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Os influenciadores digitais funcionam ou são uma fraude?

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Os influenciadores digitais estão na mira!

Recentes fracassos de grandes estrelas da categoria e muitas decepções de empresas com campanhas desse tipo puseram a efetividade do marketing de influência em xeque. Mas esses casos ruins, que acabam ofuscando incontáveis bons resultados, não podem ser creditados apenas aos influenciadores.

É verdade que existe amadorismo demais no meio: muita gente se lança nesse mercado achando que, para ganhar um dinheiro fácil, basta publicar no Instagram uma sequência interminável de fotos “inspiradoras” ou escancarando produtos sem qualquer critério. Entretanto as marcas são tão ou mais responsáveis pelos resultados ruins, pois contratam essas pessoas olhando apenas para a quantidade de seguidores ou de “curtidas” que eles têm. Não se dão ao trabalho de sequer avaliar se os valores, o público e a linguagem do influenciador combinam com os da marca ou do produto sendo promovido.

Sem esse alinhamento, não precisa ser gênio para entender que os resultados serão frustrantes! Além disso, com o amadurecimento do mercado, as “curtidas” perdem espaço para conversas de qualidade, o que exige que o influenciador seja um especialista no assunto.

Portanto, o marketing de influência pode trazer excelentes resultados! Mas precisa ser feito do jeito certo. Veja no meu vídeo abaixo quais são os pontos que precisam ser observados para se escolher um influenciador adequado para seu negócio, qualquer que seja seu segmento ou porte. E depois compartilhe suas experiências e percepções com todos nos comentários.



Quer saber mais e baixar o estudo State of Influencer Marketing da agência sueca Relatable? É só clicar em https://www.relatable.me/the-state-of-influencer-marketing-2019

Quer ouvir as minhas pílulas de cultura digital no formato de podcast? Basta procurar por “O Macaco Elétrico” no Spotify, no Deezer ou no Soundcloud. Se preferir, pode usar seu aplicativo preferido: é só incluir o endereço http://feeds.soundcloud.com/users/soundcloud:users:640617936/sounds.rss

Controle sua vida pelo celular, mas não se deprima com isso

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Faça uma autoanálise: quanto tempo você fica no celular? Quantas coisas faz nele?

Calma, não é uma cobrança. Possivelmente está lendo isso agora no seu smartphone. E nada mais natural, pois, cada vez mais, fazemos de tudo deslizando os dedos nessa telinha.

Isso mudou o mundo, em uma profunda revolução cultural iniciada em 2007 pelo lançamento do iPhone. Graças às tecnologias e a modelos de negócios disruptivos, fazemos uma infinidade de coisas de uma maneira nova. Sem falar em um outro tanto que simplesmente não seria possível sem levarmos o tempo todo esses computadores tão poderosos quanto pequenos, online sem interrupção.

Há limites para isso? Os smartphones deixaram nossa vida mais fácil, divertida e produtiva, mas muita gente acaba ficando “viciada” nisso, desenvolvendo ansiedade e até depressão.

As empresas, por sua vez, precisam entender esse movimento e adaptar a experiência que oferecem a seus clientes, sob o risco de serem varridas do mercado.

Veja no meu vídeo abaixo como pessoas e empresas podem aproveitar essa revolução de uma maneira saudável e positiva para todos. E depois compartilhe suas experiências nos comentários.



Saiba mais sobre como o uso inadequado dos meios digitais pode provocar problemas de saúde mental, mencionados nesse vídeo, lendo o meu artigo “A maldição do influenciador deprimido”. É só clicar em http://paulosilvestre.com.br/a-maldicao-do-influenciador-deprimido-e-o-que-faz-um-influenciador-dar-certo/

Assista à íntegra em vídeo do debate comigo, Lilian Kazama (Nubank) e Oliver Kamakura (EY), no canal da ADP no YouTube (59′): https://www.youtube.com/watch?v=50PTtAvAHw4

Veja o principal momento do lançamento do iPhone da Macworld de 2007 (7′): https://www.youtube.com/watch?v=taTmpYQ_3jk

Se quiser assistir à apresentação na íntegra (1h 8′), basta clicar em https://www.youtube.com/watch?v=9ou608QQRq8

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Por que o Brasil perdeu duas posições no Índice Global de Inovação

By | Educação | No Comments

Caramba! O Brasil caiu duas posições no Índice Global de Inovação. Por que!

Já estávamos em uma posição ruim: fomos da 64ª em 2018 para a 66ª, entre 129 países. Não lideramos nem na América Latina: ficamos atrás do Chile (51), Costa Rica (55), México (56) e Uruguai (62).

No topo, estão Suíça, Suécia, EUA, Países Baixos e Reino Unido. A lista é publicada anualmente pela Universidade Cornell, pelo Instituto Europeu de Administração de Empresas e pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual.

Isso é um tremendo pepino para o país. Mas, apesar de ser chato, não chega a ser uma surpresa.

Essa queda acompanha outras listas onde vamos sendo ultrapassados, como o tamanho da economia (somos a 9ª, mas já fomos a 6ª), produtividade empresarial e indicadores sociais, como a educação.

Ela, aliás, está na raiz disso tudo, mas não pode levar toda a culpa. Há questões culturais do brasileiro a serem resolvidas, um ambiente hostil aos negócios e entraves legais.

Para ajudar a responder essas questões, nesta quarta, conversei sobre o tema com Roberto Meir, especialista internacional em relações de consumo e varejo e CEO do Grupo Padrão, durante o Whow! Festival de Inovação, que acontece em São Paulo. Você pode assistir à conversa na íntegra(16’20”) no canal do Whow! Festival de Inovação no YouTube, em https://www.youtube.com/watch?v=IGXpuKRoyqk

Acompanhe os insights no vídeo abaixo. E depois conte para nós como a sua empresa inova.


Videodebate – Netflix ou notícia: quem você escolhe?

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VOCÊ É RELEVANTE para seu público?

Estudo do Reuters Institute for the Study of Journalism demonstrou que não basta mais ser ótimo no que se faz: precisamos tocar a vida das pessoas como elas esperam. Sem isso, nosso público pode não perceber o valor do produto, e uma grande ideia vai por água abaixo. E estou cansado de ver bons negócios quebrando e excelentes profissionais sendo demitidos por isso.

Apesar de o estudo se focar em jornalismo, suas conclusões podem ser facilmente extrapoladas para outros mercados. E uma delas demonstra que hoje não concorremos apenas com quem faz o mesmo que nós, e sim com qualquer empresa que dispute os mesmos reais dos consumidores, até com negócios muito diferentes dos nossos.

O mar não está para peixinho! Nunca foi tão importante conhecer bem o público: seus desejos, seus receios, suas carências, sua linguagem. Porque, sim, temos que buscar a excelência no nosso produto, mas temos que ser eficientes para que nossos clientes o percebam e entendam.

Assista ao meu vídeo abaixo para entender como fazer isso! E depois conte para nós aqui as suas experiências ao se relacionar com seu público.



  • Para assistir à integra em vídeo do debate no Estadão e baixar o excelente e-book produzido pelo Media Lab Estadão, inscreva-se gratuitamente aqui.
  • O relatório completo do Reuters Institute está disponível para download gratuito.
  • Quer ouvir as minhas pílulas de cultura digital no formato de podcast? Basta procurar por “O Macaco Elétrico” no Spotify, no Deezer ou no Soundcloud. Se preferir, pode usar seu aplicativo preferido: é só incluir o endereço http://feeds.soundcloud.com/users/soundcloud:users:640617936/sounds.rss

Videodebate: você sabe encantar seu cliente?

By | Tecnologia | No Comments

Oferecer um grande produto a um preço justo já não é mais garantia de sucesso em nenhum negócio!
Com o barateamento dos meios de produção, recursos digitais cada vez mais inovadores e o avanço das redes sociais, ficou mais fácil aumentar a qualidade de nossas entregas e criar formas de comunicação engajadoras com o nosso público.
Isso é ótimo! O problema é que também funciona para os nossos concorrentes. De repente, parece que existe uma multidão fazendo exatamente o mesmo que nós, tão bem quanto.
Nesse cenário de mesmice, os consumidores naturalmente se tornam mais exigentes. Ganha quem oferece algo que o outro não tem. E, se está cada vez mais difícil se diferenciar na entrega principal, olhe além dela, na experiência que o cliente terá em torno da sua marca.
Por isso, a “customer experience”, a “experiência do cliente”, virou uma disciplina extremamente valorizada. Pois esse relacionamento começa bem antes da compra e vai muito além dela. E não se limita a um bom atendimento: em muitos casos, uma experiência memorável envolve entregas que não têm nada a ver com a proposta original da empresa.
E aí, você está pronto para criar uma experiência memorável para seu cliente?
Assista ao meu vídeo abaixo e descubra. E depois compartilhe com todos nos comentários as suas próprias experiências, como gestor e como consumidor.



NOVIDADE: quer ouvir as minhas pílulas de cultura digital no formato de podcast? Basta procurar por “O Macaco Elétrico” no Spotify, no Deezer ou no Soundcloud. Se preferir, pode usar seu aplicativo preferido: é só incluir o endereço http://feeds.soundcloud.com/users/soundcloud:users:640617936/sounds.rss

Videodebate: racismo na publicidade

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Na quinta passada, o Ministério da Educação pôs no ar propagandas com teor racista.

Por que o MEC fez isso? Como é possível que instituições e empresas de todo porte continuem dando mancadas assim?

Parece loucura que, em tempos em que tanto se discute e se incentiva a diversidade e a inclusão, ainda vejamos isso. Apesar de vários exemplos gritantes em todo o mundo, a solução para o problema não é simples, pois envolve mudar as cabeças que gerenciam os negócios, normalmente (como diria o guru da administração Tom Peters) “homens brancos de meia idade e calça de poliéster”.



Os benefícios de se resolver essa aberração histórica vão muito além da imagem pública do profissional ou da corporação.

Você sabe como? Sua empresa está salva disso? Veja no meu vídeo dessa semana! E depois deixe nos comentários o que você acha disso e exemplos de boas (ou más) práticas em torno desse assunto.

Para saber ainda mais sobre o assunto, assista também ao meu vídeo com entrevista a lideranças femininas da indústria de tecnologia explicando por que a diversidade e a inclusão são fundamentais para qualquer negócio:



NOVIDADE: quer ouvir as minhas pílulas de cultura digital no formato de podcast? Basta procurar por “O Macaco Elétrico” no Spotify, no Deezer ou no Soundcloud. Se preferir, pode usar seu aplicativo preferido: é só incluir o endereço http://feeds.soundcloud.com/users/soundcloud:users:640617936/sounds.rss

Videodebate: o robô vai substituir até o seu corpo

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A crise está brava! Se isso já não bastasse para criar incertezas e grandes dificuldades para todos, os robôs e os sistemas de inteligência artificial estão cada vez mais eficientes na execução de tarefas que antes eram exclusivas dos humanos. Em alguns casos, são até mesmo capazes de simular os corpos dos trabalhadores!

O que vai sobrar para nós fazermos?

Muita calma nessa hora! Sim, é verdade que a substituição de trabalhadores por robôs só cresce. Mas nem tudo está perdido.

Nesse cenário, despontam duas certezas: o que puder ser automatizado será, e não dá para continuar na zona de conforto. Quem quiser não apenas sobreviver a essa nova revolução, como ainda aproveitar o momento para se destacar precisa fazer as coisas de maneira diferente.

Quer saber como? Veja no meu vídeo abaixo! E depois compartilhe aqui com todos como você vê esse avanço da tecnologia sobre os trabalhos, e como superar isso.

Ou então fique continue na mesma, e aguente as consequências.


Videodebate: olha como você FALA!

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Como você fala com os seus clientes?

Há pelo menos uma década, a combinação de redes sociais e smartphones tem provocado mudanças profundas nesse relacionamento. Além de agora as marcas falarem e OUVIREM diretamente seu público (o que já é uma baita mudança), essa comunicação vem ficando mais flexível e ganhando nossas palavras, abreviações e símbolos, como os emojis (aquelas “carinhas” no meio do texto).

Para muita gente, essas mudanças na linguagem são completamente inadequadas. Serão mesmo? Essas “informalidades” aproximam a marca e o profissional do seu público ou podem colocar a relação a perder?

No final, tudo é questão de bom senso. É claro que não dá para usar esses recursos de comunicação em todos os casos. Entretanto, quando possível, eles são poderosíssimas ferramentas para criar vínculos fortes com o consumidor.

A língua é uma coisa viva, que está em constante evolução. Precisamos estar abertos às mudanças, para aproveitarmos isso da melhor maneira possível. Mas quando? E como? Veja no meu vídeo abaixo. E depois compartilhe aqui nos comentários com todos se você usa esses recursos com seu público.


Reflexão: o papel social das empresas

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Em um momento em que tanto se discute os rumos da educação no nosso país, é uma alegria ver o CEO de um dos maiores grupos empresariais brasileiros destacar como ela é essencial para nosso desenvolvimento, e como as empresas têm um papel relevante para que ela floresça e chegue a todos.

Esse foi um dos assuntos que conversei com João Miranda, CEO do Grupo Votorantim, nesta quarta. Falamos bastante de inovação nas diferentes empresas do grupo, e também de como isso, além de ser obviamente bom para os negócios, traz ganhos para a sociedade. Para o executivo, “as empresas fazem parte da cidadania, têm uma responsabilidade”.



Fico muito feliz quando vejo uma liderança empresarial desse porte demonstrando que empresas não devem cumprir metas sociais apenas porque alguma legislação as obrigue a isso ou por um marketing oportunista. Todos nós fazemos parte e um mesmo sistema que se apoia e se retroalimenta. Iniciativas como essa trazem ganhos reais para o negócio e ajudam o país a se desenvolver.

E a sua empresa, que iniciativas sociais apoia? Você conhece cases legais nesse sentido? Compartilhe aqui nos comentários!

Transformação digital já modifica pequenas e médias empresas

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Apesar de o segmento de midmarket, ou seja, pequenas e médias empresas, ser um dos mais pulsantes da economia mundial, ele tradicionalmente tem acesso limitado à tecnologia de ponta.

Isso está mudando agora, graças a novos modelos de negócios baseados em computação na nuvem, mais acessíveis financeiramente, mas também com formatos mais adequados para uma curva de adoção mais suave para esses negócios.

As companhias que oferecem essa tecnologia estão de olho no segmento, pois é nele que acontece alguns dos maiores crescimentos do mercado.

Conversei sobre isso com Paulo Bonucci, vice-presidente global para América Latina da Red Hat. Falamos ainda do futuro da empresa, que está sendo adquirida pela IBM pela soma de US$ 34 bilhões. O executivo explicou que a empresa e a marca continuarão como uma unidade independente dentro da estrutura, fazendo o que faz de melhor, usando a cultura do open source.

Veja a íntegra da conversa no vídeo abaixo, e depois vamos debater aqui nos comentários.

#midmarket #SMB #empresa #IBM #transformaçãodigital #gestão #RedHat #RHSummit #Boston #PauloSilvestre

Como a inteligência artificial e a computação em nuvem já ajudam os pequenos

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Imagine se o seu computador resolvesse um problema antes que ele acontecesse.

Bem, isso já acontece!

Nesta terça, foi lançado o Red Hat Enterprise Linux 8, que incorporou inteligência artificial para ficar monitorando continuamente o equipamento e identificar comportamentos que poderão levar a algum problema, com base no que aprende com o que o administrador da máquina faz e com os padrões coletados de usuários do mundo todo. Se algo potencialmente não estiver bem, o sistema dispara o alerta e já propõe soluções, também baseadas em inteligência artificial, para que o problema não chegue a acontecer.

Há 15 anos, isso seria ficção científica. Hoje a inteligência artificial faz parte da nossa vida, até em atividades prosaicas do cotidiano, até em nossos smartphones. E, muitas vezes, nem percebemos que ela está lá. Graças também à computação em nuvem, hoje empresas, mesmo de pequeno pote, têm acesso a recursos que até bem pouco tempo, eram inimagináveis.

Entenda isso melhor vendo abaixo a minha entrevista com Boris Kuszka, líder dos arquitetos de solução da Red Hat Brasil, e cm Thiago Araki, líder dos especialistas de produtos da Red Hat América Latina.

Videodebate: o Facebook mudou o jogo

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Talvez você nem use mais o Facebook tanto. Mas as mudanças que Mark Zuckerberg e a sua turma anunciaram na F8, a convenção anual da empresa, na semana passada, certamente afetarão a sua vida.

Primeiro porque você deve usar outros produtos da empresa, no mínimo o WhatsApp. Depois porque, pelo seu gigantesco tamanho, o que o Facebook faz acaba impactando outras redes sociais.

Além de mudanças que visam melhorar questões de segurança e de privacidade dos usuários, o calcanhar do Aquiles que está derrubando a rede, o Facebook apresentou uma série de alterações na maneira como as pessoas devem se relacionar entre si e com empresas. Na prática, eles querem que as pessoas se preocupem menos com números como “curtidas” e mais em publicar conteúdo de qualidade e construir conversas interessantes a partir disso. Ou, como disse o próprio Zuckerberg, as redes serão menos como “praças públicas”, em que as pessoas vão para saber o que está acontecendo no mundo, e mais como “salas de estar”, onde recebemos pouca gente para conversar melhor.

Quer saber? Acho isso ótimo! As pessoas andam mesmo muito “viciadas em curtidas” e até fazendo algumas coisas questionáveis para isso. O resultado é uma queda dramática na qualidade do que se publica nas redes, mesmo no LinkedIn, que é o melhor lugar para se encontrar conteúdo e conexões de qualidade.

São nessas conversas que encontramos o verdadeiro ouro das redes sociais, onde nos tornamos autoridade no que fazemos, onde conseguimos mais clientes.

E você, concorda? Veja como isso funcionará no vídeo abaixo, e depois vamos debater aqui nos comentários.



Reflexão: um mau projeto pode manchar uma marca de sucesso

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Hoje, ao fazer o check in para Boston, para participar do Red Hat Summit, me deparei com a tela abaixo, com o que não pode ser levado na bagagem. Ao lado de líquidos inflamáveis, veneno e explosivos, estava o Samsung Galaxy Note 7.

Por que um único produto pode colocar em risco um voo?

Em 2016, foram reportados casos do Note 7 subitamente pegando fogo, inclusive em um avião! A causa era uma falha em suas baterias.

O Galaxy Note é um dos produtos top da fabricante sul-coreana. Depois de dezenas de incidentes no mundo, o modelo 7 foi retirado do mercado. Estima-se um prejuízo de US$ 17 bilhões à Samsung. E ficou a sensação de que seus celulares não seriam tão seguros.

A Samsung já lançou dezenas de modelos depois daquilo, e eles não explodem. Mas fico impressionado como três anos após os incidentes, a marca ainda continue sendo afetada! É como se, a cada voo, todos os passageiros fossem lembrados, com o nome da companhia sendo citado.

A falha do projeto foi algo imperdoável. Será que a empresa terá que aguardar anos, até que o último Galaxy Note 7 com certeza tenha sido substituído pelos seus donos, para que deixe de ser arranhada a cada check in?

Diversidade gera lucros para empresas e satisfação para pessoas

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Você já pensou por que existem tão poucas mulheres no mercado de tecnologia? Longe de ser apenas uma estatística, isso vem de valores arraigados em nossa cultura e da falta de modelos femininos nessa indústria. De alguns anos para cá, várias iniciativas procuram reverter essa situação e promover a diversidade e inclusão nas empresas, não apenas de gênero, mas também étnica, de orientação sexual e de pessoas com necessidades especiais. Além de gerar inestimáveis ganhos sociais, elas também trazem muitos ganhos para as empresas.

Segundo o estudo “A diversidade como alavanca de performance”, publicado pela consultoria americana McKinsey, empresas com mais diversidade de gênero em cargos executivos têm 21% mais chance de ter lucros acima da média que as que apresentam pouca diversidade. No caso de diversidade étnica, isso é ainda mais aparente: 33%.

Há alguns dias, tive uma conversa inspiradora sobre isso com Judith Michelle Williams, líder global de diversidade da SAP, que estava no Brasil. A íntegra da conversa em vídeo (7’ 18’’) pode ser vista abaixo.


Vídeo relacionado:


“Quando uma organização é capaz de ter essa diversidade e essa inclusão, isso aumenta o engajamento de seus funcionários”, explica Williams. “Isso leva a uma maior inovação, pois você tem diferentes fontes de ideias, você tem pessoas com culturas diferentes.”

Ironicamente, o primeiro programa de computador da história foi escrito por uma mulher: Ada Lovelace criou em 1842 o algoritmo para a máquina analítica de Charles Babbage. Mas hoje faltam modelos para que as meninas se inspirem para abraçar essas carreiras.

“Mulheres e meninas continuam extremamente sub-representadas. Os estereótipos de gênero, a falta de modelos visíveis e as políticas e ambientes sem apoio ou mesmo hostis podem impedi-las de seguir essas carreiras”, disse António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, em sua mensagem oficial no dia 11 de fevereiro passado, Dia Internacional para Mulheres e Meninas na Ciência.

“Ter quem mostre que é possível para uma mulher liderar uma companhia de tecnologia, desenvolver software e crescer em uma carreira de tecnologia é muito bom. Precisamos encorajar mais meninas a abraçar as exatas e estudar ciência e tecnologia”, afirma Williams, que, antes de liderar a diversidade na SAP, cuidou desse tema no Dropbox e no Google.

Diversidade e inclusão

Mas a diversidade sozinha não é suficiente. As empresas precisam fazer seus funcionários se sentirem incluídos, podendo demonstrar quem eles são.

“Nós não queremos que nenhum de nossos funcionários LGBT+ sintam como se não pudessem falar sobre sua vida familiar, não pudessem falar sobre seus parceiros”, explica a executiva da SAP. “É muito importante ter essa inclusão: as pessoas sentem que elas podem vir trabalhar e ser o seu melhor.”

As empresas precisam investir no treinamento de suas equipes para chegar lá. Segundo artigo publicado na revista Forbes, as dificuldades de inclusão derivam principalmente da nossa inabilidade de reconhecer e valorizar pontos de vista diferentes. A autora Phyllis Wright, vice-presidente sênior da VRM Mortgage Services, cita estudos que demonstram que 80% do que usamos para nossas conclusões vêm do que já sabemos, e apenas 20% de estímulos externos. Portanto, um treinamento eficiente pode “melhorar” os conceitos em nosso cérebro e treinar nossos olhos para a questão da diversidade a nossa volta.

Lembro-me de ter lido o livro “Círculo da Inovação”, do guru da administração Tom Peters, há uns 30 anos. Mas uma passagem me marcou muito: a que ele dizia que a gerência da maioria das empresas é composta por “homens brancos de meia idade vestindo calças de poliéster”. O problema disso, segundo ele, é que todos aqueles gerentes pensam da mesma forma, o que seria péssimo para o negócio e para seus produtos.

Ele já via a importância da diversidade, tão em moda hoje, há três décadas! Afinal, se você tem dez “chefes” que pensam exatamente igual, você só precisa de um! O que faz um negócio realmente prosperar é ter pessoas diferentes trocando suas experiências para atender clientes que também são diversos.

E então: como está a sua companhia nisso tudo?


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Paulo Silvestre (esquerda) conversa sobre transformação digital com John Allessio (centro) e Nick Hopman – Foto: reprodução

Transformação digital depende de entusiasmo e de apoio

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Você está pronto para a transformação digital?

Um dos termos mais badalados do momento na administração, ela movimenta empresa e profissionais que querem encontrar, com o apoio da tecnologia, novas maneiras de realizar o próprio negócio, para atingir níveis de produtividade inéditos, ou ainda descobrir um grande novo negócio. Mas poucas empresas realmente sabem qual caminho adotar, pois acham que a transformação digital acontece ao escolherem a tecnologia disruptiva certa para seu empreendimento, quando, na verdade, ele deve obrigatoriamente começar transformando a cabeça das pessoas.

Essa necessidade ficou muito clara na conversa que tive com John Allessio, vice-presidente sênior de serviços globais da Red Hat, e com Nick Hopman, vice-presidente de práticas e soluções globais da empresa, nesta terça (16 de abril), na sede da Red Hat em São Paulo. Os dois executivos vieram participar da inauguração do Red Hat Open Innovation Labs. A íntegra da conversa pode ser vista no vídeo abaixo:



Para Allessio, uma empresa que busca a transformação digital deve começar com um projeto pequeno o suficiente para que possa “abraçar”. Dessa forma, evita-se que a mudança crie barreiras instransponíveis logo de cara.

Mas o executivo adverte que o processo só dará certo se contar com dois ingredientes essenciais: o entusiasmo das equipes, e gestores realmente patrocinando as mudanças necessárias. “Você precisa da paixão das equipes -com negócios e TI trabalhando juntos- e você precisa do apoio dos executivos”, explica. “Sem esse apoio é muito difícil fazer isso acontecer.”

“Precisa ser um cliente que busca mudança, que quer prosperar”, explica Hopman. É por isso que a transformação digital começa sempre com uma transformação cultural. Para ele, nenhuma tecnologia resolverá sozinha um problema causado por um modelo de negócios que já não se sustenta.

Ele está certíssimo. Costumo dizer que “transformação digital” é muito mais “transformação” que “digital”. Se as pessoas realmente não acreditarem na mudança e estiverem dispostas a abandonar velhas fórmulas, mesmo as que deram certo por décadas, será, no máximo, coisa velha com um verniz moderninho.

“Quando as pessoas falam em transformação digital, normalmente se preocupam muito com o digital e com os aspectos técnicos, e não se focam em como eles realmente apoiam aquela transformação dentro de sua cultura, dentro de sua organização”, explica Hopman. Com o laboratório que acaba de ser inaugurado em São Paulo, o quarto da Red Hat no mundo (os outros ficam em Boston, Londres e Cingapura), a empresa pretende ajudar seus clientes a desenvolver essa consciência. “Queremos ensinar obviamente a tecnologia, mas também as práticas abertas, como trabalhar em uma cultura aberta de colaboração”, diz.

“É uma oferta de transformação cultural com os produtos da Red Hat”, explica Fabio Pereira, líder do Red Hat Open Innovation Labs Latam. “A gente chama de uma oferta de inovação imersiva, onde a equipe do cliente vai ficar imersa em um ambiente de inovação, fazendo alguma coisa que adicione valor para o cliente, entregando valor em semanas, ao invés de entregar valor por anos.”

Ele explica que, a princípio, qualquer empresa pode ser beneficiar do Labs. Se você ficou interessado, veja como participar assistindo à minha conversa com o líder da operação local no vídeo abaixo:



Os clientes que participarem da iniciativa podem ter suas equipes trabalhando no laboratório, como também em suas próprias instalações. Além disso, apesar de o Labs estar fisicamente em São Paulo, ele pode atender empresas de qualquer lugar do país e até do mundo. As quatro instalações trocam continuamente informações e desenvolvimentos, funcionando como “concentradores regionais”. A escolha de São Paulo se deve ao tamanho do seu mercado, representado cerca de metade da Red Hat na América Latina.

Allessio afirma que companhias de qualquer porte e qualquer indústria podem ser atendidas: “trabalhamos em empresas tão grandes quanto as que tem 10 mil desenvolvedores até companhias que são tão pequenas como uma nova startup.”

Portanto, se a transformação digital faz os seus olhos brilharem, faça os questionamentos necessários antes de embarcar na empreitada. Esteja pronto para realizar verdadeiras mudanças na cultura empresarial, modelos de negócios e até mesmo na maneira como os profissionais se relacionam “É mais que métodos, ferramentas, processos”, diz Allessio. “Queremos ajudar o cliente a realmente casar TI com o negócio, que é o verdadeiro molho mágico.”

E aí? Vamos participar do debate? Role até o fim da página e deixe seu comentário. Essa troca é fundamental para a sociedade.


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