você sabe como se proteger disso?

Isso vale para megacorporações, pequenas empresas e até usuários domésticos. É um jogo de gato-e-rato interminável: empresas de segurança tentam fechar portas, enquanto hackers tentam encontrar novas brechas. E a extensão do problema é maior que o imaginado. John Chambers, presidente da Cisco, chegou a dizer em 2014 que existem dois tipos de empresas: as que já foram invadidas e as que ainda não sabem que foram invadidas.

Talvez um dos aspectos mais cruéis desses dois ataques dirigidos a tudo e a todos foi o impacto que tiveram em hospitais no mundo inteiro. Sem acesso a seus computadores, essas instituições foram obrigadas a suspender o atendimento a seus pacientes, até que pelo menos os sistemas essenciais fossem restabelecidos. O prejuízo à saúde pública é evidente, até mesmo colocando em risco a vida de pessoas.

No Brasil, não foi diferente. A principal vítima nessa categoria foi o Hospital de Câncer de Barretos, o mais importante centro de tratamento contra a doença no país. No dia 27, seus computadores foram atacados, o que provocou a suspensão de 3.000 consultas e exames.  Todas as unidades da instituição foram afetadas, inclusive oito filiais no interior paulista e no Mato Grosso do Sul, Bahia, Rondônia e Sergipe.

Além do atendimento gratuito à população, o hospital é um importante centro de pesquisas contra a doença, com parcerias com algumas das mais importantes instituições internacionais do segmento. Felizmente, apesar de o ataque ter prejudicado o atendimento, dados de pacientes e das pesquisas não foram perdidos. A instituição se recusou a pagar o resgate.

Mas por que esses dois ataques foram tão devastadores?

 

As duas principais vulnerabilidades

Invasões de hackers costumam atuar em dois pontos principais: brechas de segurança dos sistemas e os próprios usuários. E os últimos são os mais vulneráveis.

O motivo é simples. “Buracos” em sistemas (normalmente no sistema operacional, como o Windows) sempre existiram e continuarão existindo. E isso acontece porque os hackers muitas vezes se aproveitam de funcionalidades legítimas do software para suas práticas nefastas. Do outro lado, fabricantes dos programas, empresas de segurança digital e outras instituições estão continuamente tentando identificar essas brechas, corrigindo-as.

Portanto, o simples fato de manter o sistema operacional e o programa antivírus atualizados é crítico! É uma garantia total contra os ataques? Não! Mas resolve a maior parte desse problema, do ponto de vista técnico. Os dois ataques acima, por exemplo, só afetaram computadores rodando Windows que não estavam com as atualizações em dia. Parece simples: afinal, o Windows pode fazer isso automaticamente. Mas tem muita máquina por aí com esse recurso desabilitado.

Portanto, a primeira dica é sempre deixar que o sistema operacional e os programas de segurança façam todas as atualizações necessárias de maneira automática. Parece óbvio. Mas então por que tem tanta gente que não faz isso?

Aí justamente entra o segundo fator de risco.

 

Não saia clicando em qualquer coisa!

A verdade é que o elo mais fraco na segurança acaba sendo o usuário. Por desconhecimento técnico, desleixo e principalmente ingenuidade, é presa fácil da bandidagem cibernética.

Quer ver como é verdade? Vá na sua linha do tempo do Facebook e veja quantos de seus amigos participaram da brincadeira “com qual celebridade você se parece”, que faz uma combinação (para lá de questionável) da foto de perfil do usuário com uma foto de uma celebridade. Talvez você mesmo tenha feito isso.

Acontece que, para participar disso, o usuário tem que autorizar o Facebook a compartilhar com o desenvolvedor do aplicativo os seguintes dados pessoais: nome, foto do perfil, idade, sexo, idioma, país, lista de amigos, e-mail e fotos. Oras, para que a empresa precisa de tudo isso só para fazer uma brincadeira com a foto do perfil?

A resposta: não precisa! Mas ela depois usa essa informação para fazer promoção de produtos seus e de terceiros para o próprio usuário ou -o que é muito pior- em seu nome. Sem falar no risco de outras coisas muito mais graves, como distribuição de vírus e ataques digitais!

Você também já deve ter visto publicações de seus amigos vendendo produtos ou espalhando conteúdos esquisitíssimos pelo Facebook, sem que eles jamais tenham publicado tal coisa. Isso acontece porque eles compartilharam dados e concederam poderes de publicação a essas empresas mal-intencionadas. E cancelar os privilégios do aplicativo no Facebook não resolve totalmente o problema, pois as empresas continuam com os dados dos usuários.

A verdade é que raramente alguém lê a lista de dados e recursos que vai compartilhar com o desenvolvedor do aplicativo que está prestes a instalar no Facebook ou em seu smartphone. Clica logo nos botões “próximo” e “concordo”, sem medir as consequências.

“Ah, mas então não posso participar dessas brincadeiras no Facebook?” Desculpe ser o chato da história, mas não, não pode. Não posso afirmar que todos esses “brinquedinhos” no Facebook são de caras maus, mas, na dúvida, fique fora de todos eles! Ou pelo menos, se o desejo de participar for incontrolável, pelo menos leia a lista do que compartilhará com o desenvolvedor antes de aceitar.

E daí é por sua conta e risco.

 

Outros cuidados

Antes do Facebook, a maneira mais comum para espalhar pragas virtuais eram e-mails ou atualizações de programas que carregam os vírus para o sistema, os chamados “cavalos de Troia”. Na verdade, esse método continua existindo e os mega-ataques dos últimos meses também usaram esse recurso. De novo, a inocência do usuário foi essencial para o sucesso da bandidagem.

Portanto, outra dica é nunca clicar em mensagens suspeitas, como as cheias de erros de português ou com um visual tosco. No Brasil, alguns dos temas preferidos dos criminosos são simular comunicações de bancos ou cobranças de dívidas. Vale lembrar que bancos não costumam mandar links em suas comunicações, sejam e-mails ou SMS, justamente por problemas de segurança.

Outra dica óbvia, porém muito ignorada, se refere às senhas. Você já deve ter visto essas recomendações dezenas de vezes, mas nunca é demais repetir. As senhas devem ser difíceis de adivinhar, portanto nada de usar nomes de familiares, datas de nascimento, placas de carro ou coisas assim. Elas devem ser longas (pelo menos oito caracteres) e conter letras maiúsculas e minúsculas, números e símbolos. Use uma senha diferente para cada sistema que você usa: se não der para decorar tudo, guarde-as impressas em um lugar seguro. E, por fim, troque as senhas regularmente.

Tudo isso parece exagerado e muito chato? Acredite: não é! Quando se acostuma a realizar esses procedimentos, eles se tornam corriqueiros. E isso pode fazer toda a diferença na hora de proteger seus arquivos e até mesmo a sua conta bancária. Vai continuar dando mole?

 

Como você pode ajudar

No começo desse artigo, citei o ataque digital ao Hospital de Câncer de Barretos. Para quem não conhece, todo o atendimento da instituição é gratuito, e ainda assim é considerado o melhor centro do país no combate a essa doença terrível. Fazem 830 mil atendimentos por ano a pacientes de cerca de 2 000 municípios de todas as regiões do Brasil, além de pesquisas de ponta. Parte disso tudo é custeado pelo SUS, enquanto o resto vem de campanhas e doações.

Apesar de possuir uma equipe de TI dedicada e competente, acabaram sendo vítimas dos criminosos digitais. Nessa guerra, todo cuidado é pouco e toda ajuda é bem-vinda. Portanto, se você for profissional de TI ou responsável por uma empresa da área de segurança digital, e puder ajudar a instituição na preservação de seu importante trabalho, entre em contato com eles. O mesmo vale para colaborações na atualização de seus computadores (são milhares deles nas unidades espalhadas pelo país).

Quem quiser ajudar pode entrar em contato com os representantes da instituição pelos e-mails fescobar@portavoz.com.br e imprensa@hcancerbarretos.com.br . A causa é mais que nobre!


Artigos relacionados:

Quanto vale a palavra de um influenciador digital?

By | Jornalismo | No Comments
Cena do vídeo “Influenciadora”, do Porta dos Fundos - imagem: reprodução

Cena do vídeo “Influenciadora”, do Porta dos Fundos

Resposta rápida à pergunta do título: vale muito! Mas, se você estiver pensando em usar um deles para uma campanha publicitária, muita calma nessa hora: é preciso separar o joio do trigo. Milhões de seguidores não significam necessariamente um discurso que possa emprestar credibilidade a sua marca. Mas, se bem usado, é um recurso que pode trazer ótimos resultados. Então como saber se vale a pena contratar um influenciador digital?

Essa discussão surgiu a partir do vídeo Influenciadora, lançado no dia 22 de maio, e que pode ser visto abaixo. Várias pessoas me enviaram o tal vídeo, perguntando o que eu achava daquilo. Nele, o grupo Porta dos Fundos ironiza dois tipos de influenciadores digitais: aqueles que, apesar de ter milhões de fãs, aparentemente não tem nada de útil a dizer, e os que se dedicam a produzir conteúdo apenas para promover escancaradamente produtos de empresas que os contratam.

Pode parecer bizarro, e o Porta dos Fundos naturalmente carrega um pouco nas tintas para reforçar o aspecto humorístico do vídeo, mas a Internet está cheia de exemplos reais disso. Mas não foi sempre assim.

A certa altura, o vídeo menciona que a tal celebridade promove todos os presentes que ganha de empresas, destacando maquiagens. Isso não foi por acaso: uma das primeiras categorias de influenciador que surfou nessa onda foi justamente as youtubers maquiadoras. A primeira geração delas construiu sua reputação com vídeos que ensinavam boas técnicas do assunto.

As marcas de cosméticos identificaram ali uma incrível oportunidade: se essas youtubers construíram credibilidade sobre o tema junto a um enorme público que consome esses produtos, por que não pagar a elas para fazer seus programas usando (e elogiando) produtos do patrocinador?

Essas parcerias começaram a dar certo! Tão certo que abriram a porta para uma segunda, uma terceira geração de youtubers que não estavam assim tão preocupados com a qualidade do seu material: a ideia era só criar um canal para despejar uma propaganda escandalosa sobre a base de fãs. Às favas com a seriedade e questões éticas!

Desnecessário dizer que isso corroeu a credibilidade do modelo, pois os próprios seguidores começaram a perceber que eles estavam sendo enrolados. Mesmo assim, muitas marcas continuam insistindo no formato.

Mas como esses influenciadores conseguem essa legião de fãs, se “não têm nada útil a dizer”?

 

É tudo identificação

Para entender esse fenômeno, precisamos nos despir de alguns preconceitos e aceitar que algo que consideramos a mais bela porcaria pode ser bastante relevante para outras pessoas.

Ninguém chega a milhões de fãs por acaso: alguma coisa certa esses megainfluenciadores fizeram. E, de uma maneira geral, todos eles se destacam em um ponto: eles conhecem muito bem seu público. Eles sabem quem são essas pessoas, do que elas gostam, como elas falam, sobre o que estão querendo saber, onde estão. Além disso, usam muito bem os recursos do meio digital para se promover.

Isso explica o surgimento dos youtubers teens e mirins, inclusive fenômenos como Kéfera ou Christian Figueiredo. Possivelmente você ache o que eles falam uma perda de tempo. Talvez você reprove a linguagem que eles usam. Se duvidar, você nunca ouviu falar deles! Sem problemas: você não é seu “target”. Mas seus milhões de fãs pensam de outra forma. Pois essas pessoas se identificam com esses ídolos digitais. E, por isso, tudo o que eles dizem faz um enorme sentido!

Mas há também youtubers teens que se preocupam genuinamente em produzir conteúdo de qualidade. A sua maneira, claro. O vídeo abaixo, do youtuber Cauê Moura, traz uma curiosa crítica aos influenciadores com discurso “vazio”. Ele explica a escalada histórica desse tipo de ídolo e termina o vídeo conclamando seus “colegas youtubers” a produzir conteúdo de qualidade. Alerta: se você não gosta de palavrões, não veja esse vídeo!

Recentemente assisti a um vídeo (abaixo) de Felipe Castanhari que era um belo exemplo de conteúdo relevante para seu público. Ele explicou nada menos que o conflito na Síria de uma maneira que qualquer adolescente é capaz de entender, melhor que qualquer veículo de comunicação ou livro.

Como se pode ver, existe de tudo nesse mundo, e não seria diferente com os youtubers. Portanto, se você quiser fazer uma campanha com um influenciador, vale a pena avaliar, primeiramente, se ele é capaz de produzir um conteúdo de qualidade, e se esse conteúdo (incluindo sua linguagem) combina com o produto a ser promovido.

Mas existem outros cuidados a serem tomados.

 

O valor de uma reputação

Infelizmente as marcas usam muito mal os influenciadores digitais. Na maioria dos casos, eles contratam o sujeito para emprestar seu rosto e a sua base de fãs para uma campanha pontual. E é fácil de se entender esse comportamento, pois a publicidade sempre usou pessoas famosas, especialmente astros da TV, para vender qualquer coisa, inclusive produtos que eles jamais usariam.

Mas influenciadores digitais são diferentes: eles são o seu próprio veículo! A sua base de seguidores vai com eles a todo lugar, não se restringindo a um meio.

Além disso, um bom influenciador digital normalmente construiu uma reputação em torno de algum tema, que pode ir desde mecânica aeroespacial até comportamento adolescente. E nisso reside o grande potencial de campanhas com eles.

Uma campanha publicitária é tão melhor quanto mais eficientemente sua ideia é “plantada” no público. E a melhor maneira de se fazer isso é disseminá-la de maneira consistente, subliminar e por um longo período de tempo. Nessa hora, os bons influenciadores se destacam, pois, por terem uma grande reputação junto a seu público, podem realizar esse trabalho com maestria!

Claro que isso só dará certo se houver um alinhamento entre o produto a ser promovido e o próprio influenciador digital. Se você quer vender material cirúrgico de alta precisão, um youtuber teen não poderá lhe ajudar muito. Da mesma forma, se o produto for para consumo de adolescentes, não adiante fazer a campanha com um influenciador acostumado a falar sobre mercado financeiro.

O motivo é simples: se eles fizessem isso, essa mudança de discurso abalaria a sua credibilidade, justamente o que eles têm de mais valioso. Seu público perceberia que aquilo se trataria de conteúdo pago, e não apenas desconfiaria da mensagem, como ainda poderia abandonar sua base de fãs.

O mesmo acontece quando a promoção do produto é muito escandalosa, o que nos leva de volta às youtubers maquiadoras satirizadas pelo Portas dos Fundos. Vão com tanta sede ao pote, que sua credibilidade escorre pelo ralo.

 

Vídeo relacionado:

Por isso, em muitos casos, influenciadores “menores”, com milhares de seguidores ao invés de milhões, são mais eficientes que as grandes celebridades digitais para promover algo com essa eficiência máxima. Pois eles são mais focados nos seus valores e estão mais próximos de seu público.

Então, respondendo a pergunta do primeiro parágrafo: sim, vale muito a pena contratar um influenciador digital para promover qualquer tipo de coisa. Desde que isso seja feito de maneira criteriosa, com inteligência. Reduzi-lo a um mero garoto-propaganda não apenas reduz a efetividade da iniciativa, como pode até queimar a imagem do produto.


Artigos relacionados:

Você não sai mais da Internet… ou é a Internet que não sai de você?

By | Tecnologia | 2 Comments
Cena de “Matrix”: ao contrário do filme, a “vida online” é a nossa própria “vida real”, e isso pode ser bom! – Imagem: divulgação

Cena de “Matrix”: ao contrário do filme, a “vida online” é a nossa própria “vida real”, e isso pode ser bom!

Talvez você já tenha passado por isso: está animadamente conversando com alguém, quando, de repente, seu celular “acorda” sozinho. Na tela, o Google está esperando o seu comando de voz para pesquisar algo. Longe de ser um “bug” –afinal, você não invocou o dito cujo– isso reflete uma nova maneira de nos relacionarmos com o meio digital: mais que estarmos o tempo todo online por opção, está muito difícil nos desconectarmos, mesmo se quisermos. E isso é uma mudança maiúscula na vida de todos nós!

Eu me lembro que, lá nos primórdios da Internet comercial, em meados dos anos 1990, eu tinha um fetiche de estar online o tempo todo, pois eu achava que isso me daria uma sensação de onipresença e até de onisciência. Mas isso era impossível naquela época, pois não havia tecnologia de comunicação para tanto.


Vídeo relacionado:


Mas, de alguns anos para cá, isso é perfeitamente viável! Os principais responsáveis são nossos celulares, que carregamos o tempo todo e se tornaram computadores poderosíssimos, recheados de sensores e permanentemente pendurados na Internet.

Portanto, agora se vive um dilema contrário àquele meu desejo antigo: ficou muito difícil ficar off line, mesmo de vez em quando. Pois, além de estarmos conectados o tempo todo, estamos permanentemente produzindo –na maioria das vezes de forma involuntária e inconsciente– todo tipo de informação sobre nós mesmos. E esses dados vão direto para um número crescente de empresas, governos e instituições.

Em troca disso, recebemos uma infinidade de serviços que deixam nossas vidas mais fáceis, produtivas e divertidas. O problema é que, na prática, não temos nenhum controle do que farão com essas nossas pegadas digitais. E nem falei de cybercriminosos, que também podem estar nos monitorando.

Ficou preocupado? É melhor ir se acostumando, pois a tendência é que isso se acentue ainda mais.

Mas então não bastaria desligar o computador e deixar o celular em casa para ficarmos off line?

 

“Vigiados” o tempo todo

É verdade que os computadores foram a nossa primeira porta para a Internet, e os celulares nos mantêm conectados o tempo todo. Mas hoje eles estão longe de ser os únicos pontos de contato com o mundo digital. Cada vez mais, temos equipamentos a nossa volta permanentemente online e nos “monitorando”, prontos para nos fornecer todo tipo de serviço –e para coletar nossas informações.

Quer testar? Se você tiver um celular Android, experimente falar, do outro lado da sala, “Ok, Google”. Se seu celular for um iPhone, diga “E aí, Siri“. Esses comandos disparam os assistentes pessoais dos aparelhos, que ficam prontos para ouvir seus comandos por voz, quaisquer que sejam. E eles tentarão nos atender da melhor maneira possível.

Para que isso aconteça, o telefone está literalmente nos ouvindo o tempo todo. Mas o que mais ele está captando além de nossos comandos? Não estou sugerindo que Google ou Apple estejam violando a privacidade de seus clientes. Mas e quanto àqueles incontáveis aplicativos de terceiros que você instalou no celular: dá para confiar totalmente neles?

Outro aparelho presente em praticamente todos os lares vem ganhando espaço nessa arapongagem doméstica: a televisão. As smart TVs são verdadeiros computadores o tempo todo online. Muitas delas vêm equipadas com câmeras e podem ser controladas por voz. Dá até para ligar a TV falando com ela! Ou seja, assim como os smartphones, muitas das TVs também estão permanentemente nos escutando.

Portanto seria razoável perguntar o que impede que um hacker invada a sua TV e passe a ver e ouvir o que acontece na sua casa. Por isso, alguns fabricantes de TV sugerem que não façamos em frente à TV algo que possamos nos arrepender depois.

Entenda isso como quiser.

 

Incansáveis assistentes

O mais curioso dessa história toda é que as pessoas não veem nenhum problema nisso. Na verdade, os incríveis serviços que recebemos aparentemente fazem tudo valer a pena.

Tanto é assim que, nos EUA, a Amazon está puxando a fila de uma nova categoria de produtos: os assistentes digitais domésticos. Tratam-se de pequenos equipamentos de mesa que combinam microfone e alto falante conectados à Internet. Funcionam da mesma forma que os assistentes dos celulares, sempre prontos para ouvir nossos comandos e nos dar respostas imediatas instantaneamente.

Amazon Echo e Google Home

O produto da Amazon é o Echo, um pequeno cilindro negro de 23,5 cm de altura. O Google também já lançou o seu, o Home, ainda mais discreto: apenas 14 cm. Nenhum dos dois ainda é vendido no Brasil, mas funcionam se trazidos para cá.

Já há muitos outros aparelhos que se conectam à Internet para expandir seus recursos, como geladeiras e até carros! A tendência é que todos passem a ter funções controladas por voz, e coletem algum tipo de informação sobre os usuários. Possivelmente chegará a hora em que a nossa mobília estará online para nos brindar com algum recurso adicional!

Há ainda os “dispositivos vestíveis”, os “wearables”, normalmente lembrados pelos relógios smart e óculos de realidade aumentada. Mas eles vão muito além disso, como uma nova pulseira que mede, sem necessidade de coleta de sangue, o nível de glicose de diabéticos, ou um tênis que ajuda atletas a corrigir suas passadas. Tudo integrado com aplicativos no celular e, portanto, com dados prontos para serem compartilhados.

Isso é o que os analistas chamam de “terceira onda digital”, ou “era pós-digital”: um mundo em que a tecnologia está tão presente e tão integrada ao nosso cotidiano, que nos beneficiamos dela o tempo todo, sem mesmo nos darmos conta da sua existência.

Então não tem volta?

 

Simbiose digital

Quando penso que alimentamos uma enorme quantidade de sistemas de diferentes empresas com nossas informações, garantindo-lhes gordos lucros e troca de serviços, eu me lembro do filme Matrix (1999), das irmãs Wachowski. Mas felizmente a nossa realidade é muito menos terrível: nada de uma máquina que escraviza a humanidade, reduzindo-a a meros fornecedores de energia, em troca de uma ilusória “vida normal”.

Mas essa nossa vida online cada vez mais ubíqua se tornou, de fato, a nossa vida. Não existe mais separação da “vida presencial”. Na verdade, entendo que nunca houve isso, pois as duas são apenas diferentes representações de nossa única vida real.

A diferença é que agora estamos integrados, imersos, vinculados com o ciberespaço. Toda essa integração funciona como extensões do nosso próprio ser, dando-nos “poderes” que efetivamente expandem nossos limites.

Portanto, esse é um caminho que não tem volta. Conceitos de privacidade precisam ser revistos, diante da nossa tolerância o compartilhamento de nossa vida. Assim, não há solução para esse “problema”, pelo simples fato de que não há problema afinal. Então, se você é daqueles que tenta resistir a tudo isso, receio que sua tarefa ficará cada vez mais difícil.

Precisamos apenas ser conscientes dessa nossa realidade, para não passarmos por trouxas. Tudo isso pode mesmo ser muito legal e útil! Mas, da próxima vez que assistir à TV, lembre-se que talvez ela também esteja assistindo a você.

E daí curta a programação numa boa!


Artigos relacionados: