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Ataques a reputações nas redes sociais colocam toda a sociedade em risco

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O uso crescente das redes sociais para destruir reputações de adversários começa a colocar em risco a própria sociedade. Isso acontece porque tais ataques se baseiam em uma eficiente manipulação dos algoritmos e em uma avalanche orquestrada de “fake news”.

Como resultado, a população começa a perder as referências para construção de confiança em pessoas, instituições e empresas. O risco para a comunidade existe porque, pela nossa natureza humana, só conseguimos construir algo com pessoas em quem acreditamos.

Oras, se não confiamos em mais nada e em mais ninguém, nos afastamos da nossa própria evolução! O mais triste é que isso acontece porque somos alegremente manipulados por grupos que promovem esse movimento para ampliar seus privilégios e aumentar seu poder.

Como exemplo, na semana passada, assistimos a tentativas nefastas de desmoralizar a ativista sueca Greta Thunberg, de 16 anos, após sua participação na cúpula do clima da Organização das Nações Unidas.

Precisamos reforçar nosso senso crítico, para que não sejamos mais peões nesse xadrez político e econômico! Veja como no meu vídeo abaixo. E depois conte a todos o que faz para escapar das “fake news” e das manipulações.



Quer ouvir as minhas pílulas de cultura digital no formato de podcast? Basta procurar por “O Macaco Elétrico” no Spotify, no Deezer ou no Soundcloud. Se preferir, pode usar seu aplicativo de podcast preferido. É só cadastrar nele o seguinte endereço: http://feeds.soundcloud.com/users/soundcloud:users:640617936/sounds.rss

Os influenciadores digitais funcionam ou são uma fraude?

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Os influenciadores digitais estão na mira!

Recentes fracassos de grandes estrelas da categoria e muitas decepções de empresas com campanhas desse tipo puseram a efetividade do marketing de influência em xeque. Mas esses casos ruins, que acabam ofuscando incontáveis bons resultados, não podem ser creditados apenas aos influenciadores.

É verdade que existe amadorismo demais no meio: muita gente se lança nesse mercado achando que, para ganhar um dinheiro fácil, basta publicar no Instagram uma sequência interminável de fotos “inspiradoras” ou escancarando produtos sem qualquer critério. Entretanto as marcas são tão ou mais responsáveis pelos resultados ruins, pois contratam essas pessoas olhando apenas para a quantidade de seguidores ou de “curtidas” que eles têm. Não se dão ao trabalho de sequer avaliar se os valores, o público e a linguagem do influenciador combinam com os da marca ou do produto sendo promovido.

Sem esse alinhamento, não precisa ser gênio para entender que os resultados serão frustrantes! Além disso, com o amadurecimento do mercado, as “curtidas” perdem espaço para conversas de qualidade, o que exige que o influenciador seja um especialista no assunto.

Portanto, o marketing de influência pode trazer excelentes resultados! Mas precisa ser feito do jeito certo. Veja no meu vídeo abaixo quais são os pontos que precisam ser observados para se escolher um influenciador adequado para seu negócio, qualquer que seja seu segmento ou porte. E depois compartilhe suas experiências e percepções com todos nos comentários.



Quer saber mais e baixar o estudo State of Influencer Marketing da agência sueca Relatable? É só clicar em https://www.relatable.me/the-state-of-influencer-marketing-2019

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Videodebate: Google, me esquece!

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Você se preocupa com o Google, o Facebook, a Apple, e muitas outras empresas monitorando tudo que você faz online? Tem toda razão: elas sabem mesmo muito sobre nós!

Agora você pode pedir que o Google automaticamente apague tudo que sabe sobre você depois de um tempo. Simples e indolor!

Bacana, né? Mas será que isso faz diferença?

Queremos que nossa privacidade seja preservada, mas não queremos abrir mão das coisas boas que os meios digitais nos oferecem “de graça”, justamente por nos conhecer tão bem.

Então o que é mais importante para você? Sua privacidade ou os benefícios digitais? Ficou em dúvida? Então assista ao meu vídeo abaixo para entender isso melhor. E depois conte o que acha aqui nos comentários.



NOVIDADE: quer ouvir as minhas pílulas de cultura digital no formato de podcast? Basta procurar por “O Macaco Elétrico” no Spotify, no Deezer ou no Soundcloud. Se preferir, pode usar seu aplicativo preferido: é só incluir o endereço http://feeds.soundcloud.com/users/soundcloud:users:640617936/sounds.rss

Videodebate: o Facebook mudou o jogo

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Talvez você nem use mais o Facebook tanto. Mas as mudanças que Mark Zuckerberg e a sua turma anunciaram na F8, a convenção anual da empresa, na semana passada, certamente afetarão a sua vida.

Primeiro porque você deve usar outros produtos da empresa, no mínimo o WhatsApp. Depois porque, pelo seu gigantesco tamanho, o que o Facebook faz acaba impactando outras redes sociais.

Além de mudanças que visam melhorar questões de segurança e de privacidade dos usuários, o calcanhar do Aquiles que está derrubando a rede, o Facebook apresentou uma série de alterações na maneira como as pessoas devem se relacionar entre si e com empresas. Na prática, eles querem que as pessoas se preocupem menos com números como “curtidas” e mais em publicar conteúdo de qualidade e construir conversas interessantes a partir disso. Ou, como disse o próprio Zuckerberg, as redes serão menos como “praças públicas”, em que as pessoas vão para saber o que está acontecendo no mundo, e mais como “salas de estar”, onde recebemos pouca gente para conversar melhor.

Quer saber? Acho isso ótimo! As pessoas andam mesmo muito “viciadas em curtidas” e até fazendo algumas coisas questionáveis para isso. O resultado é uma queda dramática na qualidade do que se publica nas redes, mesmo no LinkedIn, que é o melhor lugar para se encontrar conteúdo e conexões de qualidade.

São nessas conversas que encontramos o verdadeiro ouro das redes sociais, onde nos tornamos autoridade no que fazemos, onde conseguimos mais clientes.

E você, concorda? Veja como isso funcionará no vídeo abaixo, e depois vamos debater aqui nos comentários.



Á arvore já podada; no destaque, ainda com a placa que anunciava a queda iminente

Reflexão: rede social não é só para “bobagem”

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A PREFEITURA SE MEXEU!

Na segunda passada, fiz um post sobre o estado das árvores nas ruas de São Paulo, depois de uma literalmente desabar na minha frente. Publiquei uma foto de outra, que fica aqui perto, na rua Bartira, quase esquina com a Cardoso de Almeida. Ela tinha recebido uma enorme placa de ESTOU CAINDO, depois de o síndico do prédio em frente ser ignorado pela prefeitura, apesar das insistentes ligações para que algo fosse feito por ela.

Eis que, cinco dias depois, a árvore foi “podada”! Com direito a cortarem energia da região, fecharem a rua por dois dias e usarem caminhão de bombeiro para alcançarem os pontos mais altos da árvore (que passava do quinto andar do prédio).

Não sei se foi coincidência, mas fiquei feliz: ela estava se inclinando sobre um posto de gasolina; no meio do caminho, um poste com dois transformadores.

As redes sociais têm um grande poder de mobilização, até mesmo para coisas do nosso cotidiano. Precisamos usar esse recurso ativamente e com responsabilidade.

Videodebate: a mentira tem perna curta

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Hoje é o DIA DA MENTIRA. Mas a história abaixo é verdadeira. Ironicamente, sobre uma mentira, que pode ensinar algo a todos nós.

Talvez você nunca tenha ouvido falar da Rawvana, mas essa influenciadora , a rainha dos crudiveganos, está passando por um momento bem complicado. Tudo porque ela enganou o seu público.

Aparentemente ela teve seus motivos… Mas os tribunais das redes sociais não querem saber disso. Para eles, Rawvana tem que queimar em praça pública, aos olhos dos haters.

Cuidado antes de sair destilando ódio e apontando dedos por aqui. Você pode ser a próxima vítima! E isso pode acontecer com qualquer um.

Veja como evitar que isso afete você, assistindo ao meu vídeo abaixo.

E você, já foi vítima desse tipo de ataque? Compartilhe sua experiência aqui conosco.



Videodebate: cara, a Terra é PLANA!

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Você possivelmente já ouviu falar dos terraplanistas, um grupo que acredita, em 2019, que a Terra é plana.

Antes de fazer piada com eles, é melhor entender o mecanismo por trás disso, pois todos nós também somos afetados por ele.

Como alguém pode afirmar categoricamente isso, diante de todas as confirmações da ciência? E eles são pessoas com boa educação e explicações complexas para justificar sua crença.

Mas não se trata de algo religioso ou místico. A origem do terraplanismo está intimamente ligado aos algoritmos de relevância das redes sociais, especialmente do YouTube.

Estudos demonstram que eles desencadeiam mecanismos em nossas mentes que nos servem de subsídios para justificar qualquer coisa em que queiramos acreditar, desde a Terra ser plana, até pequenas coisas cotidianas. Pior: tudo que diga o contrário, é automaticamente rechaçado pela nossa psique como “conspiração”, “manipulação” e afins.

Portanto, não é uma piada, nem de mau gosto. Essas “bolhas” podem comprometer a nossa capacidade de acreditar no nosso semelhante.

Sabe como sair disso? Veja no meu vídeo! E você se sente afetado pelos algoritmos das redes?



 

Videodebate: aparecer bem nas redes sociais pode MATAR?

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Uma influenciadora brasileira de 26 anos pensou em suicídio, porque não estava aguentando a pressão de ter que publicar o tempo todo. Ok, esse é um caso extremo. Mas é para pensar: muita gente quer construir a sua reputação aqui, o que é ótimo. Só que não sabe como dosar o esforço, e acaba pirando, atrapalhando (muito) a sua vida. E isso é muito grave!

Então como construir a sua autoridade nas redes sem prejudicar suas tarefas? Qual o limite?

“Keep calm and keep publishing” 😉 Existem técnicas para isso! Veja no meu vídeo abaixo como chegar ao topo e se manter lá, construindo sua reputação sem truques baratos.

Participação especial de Athena, a gata, no final 😉

 


Links de conteúdos mencionados no vídeo:

Videodebate: como fazer um bom conteúdo

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Produzir um bom conteúdo é o melhor caminho para se destacar nas redes sociais: isso já é bem conhecido por todos.
Mas o que é um bom conteúdo afinal?
Tem muita gente que tem ótimas ideias, escreve muito bem, tira fotos lindas e até grava bons vídeos. Mas, apesar disso, suas publicações parecem não render todo seu potencial.
Por que isso acontece? O que lhes falta?
Acontece que produzir conteúdo para redes sociais tem suas próprias regras. No vídeo abaixo, eu detalho a mais importante delas: alinhar sua produção com o seu público.
Aliás, você conhecer seu público? Conhece MESMO?
Também discuto uma armadilha que tem pegado cada vez mais gente. Não caia no conto do caminho fácil!
Veja o vídeo e depois vamos debater aqui sobre isso. Como vai a sua produção de conteúdo? E os resultados obtidos com ela?
Ah, logo abaixo, deixo o link para o site que menciono no vídeo, que mede a facilidade de compreensão de textos. E também agendas para um webinário gratuito e para os meus workshops sobre produção de conteúdo para redes sociais. Inscreva-se!

 


Links para conteúdos mencionados no vídeo:

 

Quer descobrir se seu texto é de fácil compreensão? Então clique no link a seguir: https://www.separarensilabas.com/index-pt.php
Daí é só colar seu no campo texto e clicar no botão “separar sílabas”. Não esqueça de marcar a opção “estatísticas”.
Após a separação silábica, veja os índices na seção “análise de legibilidade”. Para textos em português, dê preferência ao resultado ligado ao Índice Flesch-Kincaid (1986).

 

Quer participar do meu webinário gratuito para tirar dúvidas sobre produção de conteúdo nas redes sociais? Ele acontecerá no dia 23 de janeiro, às 19h30. Para se inscrever, basta preencher seus dados na página http://eepurl.com/gdZ3K5

 

Quer dominar a produção de conteúdo para redes sociais? Então venha participar do meu próximo workshop, que acontecerá no dia 9 de fevereiro. Será um sábado inteiro com ensinamentos práticos e de alto nível, para você aprender a tirar o proveito máximo da publicação de posts, artigos, fotos e vídeos nas redes sociais. Detalhes e inscrições podem ser encontrados na página oficial do evento: https://www.sympla.com.br/workshop-de-producao-de-conteudo-em-redes-sociais__426919

 

Você já é fera na produção de conteúdos para redes sociais? Então venha participar do meu workshop avançado sobre o tema, no dia 2 de fevereiro. Será uma oportunidade incrível de colocar a mão na massa sob a supervisão de um LinkedIn Top Voice, ao lado de outros produtores. Vai perder essa chance incrível? Detalhes e inscrições podem ser encontrados na página oficial do evento: https://www.sympla.com.br/workshop-avancado-de-producao-de-conteudo-em-redes-sociais__427031

 

Videodebate: esse é o fim da verdade?

By | Jornalismo | No Comments

Você já teve a sensação de não saber mais se o que acabou de ver nas redes sociais é verdadeiro ou falso?
Vivemos um momento em que todos querem ter opinião sobre tudo, não importa quão descolada da realidade ela seja. E “ai” de quem discordar dela! Desse jeito, fica difícil…
Há três anos, o filósofo italiano Umberto Eco chegou a dizer que “as redes sociais deram voz a uma legião de imbecis”. Será que ele estava certo?
O problema é que não conseguimos viver em um ambiente no qual não podemos confiar em nada ou ninguém. Como resolver isso então? Veja minhas sugestões abaixo, no meu vídeo mais recente  E depois compartilhe suas impressões aqui nos comentários.



 

Videodebate: o que você causa nas pessoas

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Você tem UM GRANDE PODER nas mãos, mas talvez não saiba: o poder de influenciar as pessoas que estão a sua volta.
Com as redes sociais, ele ficou muito maior. E, junto com ele, você ganhou também uma grande responsabilidade!
Sim! Pois muita gente acredita no que publicamos nas redes, desde uma singela foto, até um artigo bastante analítico. E graças aos algoritmos de relevância das redes sociais, nosso conteúdo ganha públicos cada vez maiores.
Desnecessário dizer que, se dermos uma mancada, nossa reputação pode ir por água abaixo. Isso inclui escorregadas éticas, um caminho perigoso que muitos trilham, por parecer mais fácil para atingir seus objetivos.
Não caia nessa armadilha! Veja no meu vídeo abaixo como usar essa poderosa ferramenta para melhorar sua imagem, conseguir mais clientes ou aquele emprego tão sonhado!
Use esse poder para melhorar a sociedade ao seu redor. Que exemplos (bons e ruins) você tem para compartilhar conosco aqui nos comentários?



 

Temos que falar mais sobre como somos dominados alegremente pelo marketing digital

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O personagem Neo, do filme Matrix, acorda da ilusão criada pelas máquinas para roubar sua energia sem que perceba - Foto: reprodução

O personagem Neo, do filme Matrix, acorda da ilusão criada pelas máquinas para roubar sua energia sem que perceba

Já virou lugar-comum dizer que o consumidor hoje tem muita escolha. Graças aos meios digitais, podemos encontrar quem nos forneça o que precisamos de uma maneira cada vez mais alinhada aos nossos gostos. Parte disso acontece graças ao facílimo acesso que temos a todo tipo de informação e ao contato com pessoas com gostos semelhantes aos nossos. Essa liberdade de escolha transformou a maneira de como consumimos todo tipo de produto ou serviço, e tem feito as empresas se reinventarem, sob o risco de serem substituídas por concorrentes que conhecem e, por isso, atendem melhor seu público.

Mas será que nossas escolhas são mesmo livres? Ou vivemos dentro de uma bem arquitetada fantasia de que temos o controle de nossas vidas, quando, na prática, somos cada vez mais manipulados para o benefício de poderosos?

Nesse caso, qualquer semelhança com a trama do filme Matrix (1999), em que humanos eram mantidos em uma ilusão enquanto alimentavam uma monstruosa máquina com a energia de seus corpos, não seria mera coincidência.

Não estou pintando um cenário apocalíptico, de máquinas versus humanos ou de empresas subjugando seus consumidores. Quem me acompanha, aqui na rede ou fora dela, sabe que sou um grande entusiasta do uso da tecnologia digital para ampliar as capacidades humanas. Entretanto, para conseguirmos isso, temos que ter consciência do que está acontecendo a nossa volta, para que nos apropriemos desses recursos, ao invés de sermos controlados por eles.


Vídeo relacionado:


Esse assunto está tão pulverizado em nossas vidas, que foi tema da redação do ENEM desse ano, realizado há alguns dias: os alunos deveriam dissertar sobre “manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet”.

Como sugeriam os textos no enunciado da redação, esse controle passaria pelos infames “algoritmos de relevância”. Tratam-se de sistemas que rastreiam continuamente tudo que é publicado na rede e também tudo o que fazemos nela. O objetivo é bastante simples: esses programas são responsáveis por nos mostrar, nos serviços digitais que usamos, conteúdos que sejam interessantes para nós. E isso não vale só para redes sociais: eles “filtram” aquilo que consumimos no noticiário, as respostas dos buscadores, serviços de música, fotos que apreciamos, produtos que compramos e até as pessoas com quem nos relacionamos!

Decidir o que é o mais relevante para cada um entre bilhões de usuários, por outro lado, é uma tarefa extremamente complexa, que envolve o cruzamento de uma infinidade de variáveis e um monitoramento contínuo e cada vez mais amplo e profundo de tudo que fazemos, de uma maneira que chega a ser assustadora. Dessa forma, muitas das empresas que prestam esse serviço, como Facebook, Google, Apple e Amazon conhecem nossos gostos com um detalhamento que, se duvidar, nem nós mesmos temos! Por isso, em muitos casos, são até mesmo capazes de antecipar nossos desejos.

É aí que a coisa começa a ficar complicada.

 

“Me engana, que eu gosto!”

Os algoritmos não entram no mérito se o que nos empurram é bom ou ruim. Eles nos apresentam apenas aquilo que consideram “relevante” (daí seu nome), ou seja, aquilo sobre o que as pessoas ou as marcas com quem nos relacionamos estão falando, usando, comprando. Enfim, aquilo que está gerando “movimento nas redes”. Logo, quanto mais somos parecidos a um grupo (segundo o sistema) e quanto mais um determinado tema está sendo debatido por ele, maior a chance de aquilo nos interessar também.

Essas regras estão entre os segredos mais bem guardados dessas empresas, pois o sucesso do seu negócio passa por seus usuários concordarem que aquilo que lhes é oferecido é realmente interessante. O incrível é que, de maneira geral, o que nos mandam parece mesmo bacana! E assim conhecemos e gostamos do que o Facebook e outros nos empurram!

Aí é que começa a manipulação, ainda que não seja esse o objetivo desses sistemas, a princípio. O grande efeito colateral disso tudo é a criação das “bolhas”: a partir do momento em que somos continuamente apresentados apenas àquilo que gostamos e a pessoas que pensam como nós, qualquer coisa pode se tornar uma “verdade”, mesmo que seja a mais incrível porcaria! Quando vivemos em um ambiente de “pensamento único”, nossos preconceitos acabam sendo reforçados.

Isso, por si só, já seria bastante ruim. Mas há ainda algo mais perverso nessa história: e se pessoas, empresas e as próprias plataformas conseguissem controlar os algoritmos para que víssemos o que é interessante a elas, e não a nós mesmos?

Teoria da conspiração? Antes fosse! As plataformas, especialmente o Facebook, dão contínuas provas de que isso acontece. Em março, isso foi escancarado pelo escândalo envolvendo a próprio Facebook e a empresa Cambridge Analytica: a última usou recursos da plataforma para roubar dados de 87 milhões de seus usuários para disseminar eficientemente “fake news”, que ajudaram na eleição de Donald Trump para presidente dos EUA.

O mais preocupante disso tudo é que o sistema é tão eficiente em nos exibir aquilo que combina conosco, que baixamos nossas defesas e abraçamos causas que não são nossas e que podem até mesmo nos prejudicar. Basta olhar para nossa última eleição presidencial: sem entrar no mérito de ser bom ou truim, venceu justamente quem soube usar os meios digitais de maneira mais eficiente, como eu já havia adiantado em um artigo escrito em maio.

Quer dizer então que somos seres indefesos, à mercê de sistemas malignos? Claro que não!

 

Aprenda a usar isso a seu favor

Apesar de todo o exposto acima, sou a última pessoa que diria que as redes sociais são ruins ou que estamos condenados a ser vítimas incapazes dos algoritmos. Na verdade, esses sistemas podem nos ser bastante úteis.

A primeira coisa é aceitar e entender que somos continuamente monitorados, e que não há como “enganar o Facebook” (como já ouvi muita gente afirmando fazer). Ao invés disso, devemos começar a desenvolver uma visão crítica do que nos é apresentado nas diferentes redes sociais.

Costumo brincar que “cada um tem o Facebook que merece”. Se você está vendo algo ali, não se engane: de alguma forma, deu pistas ao infame algoritmo para que ele imaginasse que aquilo seria de seu interesse. E isso vale também para LinkedIn, Instagram e qualquer outra plataforma. Portanto, não adianta ficar esbravejando com o que lhe jogam na cara. Faça uma autoanálise: quanto daquilo é resultado de suas inúmeras pegadas digitais (que todos nós deixamos)?

E aí vai a dica de ouro: não acredite em tudo que lhe contam, principalmente quando aquilo parece ser uma unanimidade a sua volta. Disse certa vez o grande Nelson Rodrigues: “Toda unanimidade é burra. Quem pensa com a unanimidade não precisa pensar”.

Dessa forma, a coisa pode ficar interessante para nós também!

As marcas, pelo menos as mais inteligentes, usam toda essa informação para nos conhecer melhor e, assim, oferecer produtos que atendam nossas expectativas com grande eficiência. E não fazem isso porque são “boazinhas”: fazem isso porque, com essa atitude, aumentam incrivelmente a chance de nos vender seja lá o que for!

Claro! Se alguém nos oferece algo que está totalmente alinhado com o que queremos, por um bom preço, na hora que estamos buscando, as chances de fecharmos negócio são imensas! Com um bom uso dessa tecnologia, os quatro pilares da gestão de relacionamento com o cliente –o cliente certo, a oferta certa, o momento certo, o canal certo– podem atingir um novo e poderosíssimo patamar!

As companhias devem apenas tomar cuidado para não escorregar na ética. Diante de uma infinidade de informações dos consumidores, até onde podem ir? De uma maneira geral, há uma pergunta que deve ser sempre respondida afirmativamente para seguir adiante: “estou usando uma informação que foi obtida de maneira legítima e que me foi entregue conscientemente para essa finalidade?”

Portanto, não precisamos ter medo ou tentar “enganar” as diferentes plataformas digitais, especialmente porque isso está cada vez mais impossível. Devemos, isso sim, usar a inevitabilidade de que somos rastreados e muito conhecidos, para que, cada vez mais, tenhamos ofertas que atendam nossas demandas.

Se tivermos essa consciência e essa visão crítica do que nos for apresentado, poderemos desfrutar de uma sociedade tecnologicamente desenvolvida, em que todos podem ganhar. Caso contrário, se terceirizarmos nossa capacidade de decisão aos algoritmos, aí sim seremos apenas massa de manobra.

Como você se encaixa nisso?


E aí? Vamos participar do debate? Role até o fim da página e deixe seu comentário. Essa troca é fundamental para a sociedade.


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Se até o Municipal está fazendo “lives”, qual a desculpa para ainda não ter resultados com o digital?

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A Orquestra Sinfônica Heliópolis no Theatro Municipal de São Paulo: celulares na plateia e hashtags sobre o palco - Foto: Paulo Silvestre

A Orquestra Sinfônica Heliópolis no Theatro Municipal de São Paulo: celulares na plateia e hashtags sobre o palco

Na semana passada, tive um “click” enquanto assistia à Orquestra Sinfônica Heliópolis, no Theatro Municipal de São Paulo. Observe a foto acima, que tirei ao final da apresentação: celulares nas mãos do público e hashtags projetadas sobre o palco. Mais que “modinhas”, isso representa uma estratégia para se aproximar do público. Achei incrível! Não porque seja algo revolucionário, mas constatei (uma vez mais) que mesmo instituições consideradas “conservadoras” podem tirar grande proveito dos recursos digitais. Enquanto isso, muitas empresas e profissionais “progressistas” patinam nesse quesito, sendo aos poucos colocados fora do mercado.

Como podem ainda perder boas oportunidades, 24 anos após a liberação da Internet comercial no Brasil e uma década após a revolução do iPhone colocar um smartphone na mão de todos?


Vídeo relacionado:


O interessante do caso no Municipal é que demonstra como é possível introduzir os recursos digitais de maneira criativa, sem necessariamente provocar mudanças profundas no próprio negócio e respeitando os movimentos de seus clientes. Assim que as luzes se apagaram, ouvimos aquela tradicional gravação, dizendo que celulares deveriam ser desligados, e que era proibido filmar e fotografar o espetáculo.

Mas, antes de começar, o maestro Edilson Ventureli falou à plateia que aquele concerto estaria sendo transmitido ao vivo pelo Facebook e que o “bis” seria escolhido ao longo da apresentação em uma votação online. Mais que isso: nessa hora, todos estavam convidados a sacar seus celulares e fotografar e filmar a obra. O regente sugeriu até que as pessoas fizessem “lives” no Facebook. Alguns músicos estavam, eles próprios, fazendo suas transmissões ao vivo, como pode ser visto na foto a seguir (observe o celular gravando ao lado da partitura).

Você pode argumentar: isso acontece há anos em shows de rock! Pode ser, mas aquilo não era um show de rock: era uma apresentação no Municipal, uma instituição inaugurada em 1911 para atender aos anseios culturais da elite paulista, e que mudou muito pouco nesses 107 anos. Por isso, iniciativas como essa de usar o digital para ampliar seu público merecem aplausos de pé!


Assista à íntegra do concerto (1h20’):

Orquestra Digital

Orquestra Digital transmite Orquestra Sinfônica de Heliópolis, parceria Escola Concept e apoio Vivo.É assim que a Catraca Livre facilta seu acesso à cultura.

Posted by Catraca Livre on Sunday, August 5, 2018


Eu, que saí todo feliz dali, tive que amargar, no dia seguinte, uma notícia ruim vinda de alguém que usa mal os meios digitais.

 

Uma árvore já quase sem folhas

A Editora Abril já foi a maior editora de revistas do país e sonho de gerações de jornalistas, que almejavam trabalhar em algum de suas centenas de títulos.  Mas a companhia nunca se adaptou às mudanças de seu público, que há pelo menos uma década rejeita o modelo de negócios baseado em assinatura e publicidade, as suas duas formas básicas de receita editorial. Como resultado, a empresa vem em queda livre, encerrando títulos e demitindo profissionais em ondas. A mais recente aconteceu na segunda passada, quando encerrou dez títulos e demitiu cerca de 500 pessoas.

Como uma empresa como a Abril, com o poder político, cultural e econômico que já teve, pôde chegar assim, ao fundo do poço? Será que as pessoas não consomem mais jornalismo? Será que elas não pagam por conteúdo? Será que elas não leem mais?

É exatamente o contrário de tudo isso!

Nunca lemos e consumimos tanto conteúdo (inclusive pago). E o jornalismo continua valendo muito! Mas a Abril se descolou do seu público. Insistem com um modelo que funcionou brilhantemente até a virada do século, mas que não encontra mais espaço na mente e no coração de ninguém.

Portanto, quem está matando a Abril e tantos outras empresas de comunicação não é a tecnologia: é seu público, que não vê mais valor no que fazem, ou pelo menos na maneira como fazem! E aí correm para consumir esse produto de outras empresas, mais modernas, que entendem o poder que o digital dá às pessoas, e assim ganham mercado.

Não adianta ficar espezinhando contra o novo!

 

A mudança sempre chega

A nossa própria percepção da realidade depende inerentemente de nos comunicarmos, e consequentemente da linguagem. Só que os meios digitais estão alterando profundamente a maneira como nos comunicamos, e a própria linguagem. Basta observar crianças e adolescentes, que desenvolvem ricas formas de comunicação verbal e não-verbal, às vezes impenetráveis para as gerações anteriores. E eles estão certos!

A tecnologia altera, portanto, como interagimos com o mundo. Como uma empresa ou um profissional pode, então, esperar ter sucesso sem se adaptar a esses inevitáveis e muito bem-vindos movimentos? Agarrar-se a fórmulas consagradas é o primeiro passo para enterrar um negócio bem-sucedido. As mudanças (tecnológicas ou não), não devem ser vistas como ameaças, e sim como oportunidades.

Talvez alguns, nesse ponto, estejam torcendo o nariz e dizendo que “tudo isso é lindo, mas não serve para mim”.

Bem, já que acabei de falar de “enterrar”, gostaria então de mencionar o caso do Jardim da Ressureição, um cemitério localizado em Teresina, no Piauí, que praticamente redefiniu como um o segmento deve ser comunicado. Com 160 mil seguidores em sua fan page no Facebook (a maioria de outras cidades), a empresa conseguiu destacar sua marca nas redes sociais e buscadores usando bem os recursos das plataformas e tratando a morte com bom humor. Resultado prático: aumento de 40% em suas vendas.

É um cemitério! Quem vai dizer agora que os mios digitais não servem para seu negócio?

 

Tecnologia e humanidade

As tecnologias digitais criam, sem dúvida, inúmeras portas para quem tiver a mente aberta. Por mais que sejam feitos grandes investimentos em redes sociais, publicidade online, machine learning, sistemas automatizado e tantas outras novidades, no final sempre chegamos ao ser humano.

O uso da tecnologia por si só, automações inconsequentes, adoção de modismos tecnológicos podem encher os olhos do pessoal de TI, mas isso tudo só funcionará se servir para aproximar as pessoas que estão dentro das empresas (seus funcionários) das pessoas que estão fora delas (seu público). Qualquer coisa diferente disso, é como dar um carro a alguém que não sabe dirigir.

Portanto, profissionais e companhias precisam abraçar o meio digital, claro. Entretanto, mais importante que isso, precisam aprender a ler as mudanças vividas pela humanidade e a tirar proveito delas de uma maneira criativa e ética, em que todos ganhem. É aí que reside a verdadeira inovação.

Sejamos, então, mais como o Theatro Municipal de São Paulo e menos como a Editora Abril.

 

E aí? Vamos participar do debate? Role até o fim da página e deixe seu comentário.
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Por que (e COMO) temos que aparecer bem nas redes sociais

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Obama brinca com seu cachorro Bo, quando ainda era presidente dos EUA: trabalho nas redes para se aproximar do cidadão comum - Foto: divulgação

Obama brinca com seu cachorro Bo, quando ainda era presidente dos EUA: trabalho nas redes para se aproximar do cidadão comum

Você já ouviu o ditado que afirma que “quem não é visto não é lembrado”? Em tempos em que nunca nos desconectamos totalmente das redes sociais, essa afirmação ganhou uma nova dimensão de verdade. Qualquer que seja a sua profissão, qualquer que seja o seu negócio, aparecermos bem no LinkedIn, no Facebook, no Instagram e afins pode ser determinante para o nosso sucesso. É uma enorme obviedade dizer isso a essa altura do campeonato, mas o fato é que pouca gente verdadeiramente ganha com essa exposição. Por que uns têm sucesso e outros não? Existem limites para isso?

Claro que sim! E nada é por acaso: colher frutos da presença nas redes sociais exige técnica e autoconhecimento.

Nessa semana, estava com uma mentoranda minha e ela me contou que suas clientes estão lhe parabenizando pela grande quantidade de trabalhos que está realizando. Que ótimo! Mas ela me confidenciou que continua fazendo exatamente o mesmo trabalho, da mesma forma e na mesma quantidade que já faz há bastante tempo.

A diferença é que agora ela está contando isso nas redes sociais.

É importante dizer que ela não está exagerando na sua promoção, não está “carregando nas tintas” e definitivamente não está mentindo. Ela está apenas contando eficientemente a seu público o bom trabalho que já vinha realizando. Mas isso foi suficiente para alterar a percepção que suas clientes têm do que ela faz. E isso lhe rende dividendos.

O interessante é que isso vale tanto para um pequeno negócio, como o dela, quanto para megacorporações e profissionais de grande destaque. Um bom exemplo é o atual morador da avenida Pennsylvania, 1.600, em Washington DC: Donald Trump, o homem mais poderoso do mundo, usa fortemente o Twitter para se posicionar publicamente. É verdade que, graças a seu caráter intempestivo, muitos de seus tweets deixam seus assessores de cabelo em pé. Mesmo assim, gostemos dele ou não, é inegável que ele sabe se apropriar do meio digital para deixar claro o que pensa.

Seu antecessor no cargo não usava essas plataformas tão intensamente, mas trabalhava muito bem sua imagem nas redes sociais. Barack Obama usava habilmente esses recursos para se aproximar do cidadão comum, quase como se fosse um deles. Eram recorrentes fotos em que aparecia fazendo atividades de uma “pessoa normal”, como brincar com o cachorro (como a que esse vê acima) ou fazer um churrasco. Sua esposa, Michelle, também se envolvia bastante na empreitada.

Obama é um cidadão comum? Claro que não! Nem mesmo agora, que já deixou o cargo. Mas até ele precisa cuidar de sua imagem para seus objetivos profissionais, e essa presença na rede é fundamental para isso. Vale lembrar que uma grande quantidade de fundos para suas duas campanhas presidenciais vitoriosas veio justamente do uso hábil das redes sociais.

Cabe aí uma pergunta: a exposição nas redes sociais pode distorcer a realidade?

 

As duas taças de vinho do solitário

 

Na aula da professora Pollyana Ferrari, no mestrado do programa de Tecnologia da Inteligência e Design Digital, na PUC-SP, aparece recorrentemente uma imagem que todo mundo aqui já deve ter visto em alguma das suas incontáveis versões: uma foto de duas taças de vinho diante de um lindo cenário.

Love is in the air!” A ironia é que, apesar da cena romântica divulgada, em muitas vezes quem publicou a foto é uma pessoa sozinha. Mas o fato de a foto estar ali debaixo do seu nome pode fazer muita gente acreditar que está no auge de um belo relacionamento.

Sem entrar no mérito de por que alguém faz uma coisa dessas, o fato é que, sim, a realidade pode ser literalmente distorcida nos meios digitais, para todo tipo de ganho. E tem muita gente fazendo isso agora mesmo, inclusive pessoas com quem você pode se relacionar aqui.

Não faça isso!

Valendo-me de outro ditado, “a mentira tem pernas curtas”. Mesmo enganadores habilidosos acabam escorregando em algum momento. E aí, toda aquela reputação que vinha sendo criada e garantindo contratos vai por água abaixo. Pior: em alguns casos, as vítimas podem até mesmo exigir seus direitos na Justiça.

Há ainda um agravante: as redes sociais são um incrível amplificador, para o bem ou para o mal. Um uso consciente e ético pode alavancar qualquer carreira ou negócio, mas uma fraude pode transformar uma estrela em poeira. No meio online, tudo acontece em escala superlativa e em tempos minúsculos.

Portanto, só publique sua foto com duas taças de vinho se alguém estiver com você.

 

“Tá se achando?”

Em palestras, aulas e mentorias, vira e mexe uma pergunta me é feita: “mas, se eu ficar falando de mim mesmo, as pessoas não vão dizer que eu ‘estou me achando’?”

Claro que não! Desde que você faça isso direito.

Nada mais chato que um sujeito que fica o tempo todo dizendo apenas como ele é incrível, como transforma em ouro tudo que toca, como faz brilhar a vida de todos que conhece: o sujeito é praticamente um santo!

Vai por mim: isso não existe!

Publicações demasiadamente egocêntricas podem até convencer em um primeiro momento, mas logo acabam caindo em descrédito. Ou -pior- viram motivo de chacota, junto com seu autor.

A dica de ouro é: fale somente a verdade! Não fique inventando coisas que não é ou não faz, nem “doure a pílula”. A melhor maneira de se construir uma reputação duradoura é usar, como suas fundações, fatos e méritos verdadeiros. Eles são inabaláveis.

Mas, por outro lado, não seja demasiadamente humilde. Muita gente -talvez a maioria das pessoas- tem vergonha ou receio de contar aos outros o que tem de bom. É exatamente o contrário do exemplo logo acima! O problema, nesse caso, é que, se você não contar o que você tem a oferecer, ninguém saberá disso. E daí, como esperar que alguém o contrate por essa habilidade?

Também “não force a amizade”. Por mais que se esteja dizendo apenas a verdade, não precisa ficar falando isso o tempo todo aos quatro ventos: dose a sua exposição a um volume razoável! Tampouco faça isso sempre do mesmo jeito: sempre dá para encontrar um jeito novo e diferente de apresentar o que faz, para não ficar repetitivo e, consequentemente, cansativo.

Uma boa presença nas redes sociais também trabalha com os valores que cada um de nós carrega dentro de si, e que nos define. Qual desses valores podem ser oferecidos ao seu público? Entre os meus, por exemplo, está compartilhar conhecimento, o que faço em artigos como esse, em palestras, em cursos, em mentorias. É algo em que acredito, que me deixa feliz e que efetivamente ajuda pessoas e empresas.  Por isso, é um tema recorrente na minha presença digital.

Quais são os seus valores que podem indicar algo que possa oferecer a seu público? Pense nisso, mas seja consistente: não adianta pregar algo, mas suas ações não condizerem com aquilo.

Por fim, ofereça algo às pessoas. Todos nós podemos contribuir com o próximo, nem que seja com as pessoas ao nosso redor. E as redes sociais são uma ótima ferramenta para ampliar ainda mais o alcance disso. Longe de ser uma ferramenta de marketing vazia, isso traz grandes ganhos a todos, inclusive para quem está oferecendo, com inestimáveis ganhos até para a alma.

Portanto, pare e pense: a sua presença nas redes sociais está adequada?

Seja sincero sempre e cuidado com o ego. Diga o que faz e ofereça de coração algo às pessoas. Seja acessível e também disponível. São atitudes simples, mas que demonstrarão o seu caráter. E, se fizer isso direitinho, você colherá bons frutos, e ninguém dirá que “esse aí se acha!”


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É incrível, mas tem gente que ainda não sabe usar o LinkedIn

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“Quem não comunica se trumbica!” A célebre frase de Chacrinha define um bom uso do LinkedIn - Foto: divulgação

“Quem não comunica se trumbica!” A célebre frase de Chacrinha define um bom uso do LinkedIn

Você já pensou seriamente sobre o que você faz no LinkedIn? Mais que recursos exclusivos entre as redes sociais, a maior plataforma de caráter profissional do mundo oferece conteúdo de qualidade e um ambiente ótimo para se construir uma boa reputação profissional, até mesmo sem investir um centavo, resultando em empregos e negócios! Então responda honestamente a você mesmo: está tirando o máximo proveito que essa ferramenta lhe oferece?

Não é segredo que o LinkedIn ocupa um espaço importante em minha vida. Posso afirmar categoricamente que o tempo investido na rede tem se revertido em muitos contatos interessantíssimos e consequentes trabalhos. Não estou sozinho nisso: afinal são 31 milhões de usuários no Brasil! Mas eu fico impressionado ao notar que a imensa maioria dessas pessoas faz um uso limitadíssimo da rede. E também me questiono por que o Facebook tem 130 milhões de usuários no país e o LinkedIn tem “apenas” um quarto disso.

De forma alguma estou desmerecendo a rede do Mark Zuckerberg: também a uso intensamente. Mas é inegável que os propósitos das pessoas nas duas redes são diferentes, por mais que tenha ouvido, cada vez mais, que o LinkedIn esteja sendo “facebookado”, tese depreciativa que rejeito. No LinkedIn, os usuários têm um foco em aprender e compartilhar assuntos profissional ou socialmente relevantes, criar vínculos profissionais, promover produtos sem necessariamente investir em publicidade. Essa é a sua grande força, desperdiçada e até mesmo desconhecida pela massa de usuários.

Não me refiro às várias técnicas para criar um bom perfil, conhecer pessoas interessantes e ser visto por elas: elas existem mesmo e são muito úteis, até mesmo essenciais! Mas isso é apenas o começo da sua presença na rede. Limitar-se a buscar um bom perfil é como construir uma casa com uma fundação incrível, mas colocar nela as paredes.

 

Quem tem boca vai a Roma

O erro mais comum que observo é o de as pessoas acharem que o LinkedIn é um “site de currículos”, que serve apenas para procurar emprego. Acredito que esse seja um dos principais motivos para tanta gente boa não participar dele: afinal não estão procurando emprego.

Bem… o LinkedIn não é só isso!

Talvez em sua gênese, fosse. E é verdade que os dois empregos mais bem remunerados que já tive vieram dele. Mas tudo isso foi antes do “novo LinkedIn”, aquele que permitiu publicarmos conteúdo e elevaram os níveis de relacionamento qualificado a um patamar inédito.

Portanto, aqui vai uma grande dica, construída sobre aquelas obviedades da vida que todo mundo sabe, mas poucos praticam: rede social serve para sociabilizar!

Ridículo dizer isso? Nem tanto! A maioria dos usuários cria (bem ou mal) o seu perfil e nunca mais aparece ali. Não lê ou curte o que as pessoas estão publicando, não fala com ninguém, não recomenda seus amigos em seus perfis.

Sabe o que essa pessoa ganha com sua (falta de) participação no LinkedIn? NADA!

O motivo é muito simples. Quando não se tem nenhuma atividade na rede, a “relevância” do perfil para os algoritmos do LinkedIn desaba. Falando em português, sem atividade na plataforma, quando alguém procurar por um profissional com seu perfil, ele até será selecionado, mas ficará tão embaixo na relação de candidatos criada pelo sistema, que será a mesma coisa que não estar lá.

Então, se você já não faz isso, comece a desenvolver o saudável hábito de dar uma passadinha no LinkedIn todos os dias, ver o que as pessoas estão publicando ou comentando, participar das conversas, curtir o que acha que vale a pena, e ser generoso com seus contatos.

Afinal, já dizia o Chacrinha: “quem não comunica se trumbica!”

 

Mostre a que veio ao mundo

Mas o grande diferencial para criar uma boa reputação no LinkedIn e ficar sempre em evidência depende de seu altruísmo.

Isso mesmo! Poucas coisas são tão poderosas quanto participar da rede compartilhando o que você sabe, dando opiniões (embasadas) sobre publicações dos outros, conversando com as pessoas sobre esses temas e ajudando-as da melhor maneira possível.

A verdade é que a maioria das pessoas quer consumir algo (ou muito) na rede, mas poucos são aqueles que estão dispostos a oferecer algo em troca. E não estou dizendo aqui que é necessário ficar horas todos os dias no LinkedIn: claro que não! Mas todos os dias ficamos sabendo ou pensamos em algo que poderia ser útil a outras pessoas. Por que guardar tudo para si?

Compartilhe! Pode ser artigos, um material bem trabalhado, feito com pesquisa e mais longo, ou comentários rápidos a partir de algo que ficou sabendo. Os dois são importantes para construir uma boa reputação na rede, por diferentes motivos.

Os artigos têm vários pontos positivos. O primeiro deles é que você tem liberdade para desenvolver sua tese plenamente: não há restrição de espaço ou de uso de recursos multimídia, como vídeos, áudios e imagens. Além disso, eles ficam permanentemente associados aos nossos perfis no LinkedIn, sendo facilmente resgatados. Por conta de tudo isso, eles normalmente têm excelente engajamento (curtidas comentários, compartilhamentos). Mas a sua audiência é normalmente baixa, inclusive porque os algoritmos do LinkedIn diminuíram imensamente as suas ocorrências nos feeds de notícias dos usuários. Mesmo assim, os artigos são a melhor ferramenta para fundamentar a sua autoridade no seu campo de atuação.

Já as atualizações (ou posts) são o contraponto perfeito. Graças ao algoritmo de relevância, eles costumam ter uma audiência bastante grande, apesar de apresentarem engajamento proporcionalmente baixo. Além disso, são como estrelas cadentes: brilhantes, porém fugazes. Se os outros usuários os virem no dia em que foram publicados, ótimo! Caso contrário, provavelmente nunca mais terão essa chance. Portanto, as atualizações são ótimas para manter você em evidência na rede.

Dessa forma, o ideal é publicar artigos de vez em quando e atualizações frequentemente. Essa é a melhor combinação de qualidade com evidência!

Claro que ainda há a questão de o que e como escrever os artigos e as atualizações. Mas nem mesmo esse artigo seria suficiente para explicar. Fica para uma conversa comigo pessoalmente. É só marcar!

Com tudo isso, o LinkedIn é certamente a melhor ferramenta para você atingir seus objetivos profissionais e até pessoais. Pode ser seguramente a sua melhor mídia (e você nem precisa pagar por ela). Mas não existe almoço grátis: é necessário um perfil bem construído, relacionamento com as pessoas e produção de conteúdo.

Parece muito trabalhoso, parece demasiadamente difícil. Você pode até achar que não é para você. Mas acredite: é como aprender a andar de bicicleta! Todos podem fazer isso e, quando se aprende (e não demora), a coisa fica bem prazerosa. E recompensadora! O que está esperando?


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