All posts by Paulo Silvestre

“Isso não é Facebook!”

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A liberdade de pensamento encara uma nova frente de batalha, no terreno de expressão mais democrático de todos: as redes sociais. Desde antes das últimas eleições, as patrulhas ideológicas que combatem o que é contrário a seu pensamento ganham força gradativamente nessas plataformas. Promovem uma avalanche de desinformação e de críticas ácidas, com o objetivo de desqualificar o assunto e o autor.

A diferença é que os alvos não se resumem mais apenas a jornalistas e outras pessoas de destaque na sociedade: agora qualquer um pode ser alvejado pelas milícias digitais. Isso me entristece e dispara o alerta! Para evitar esses ogros, usuários andam fazendo apenas publicações “seguras” nas redes, especialmente no LinkedIn, onde ainda há conversas de alto nível.


Saiba mais sobre esse assunto no vídeo abaixo:


Pessoas com excelentes ideias estão deixando de publicar assuntos que precisam ser debatidos, com receio das críticas ou simplesmente porque se cansaram de “dar pérolas aos porcos”. Sobram então as que não incomodam ninguém, justamente por não trazer temas impactantes, ficando no sucesso insosso. Com isso, o nível do debate na rede desabou, e ela vem se tornando terreno para propaganda e vivaldinos que enrolam a audiência.

“Isso aqui não é Facebook!” Essa é a mensagem padrão quando alguém acha que um conteúdo publicado no LinkedIn é inadequado para a rede. De fato, cada rede social tem um estilo de conteúdo e uma proposta. Em alguns casos, como no LinkedIn, a própria comunidade de usuários ser ocupa de garantir que isso seja respeitado. Mas esse mecanismo legítimo vem sendo usado para iniciar o processo de censura, em que abordagens contrárias ao pensamento dos censores devem ser banidas do debate.

Os antigos diziam que “política, futebol e religião não se põem à mesa”. Mas, ao contrário do que muitos pensam, discutir esses temas nas redes sociais não é algo ruim. Na verdade, é muito necessário, desde que feito de uma maneira construtiva, com respeito, tolerância e baseado em fatos e bons argumentos.

Esses temas definem o que somos e moldam nossa sociedade. A política faz parte da nossa vida: somos animais políticos! Então, como podemos querer ficar só nas postagens seguras, ou fugir ou bloquear o debate?

Isso é algo que vale a pena e que deve ser perseguido! Justamente debatendo esses temas, melhoramos o nível da rede, que anda inundada de propagandas, de gurus de fórmulas mágicas para tudo e de posts rasos como um pires.

Quando não nos posicionamos, deixamos de mostrar quem somos, deixamos de contribuir com a sociedade, de construir nossa imagem em um mundo que funciona de maneira intimamente ligada ao meio digital. Não deixe de publicar por medo de errar. E não seja “morno” querendo agradar todo mundo, pois isso nunca acontecerá!

Às vezes, quando me posiciono sobre esses temas, sou vítima dessa retórica furiosa, que surge na forma de comentários raivosos e até mal-educados. Sempre sou muito cuidadoso na escolha das palavras e na construção das ideias. Mas isso não é suficiente, pois o intolerante apedreja quem não pensa como ele.

A ironia é que o intolerante faz isso justamente porque eu o aceito como é desde o princípio. Mas, no final, ele continuará sendo intolerante, talvez exercitando isso da maneira ainda mais raivosa. Por isso, a única intolerância justificável é contra a própria intolerância!

Isso acontece há muito tempo no futebol, com as torcidas organizadas. Mas agora estamos vendo isso com força na religião, na política e até na economia. Aliás, essas coisas estão se misturando e criando uma amálgama bem coesa e perigosíssima, pela força que dá à violência.

Não pode haver apenas um time de futebol, nem uma única religião, nem um único partido político! Ou nos tornaremos uma república de fanáticos, que nem percebem seu fanatismo.

A liberdade de defender um ponto de vista não pode superar direitos essenciais do ser humanos, como liberdade de pensamento, direito à vida, à educação, a condições dignas de trabalho, de saúde, de moradia. E todos devem ser iguais perante a lei!

É comum encontrar no LinkedIn a frase “isso não é Facebook”, quando uma publicação é considerada inadequada para a rede. Mas, se as coisas continuarem assim, o LinkedIn pode se tornar justamente um Facebook, pelo menos no quesito de debates socialmente relevantes…

Há uma frase equivocadamente atribuída ao filósofo francês Voltaire, que é muito adequada à situação: “eu discordo do que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo.”

Quem aqui está pronto para isso?


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Google Maps completa 15 anos e amplia seu impacto social

By | Tecnologia | No Comments

Neste sábado (8), o Google Maps completa 15 anos. Criado com o objetivo nada modesto de mapear toda a Terra, ele se tornou um dos serviços online mais usados do mundo, com mais de 1 bilhão de pessoas pesquisando nele endereços todos os meses.

Na quinta, estive no Google Brasil e conversei com André Kowaltowski, gerente do Google Maps para a América Latina. A entrevista pode ser vista no vídeo a seguir.


Saiba mais sobre esse assunto no vídeo abaixo:


O Google Maps não foi o primeiro serviço da categoria. O título pertence ao MapQuest, lançado nove anos antes (e que ainda existe), mas o Maps definiu um novo padrão de qualidade, que deixou os concorrentes para trás.

O que provavelmente pavimentou seu caminho para o sucesso (sem trocadilhos) foi o lançamento, ainda em 2005, de uma API (atualmente “Google Maps Platform”) que permitiu que qualquer site ou aplicativo incorporasse suas funcionalidades. Hoje mais de cinco milhões deles usam o recurso. Como resultado, o Maps impacta a sociedade de uma maneira que poucos serviços conseguem.

Para comemorar o aniversário, o Google Maps ganhou um novo ícone, e os aplicativos para Android e iOS foram reorganizados em novas abas: “explorar”, “dia a dia”, “salvos”, “contribuir” e “novidades”.

Nas próximas semanas, novos recursos serão adicionados ao serviço. Um dos mais interessantes é um sistema de realidade aumentada, que ajudará as pessoas que usam o aplicativo caminhando por um lugar desconhecido, evitando que andem para o lado errado. Isso é feito porque o Maps reconhecerá o local combinando a imagem capturada pela câmera com sua enorme base de imagens do Street View.

Ao traçar rotas, o Maps trará opções “multimodais”, oferecendo combinações de diferentes tipos de transporte para o usuário chegar mais rápido ao destino, como bicicleta, ônibus, metrô, trem, carros de aplicativo e até caminhando. E, para 61 cidades, o sistema trará a localização dos ônibus em tempo real. Além disso, serão incluídas, com a participação de usuários, informações como temperatura dentro do transporte público, se tem sistemas de segurança, sua acessibilidade e, no caso de metrô e trens, se há vagões exclusivo para mulheres.

O meio digital pode lhe deprimir ou curar: depende de você

By | Educação | No Comments

Vivemos uma corrida para nos destacar nas redes sociais. Alguns fazem isso por trabalho, outros para satisfazer o ego, e há ainda aqueles que simplesmente querem aceitação do seu grupo social, ainda que inconscientemente. Nem sempre as coisas saem como queremos. Em uma sociedade já bastante digitalizada, esse “fracasso” pode gerar tristeza, angústia, ansiedade e até depressão.

Nesse cenário, uma das principais ferramentas para construirmos nossa imagem digital é o que publicamos nas redes. Isso gera uma avalanche de conteúdo, com a qual não conseguimos lidar, aumentando ainda mais os sentimentos acima. Para piorar, as “fake news” aparecem como alternativa, pois, como normalmente têm grande apelo, acabam seduzindo aqueles que não conseguem aparecer com seu próprio conteúdo e, por isso, as espalham.


Saiba mais sobre esse assunto no vídeo abaixo:


Em uma aula em 2018 com a professor Lucia Santaella, que foi a orientadora do meu mestrado e é uma autoridade internacional em semiótica, ela disse uma coisa que me marcou muito: “As redes sociais não criam nada novo, mas fazem tudo acontecer de maneira mais intensa e em um tempo menor.”

Ou seja, os fatos acontecem no seu ritmo. Mas, com o meio digital, somos bombardeados com uma quantidade enorme e crescente de informações. Antes de assimilarmos uma notícia, já temos que lidar com outras três. E esse volume cresce assim exponencialmente.

Daí vem a ansiedade.

A crise do coronavírus é um ótimo exemplo. Trata-se de uma doença perigosa e precisa ser observada com seriedade. Mas não é o apocalipse zumbi! A crise da SARS, em 2002, por exemplo, foi mais grave e a humanidade não pereceu.

O problema é como isso chega nas redes sociais. Tenho observado muita gente acreditando e espalhando todo tipo de notícia falsa, especialmente no Facebook e no WhatsApp. Nessas horas, aparecem os vivaldinos que querem ter ganhos econômicos ou políticos, distorcendo os fatos a seu favor. E há aqueles que simplesmente passam informações erradas ou inócuas, por ignorância ou má fé mesmo.

Vi gente conclamando a população a aumentar o consumo de vitaminas, para evitar a contaminação. E alguns “figurões” (estão mais para figurinhas mesmo) espalharam até que a Fundação Bill e Melinda Gates, do fundador da Microsoft, teria patenteado o coronavírus em 2014, com o objetivo de redução populacional!

Sério mesmo?

Crescimento da intolerância

Vivemos um momento triste da história, de polarização extrema, de violência, de intolerância e de donos da verdade pipocando de todos os lados. E todos esses sentimentos e essa percepção são alimentados por nós mesmos nas redes sociais!

A sensação que dá é que o mundo está piorando ao longo do tempo. Mas, na verdade, está melhorando! Não me refiro a esse ano, ao ano passado, aos últimos cinco anos: estamos em um momento de crise, de piora mesmo. E isso contamina a nossa percepção, porque estamos literalmente vivendo todos esses problemas na nossa pele, todos os dias.

Eu quero dizer que está melhorando ao longo de décadas!

Por exemplo, segundo o IBGE, a expectativa de vida do brasileiro ao nascer chegou a 76,3 anos em 2018. Em 1900, esse indicador era de míseros 33,4 anos! Isso acontecia porque a medicina era muito pior, não havia remédios e vacinas como hoje (nem antibióticos), as pessoas não se alimentavam tão bem, e as condições de trabalho também eram muito piores.

Mas essa melhora não foi exatamente linear. Teve altos e baixos. Se olharmos de longe o gráfico, eles não aparecem tanto. Mas, se aproximamos com uma lupa, vemos que existiram anos de mais sofrimento e outros de mais bonança. A diferença é que essa percepção, no passado, era menos intensa, inclusive porque não havia tantos veículos de comunicação. Hoje vivemos tudo isso com muito mais intensidade.

Por isso, digo que os jornais hoje contam os fatos do dia, mas, quando olhamos um noticiário consolidado do passado, eles se tornam “livros de história” incrivelmente detalhados. Isso ficou muito claro quando eu tive o prazer de ser o gerente do projeto que criou o Acervo Estadão, digitalizando todas as páginas do jornal, fundado em 1875.

Então, para que todos vivam melhor, precisamos cuidar de como usamos o meio digital. Sem falar que o que publicamos, mesmo que seja uma singela foto, constrói a nossa imagem digital. E, em uma sociedade permanentemente online, a nossa imagem digital é a nossa principal imagem!

Portanto, “não alimente os trolls”! Não acredite em qualquer coisa, especialmente se vier de pessoas que vivem de atitudes extremas e radicais, de “fake news” e cortinas de fumaça. Não se informe pelo WhatsApp!

Precisamos usar esse incrível poder que todos nós temos, nas redes sociais, para construir algo que não seja bom só para nós mesmos. Quando aproveitamos o meio digital para construir algo que ajude muita gente, que busque uma sociedade mais justa, equilibrada e verdadeira para todo mundo, nós não apenas melhoramos a nossa imagem, como também diminuímos essa ansiedade imensa em que vivemos.

E aí, prontos para isso?

Não há atalho nas redes sociais

By | Educação | No Comments

Se tem uma coisa que muita gente quer saber e outro tanto tenta vender é a “fórmula mágica” de como se dar bem nas redes sociais. Afinal, criar uma boa imagem nas redes é um excelente marketing para qualquer profissional e qualquer empresa.

Pena que isso não existe!

Existem, sim, boas práticas que ajudam, mas elas precisam ser usadas com trabalho duro, consistente e ético. Mas pouca gente está disposta a se dedicar dessa forma


Saiba mais sobre esse assunto no vídeo abaixo:


Na quinta passada, entreguei a minha dissertação de mestrado na PUC de são Paulo, que trata exatamente desse tema. Hoje eu quero compartilhar com vocês o resumo das conclusões desse estudo de dois anos.

Primeiramente, a melhor ferramenta para construir uma comunidade virtual em torno da sua marca, seja um profissional autônomo, seja uma multinacional, é a produção consistente de conteúdo e o relacionamento de qualidade com seu público. As duas coisas são essenciais!



Mas talvez a coisa mais importante de todas é que, para se dar bem nas redes sociais, você precisa construir reputação, e não só ficar fazendo barulho.

E o que eu mais vejo nas redes é gente fazendo barulho!

Entendam: não há nada de errado em vender seu produto, seu serviço na rede. Só que, apenas com isso, enquanto você estiver aparecendo, as pessoas eventualmente comprarão. Quando o barulho acabar, não sobra nada! Em meio a um oceano de ofertas, você não vai ser lembrado.

Outra coisa comum nas redes –e isso é péssimo– são essas “histórias fajutas”, normalmente com uma suposta superação, na tentativa de inspirar as pessoas e mostrar como os autores são “pessoas maravilhosas”.

Muitas dessas “historinhas” usam o conceito da Jornada do Herói, criado pelo grande mitólogo Joseph Campbell em 1949. Ela está associada a um processo de “superação” do autor do conteúdo, que vence suas dificuldades com a ajuda de um mentor e, ao final, regressa triunfante. Mas o próprio Campbell advertia que “o escritor deve ser verdadeiro para com a verdade”.

Infelizmente o que vemos é um abuso desse recurso, pois ele fisga muita gente mesmo! E como muitas pessoas curtem, comentam e compartilham aquela bobagem, os algoritmos das redes a espalham para ainda mais gente.

Essas histórias pioram o nível médio das discussões das redes e atrapalham as visualizações daqueles que realmente estão contribuindo com conteúdos relevantes. Além disso, chega uma hora em que as pessoas percebem o truque, e o autor acaba ficando queimado na rede.

Para a pesquisa, foram analisadas quase mil publicações, de sessenta usuários. O foco foi o LinkedIn, por ser a rede que melhor serve à construção de propósito. Para cada uma delas, foram vistas dez variáveis, incluindo diversas métricas de engajamento, a facilidade de entendimento do conteúdo e se a publicação abordava algo que estava “na moda”, ou seja, um tema sobre o que muita gente estava falando no momento. Houve ainda 35 entrevistas qualitativas com autores.

O estudo demonstrou que existem algumas boas práticas para aparecer bem na rede.

Primeiramente, o autor deve entrar regularmente na plataforma, realizar diversas ações e adotar comportamentos construtivos. Fomentar conversas e participar delas é essencial. O melhor assunto é aquele que o autor domina e que agrada o seu público, e temas “da moda” tendem a trazer melhores resultados, especialmente quando o autor consegue aplicar isso aos assuntos de seu domínio.

A linguagem das publicações deve ser simples de ser entendida, e posts tendem a trazer melhores resultados que textos muito longos. E o melhor dia e horário para publicação é aquele que o público do autor está on line.

Por fim, a presença de imagens é fundamental e vídeos são o formato que mais agrada o público, apesar de não ser garantia de mais engajamento.

É fundamental entender que esse resumo traz apenas sugestões que são observações estatísticas. Nas redes sociais, assim como na vida, não há verdade absoluta.

Uma outra coisa importante que o estudo demonstrou é que uma reputação sólida na rede traz benefícios bem palpáveis no cotidiano dos autores, até mesmo profissionais e comerciais. Ou seja, não é necessário ficar se preocupando em vender explicitamente seu produto. As pessoas compram de quem lembram como uma autoridade no assunto e está sempre presente construtivamente em suas vidas.

Afinal, redes sociais são espaços privilegiados de relacionamento. A construção de uma boa reputação passa, portanto, por ser verdadeiro e humano.

Ainda vale a pena publicar nas redes sociais?

By | Educação | No Comments
Imagem: Universo Produções / Creative Commons

Publicar bom conteúdo nas redes sociais se tornou um excelente negócio para profissionais e empresas. Graças a técnicas cada vez mais refinadas, “transformar-se em um veículo de comunicação” abriu um eficiente canal de relacionamento com clientes. Entretanto, de um ano para cá, muitos bons produtores de conteúdo começam a se questionar se ainda vale a pena investir nisso, o que é uma lástima!

Há dois principais motivos para isso. O primeiro é a enxurrada de conteúdo ruim que invadiu todas as redes. Empurrados por “fórmulas mágicas”, um exército de usuários despeja diariamente milhares de posts de qualidade no mínimo questionável, mas com grande apelo. O objetivo é angariar o máximo possível de curtidas e cliques, ganhando visibilidade para vender algo depois.


Vídeo relacionado:


Os autores desse conteúdo até conseguem atingir esse objetivo, mas ele é fugaz e arriscado. Faz-se muito barulho, mas não se constrói nada com isso. Quando o barulho acaba, não sobra nada! Pior que isso: pela baixa qualidade e até pela “malandragem” embutida na metodologia, muitos já criaram uma má fama nas redes.

Mas o principal problema é que os bons conteúdos acabam se diluindo nessa imensidão de porcaria! Como as pessoas acabam sendo seduzidos pela fórmula e clicando nos posts ruins, os algoritmos de relevância os exibem ainda mais, fazendo com que os diamantes se percam no meio de uma montanha de carvão. E aí os produtores desse bom conteúdo começam a achar que o trabalho fica muito grande para pouco retorno.

O outro problema que está afastando aqueles que criam posts, artigos e vídeos que realmente contribuem com a sociedade são as patrulhas ideológicas, que tomaram as plataformas digitais de assalto. Para esses grupos, quem pensa diferentemente deles merece ser combatido e até mesmo destruído! Para isso, são organizados e violentos.

Esses grupos fazem um barulho enorme, parecendo ser muito mais numerosos, poderosos e inteligentes que o que realmente são. E são sempre os mesmos grupos, tanto de um lado, quanto do outro. Os bons produtores de conteúdo precisam ficar se desviando deles, e aí deixam de falar tudo que poderiam. Ou simplesmente não falam mais.

Isso não acontece só nas redes sociais. As patrulhas ideológicas combatem a boa imprensa, a arte, a educação. Tudo aquilo que faz com que as pessoas pensem mais livremente e tenham uma visão mais plural do mundo.

E é nessa hora que as redes pioram.

É nessa hora que toda a sociedade perde!

Como resolver o problema

As redes sociais são o reflexo da sociedade. Se elas estão ficando piores, é porque a sociedade está ficando pior.

Toda rede social começa com um “clubinho”, um grupo de pessoas mais ou menos homogêneo, que estão ali com o propósito de publicar algo que ensine, inspire ou divirta os demais participantes.

Com o tempo, se a rede fizer sucesso, ela vai se tornando mais e mais popular. Isso significa que pessoas muito diferentes garantirão a entrada no “clube”. A princípio, não há nenhum problema nisso: o convívio saudável com as diferenças é benéfico, pois evoluímos assim. O problema é que, em tempos de polarização ideológica e intolerância, o convívio está cada vez menos saudável! E aí a rede perde seu propósito, sendo destruída de dentro para fora.

Foi assim com o Orkut, com o Facebook… Será que o LinkedIn chegará nisso também?

Espero que não! O LinkedIn sempre foi, de longe, um palco para discussões de alto nível e plurais. De um ano para cá, também foi invadido pelos “malandros”, que querem só se promover, pelas “patrulhas”, que estão tentando fazer a sua tradicional “faxina ideológica” nele também. Felizmente, não estão tendo o mesmo sucesso que o visto em outras redes, especialmente o Facebook e o Twitter.

Espero sinceramente que não consigam, porque ali é lugar de gente mais civilizada. E que o espaço se destina conteúdos de boa qualidade e conversas de alto nível.

Os bons conteudistas não devem, portanto, desanimar com o que está acontecendo. Muito pelo contrário: devem produzir ainda mais! A balança entre o material ruim e o bom está pendendo muito para o primeiro lado. Precisamos equilibrar esses pratos!

Todo mundo tem algo bom para contribuir, para ensinar e para aprender. Você tem: diga! Diga com propriedade e respeito. E faça isso com foco no público, não só para se promover!

Temos que parar de dar audiência para quem não merece, esse pessoal que fica publicando historinhas rasas para vender qualquer coisa depois. As redes sociais não são apenas algoritmos. Elas são feitas, antes de mais nada, de pessoas, e são elas que vão dizer, no final, o que realmente vale a pena aparecer mais.

Produza conteúdo, bom conteúdo! E inspire outras pessoas e empresas a fazerem o mesmo.


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A busca pela verdade

By | Jornalismo | No Comments

Como você se informa? Será que a fonte é confiável ou você está sendo enrolado?

A verdade é essencial para a manutenção da vida e para que possamos nos desenvolver como pessoas e como profissionais. Entretanto, muitas pessoas preferem encontrar mentiras confortáveis para pautar suas decisões.

A busca pela verdade passa pela escolha de nossas fontes de informação. Estudo da Universidade de Oxford (Reino Unido) e do Reuters Institute for the Study of Journalism indica que o brasileiro é o povo que mais se preocupa com as “fake news” no mundo (85%). Paradoxalmente, é um dos que mais se “informa” com fontes pouco confiáveis, como WhatsApp e Facebook (53%). O estudo também indica que a imprensa é a fonte preferida por pessoas com mais escolaridade e em ambientes menos polarizados política ou ideologicamente.

E isso faz todo o sentido! Em países com governos autoritários, como os Estados Unidos, a Venezuela e o Brasil, a imprensa vem sendo fortemente combatida e desacreditada pelos governantes, que querem terreno livre para fazer o que bem entenderem. Claro: uma das principais funções da imprensa é justamente fiscalizar desmandos dos poderosos.

Muitos podem argumentar que a imprensa não é confiável, por ser falha e até “vendida”. Não se pode generalizar! É verdade que algumas empresas de comunicação fazem um mau trabalho, deixando de servir o público. Mas essas estão quebrando! Em contrapartida, há muitos veículos que buscam a verdade com apurações bem feitas, com ética e com seriedade. Esses representam ótimos caminhos para quem busca a verdade.

Veja no meu vídeo abaixo como identificar fontes confiáveis que podem ajudar você a também buscar a verdade. E depois compartilhe conosco nos comentários suas percepções sobre esse cenário em que vivemos.



Assista ao meu vídeo da semana passada, que explica tudo sobre “deep fake” a tecnologia que está se popularizando e permite a criação de vídeos absolutamente convincentes com pessoas fazendo e falando coisas que nunca fizeram. A tecnologia é impressionante, mas cria uma série de preocupações éticas: https://www.linkedin.com/posts/paulosilvestre_deepfake-fakenews-fraude-activity-6619912426118750209-Qg6Y

Veja o resumo do “Digital News Report 2019”, feito pelo Media Lab Estadão. O estudo é realizado anualmente pela Universidade de Oxford e pelo Reuters Institute for the Study of Journalism, sobre o consumo de notícias digitais nos principais países: https://on24static.akamaized.net/event/20/39/69/5/rt/1/documents/resourceList1562351951904/ebookv61562351865480.pdf

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O ano do “deep fake”

By | Tecnologia | No Comments

Hoje o ano se inicia para valer! E faz isso com o alerta de algo que pode “bagunçar o coreto”, especialmente em um ano eleitoral: o “deep fake”. Trata-se de uma tecnologia capaz de criar vídeos absolutamente convincentes com pessoas agindo ou dizendo coisas que nunca fizeram.

Viabilizada pela inteligência artificial e pelas milhões de imagens nas redes sociais, ela chegou a uma tal sofisticação, que nem especialistas conseguem identificar um vídeo verdadeiro de um falso.

Quer entender como ela é feita e ver alguns exemplos? É só assistir ao meu vídeo abaixo:



As fotos e vídeos nas redes sociais são importantes porque servem como base para “calibrar” o sistema de reconhecimento fácil. Todos os rostos têm pontos específicos que servem para os identificar, quase como se fosse uma impressão digital. É assim que, por exemplo, o Facebook consegue saber instantaneamente quem está conosco nas fotos que subimos na rede social.

A inteligência artificial usa essa informação para que o computador aprenda como o rosto de uma pessoa se comporta, como ele fica em cada pose possível. A partir daí, ele consegue sintetizar, com incrível precisão, a imagem de qualquer pessoa realizando movimentos e falando coisas que outra pessoa -um “modelo”- executou em outro vídeo.

Essa tecnologia já é usada há anos por Hollywood em filmes como “Star Wars”, “O Senhor dos Aneis” ou “King Kong”. Mas lá são sistemas caríssimos e extremamente complexos. A diferença é que o “deep fake” pode ser realizado em um computador doméstico, com software gratuito. E qualquer um pode se tornar vítima disso hoje.

Surge a pergunta: como evitar que isso aconteça?

Tudo isso ganha ainda mais relevância se considerarmos que estamos em um ano eleitoral. É só pensar no estrago que as “fake news” vêm fazendo desde antes das eleições anteriores. E, diante do “deep fake”, as infames notícias falsas parecem brinquedo de criança.

O problema é mais grave que muitos podem perceber a princípio. Várias tentativas estão sendo feitas para “separar o joio do trigo”, mas infelizmente elas têm falhado na tarefa. A própria inteligência artificial que viabiliza o “deep fake” virou ferramenta, mas os resultados são frustrantes. Há ainda iniciativas “malucas”, como obrigar que todas as câmeras criem um “selo de autenticidade digital” nas imagens que produzirem ou que ainda as pessoas registrem continuamente o que fizerem, onde e com quem estiverem.

No final das contas, a solução mais razoável é a mesma que a das “fake news”: educar a população. O problema é que, se falhamos miseravelmente nessa tarefa, que dizer agora com o “deep fake”, muito mais convincente que escandalosos postagens falsas distribuídas pelo Facebook e pelo WhatsApp?

Uma vez mais, a responsabilidade para encontrar a verdade no meio de um mar de mentiras recai sobre a boa imprensa. Somente ela, tem esse poder, fazendo investigações reais, no mundo real, indo atrás da informação real.

Muitos podem dizer: “mas a imprensa é vendida e falha!” Há empresas e veículos que infelizmente são mesmo. Mas há também aqueles -e não são poucos- que, se não são infalíveis (pois isso não existe) buscam fazer um trabalho sério.

Quer saber quem está trabalhando bem? Veja quem é mais vítima dos ataques de governantes. Quanto mais atacados, provavelmente melhor o trabalho jornalístico. E, se o mesmo veículo for atacado por adversários políticos, então o trabalho deve estar sendo bem feito mesmo!

Só assim, teremos mais chance de não sermos feitos de bobo!


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Jesus Cristo (Gregório Duvivier) e seu amigo gay (Fábio Porchat), na sátira “A Primeira Tentação de Cristo”, do Porta dos Fundos - Foto: reprodução

Marchamos firmemente para o inferno

By | Jornalismo | No Comments

Nunca pensei que escreveria um artigo como esse apenas um dia após o Natal, mas acontecimentos recentes exigem um posicionamento rápido e enérgico.

Em pleno dia de Natal, começou a circular no WhatsApp e no YouTube um vídeo do autointitulado “Comando de Insurgência Popular Nacionalista da Família Integralista Brasileira”, em que se vê integrantes do grupo atirando três bombas incendiárias caseiras contra a sede da produtora do humorístico Porta dos Fundos, no bairro de Humaitá, no Rio de Janeiro. Segundo a polícia, que o comparou com imagens de câmeras de segurança, ele é autêntico.

O atentado terrorista aconteceu na madrugada do dia 24. Felizmente não houve vítimas, e o incêndio foi controlado por um segurança do local.



Os criminosos afirmam em seu vídeo que o ataque é uma represália ao filme “A Primeira Tentação de Cristo”, produzido pelo Porta dos Fundos e disponível na Netflix desde o dia 3 de dezembro. Na sátira de 46 minutos, Jesus Cristo, interpretado por Gregório Duvivier, volta do jejum de 40 dias no deserto com um amigo, vivido por Fábio Porchat, com quem viveria um romance gay.

A 10ª DP (Botafogo) investiga o caso como crime de explosão, que pode ainda ser enquadrado na Lei Antiterror, por usar explosivo “por razões de xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião” com o objetivo de “provocar terror social”.

A Frente Integralista Brasileira divulgou nota em seu site negando qualquer vínculo com os criminosos, e afirmando que integralistas não usam máscaras em suas ações.

Surge então a pergunta: quem são essas pessoas e por que fazem isso?

Tempos de intolerância

Quando li a primeira notícia sobre o atentado terrorista pensei imediatamente: “je suis Charlie”. A frase surgiu em 2015, após o atentado ocorrido no dia 7 de janeiro daquele ano contra a sede da revista semanal satírica francesa Charlie Hebdo: fundamentalistas islâmicos atiraram com fuzis contra a equipe e policiais, matando 12 pessoas e ferindo gravemente outras cinco.

O crime foi uma nova retaliação contra a edição de 2 de novembro de 2011, que apresentava, na capa, uma charge do profeta Maomé como redator-chefe, dizendo “100 chicotadas se você não morrer de rir”. Antes desse fatídico ataque, a revista havia sido atacada com uma bomba incendiária, no mesmo mês da edição acima.

Estamos caminhando para isso aqui no Brasil? Possivelmente!

Surgido ainda na Antiguidade, o humor, por vezes, atua no limite dos costumes e pode flertar perigosamente com temas delicados. Nem por isso deve ser censurado e muito menos humoristas devem ser atacados.

Tenho amigos que se sentiram ofendidos e tenho amigos que riram muito com o filme do Porta dos Fundos. Mas obviamente os primeiros nunca cogitaram um ataque à empresa ou aos humoristas, pois são pessoas decentes e inteligentes, e sabem que um ataque como esse contrariaria a própria fé. Até onde sei, nenhum deles sequer utilizou um instrumento socialmente legítimo para isso, que é recorrer à Justiça. Entenderam que fazer campanha contra o filme em seus círculos pessoais seria o suficiente.

Houve, sim, um abaixo-assinado online pedindo a retirada da produção da Netflix. E, no dia 19, a Justiça do Rio negou liminar a um pedido semelhante. A decisão foi tomada por não haver motivos legais para isso e que isso configuraria “inequivocamente censura decretada pelo Poder Judiciário”.

Esse é o caminho que deve ser seguido por uma sociedade organizada e evoluída.

Vale lembrar que algumas das ditaduras mais sanguinárias da história começaram conquistando apoio popular ao defender uma suposta “moral e bons costumes”. Algumas dessas ditaduras foram eleitas democraticamente, outras chegaram ao poder com golpes de Estado. Impossível não pensar na ascensão do nazismo de Hitler, ou do socialismo soviético consolidado com Stalin, que se apoiaram no povo para fazer valer seu ponto de vista. E quem pensasse de maneira diferente era preso ou, de preferência, morto.

A Justiça deve combater exemplarmente esse tipo de crime, especialmente em um momento em que diferentes governos conservadores incentivam ações extremistas contra tudo e todos que se posicionem contra seus interesses. Eles ganham força pela manipulação de grandes massas populares, que inocentemente acreditam estar defendendo valores nobres.

A imprensa vem sendo atacada sistematicamente, em especial quando faz bem seu trabalho essencial de fiscalizar o governo. Cientistas são desacreditados por demonstrar, de maneira irrefutável, temas que contrariam os interesses de poderosos. Professores são perseguidos e agredidos por grupos conservadores por questões ideológicas. E até as artes são atacadas por aqueles que se acham no direito de julgar e punir sob a sua própria visão distorcida do mundo.

É exatamente o mesmo mecanismo criado pelos nazistas. Por isso, tenho medo de que, muito em breve, assistamos a pessoas literalmente queimando “livros subversivos” ou “arte degenerada” em praça pública.

Quando isso acontecer, aí sim teremos chegado ao inferno.


E aí? Vamos participar do debate? Role até o fim da página e deixe seu comentário. Essa troca é fundamental para a sociedade.


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O que Star Wars pode nos ensinar a essa altura do campeonato

By | Educação | No Comments

Na quinta passada, o Episódio IX de Star Wars, “A Ascensão Skywalker”, estreou nos cinemas. A saga espacial, criada por George Lucas há 42 anos, chega ao fim com o status de mitologia moderna e incontáveis fãs em três gerações. E, como toda mitologia, suas histórias trazem ensinamentos que servem ao cotidiano de qualquer um, mas que particularmente se aplicam ao momento em que vivemos no Brasil.

Muitos acreditavam que esse seria o ano da virada na economia. Não aconteceu. Apesar de termos saído da recessão, os investimentos continuam baixos e o desemprego nas alturas!

Também foi um ano de desilusão e muito ódio nas relações, dois sentimentos destrutivos, que precisamos combater.

É aí que entra Star Wars, com mensagens de esperança e de união. Assista ao meu vídeo abaixo e veja como Lucas construiu uma narrativa que nos serve muito bem. E depois comente como podemos construir um 2020 mais positivo!



Essa também é minha mensagem de fim de ano a vocês. Na semana que vem, excepcionalmente não publicarei meu vídeo às segundas de manhã, voltando no dia 6. Mas, até, lá, nossa conversa continua nas redes!

Vamos construir um 2020 melhor para todos!


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Cobras têm pernas, e isso interessa muito a você!

By | Educação | No Comments

Por mais absurdo que seja, eu não me surpreenderia se, de repente, começasse a ver nas redes sociais um grupo crescente de pessoas que defendesse que cobras têm pequenas pernas. Bastaria que isso fosse apoiado por algum estudo obscuro e publicado em algum site mais obscuro ainda.

Mas o ingrediente secreto para o sucesso de uma aberração com essa seria as pernas ofídicas atenderem algum interesse econômico, político ou ideológico.

Isso não é loucura! Como repórter de ciência, certa vez me deparei com um estudo “sério” que sugeria que cerveja emagrecia. Ele havia sido financiado por uma fabricante da bebida.

Claro que não publiquei aquilo! Talvez fosse verdade, mas antes precisaria ser chancelado pela comunidade científica, que diz o contrário.

Na quarta passada, um post que fiz sobre a ambientalista sueca Greta Thunberg ter sido escolhida como pessoa do ano da revista Time tornou-se uma guerra ideológica nos comentários. Um dos argumentos mais usados foi o de que o aquecimento global não existe, apoiando-se em muita fantasia e alguns estudos questionados pela comunidade científica.

Por que as pessoas acreditam e defendem ferozmente barbaridades como essa? Veja no meu vídeo abaixo o motivo e como evitar que isso coloque em risco a própria sociedade.



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Crise no trabalho começo com nosso vexame na educação

By | Educação | No Comments

Na terça passada, a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) divulgou os resultados do Pisa, avaliação internacional sobre educação. O Brasil manteve seu histórico vexatório: ficamos entre os 20% piores países do mundo.

Não sei o que é pior: nosso já tradicional desempenho pífio ou a completa falta de perspectiva de melhora, diante da ausência de uma liderança minimamente qualificada no governo para o tema. A situação fica ainda mais dramática porque o Brasil forma cidadãos e profissionais deficientes não apenas em conteúdos acadêmicos, mas também em habilidades cada vez mais valorizadas no mercado de trabalho, como resiliência, empatia, trabalho em equipe e capacidade de viver construtivamente com quem pensa de maneira diferente de si.

Portanto, a crise no mercado de trabalho começa com a crise na nossa educação. O mundo se transforma a passos largos, exigindo pessoas capazes de se reinventar continuamente. Mas, para isso, elas precisam de uma sólida educação. Sem isso, engrossaremos as filas de desemprego não apenas pela crise econômica, mas também por estarmos sendo substituídos por robôs.

A educação é de todos, e esse problema precisa ser resolvido com a participação de toda a sociedade. O dilema tem solução, mas exige seriedade e muito trabalho. Veja o que precisa ser feito no vídeo abaixo. E depois compartilhe suas opiniões nos comentários.



Veja o estudo sobre o resultado brasileiro no Pisa 2015, feito por pesquisadores da USP e do Insper. É só clicar em https://www.insper.edu.br/wp-content/uploads/2018/08/Por-que-Brasil-vai-mal-PISA-Analise-Determinantes-Desempenho.pdf


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Aumento de concorrentes da Netflix pode reacender a pirataria

By | Tecnologia | No Comments

Prepare-se: a pirataria está voltando com força!

Depois de serviços como Netflix e Spotify diminuírem drasticamente as cópias ilegais de vídeo e de música, elas podem voltar com força. Ironicamente o motivo é a entrada de novos concorrentes desses serviços.

Ao contrário do Spotify e afins, que têm em seus acervos virtualmente toda música que alguém possa querer ouvir, de todos as gravadoras e de produtores independentes, os streamings de vídeos têm ofertas bem mais reduzidas. Além disso, apostam na exclusividade de suas produções próprias como diferencial.

O problema é que, apesar de ser razoável pagar pela assinatura de um, talvez dois desses serviços, se alguém quisesse ficar por dentro de todos os grandes lançamentos, teria que pagar por pelo menos cinco deles, o que torna a conta salgada demais para a imensa maioria da população.

É aí que a pirataria ganha força!

Entenda esse fenômeno assistindo ao meu vídeo abaixo. E depois compartilhe nos comentários se assina algum serviço de streaming de vídeo ou de música, e se acha que a proliferação deles combate ou favorece a pirataria.



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A personagem Vivi Guedes grava vídeo de despedida de seu perfil no Instagram - Foto: reprodução

O que aconteceu com Vivi Guedes? (e o que você pode aprender disso)

By | Tecnologia | No Comments

A novela global “A Dona do Pedaço”, que terminou na sexta (22/11), deixou alguns legados para o marketing, com integrações inusitadas entre diferentes mídias, indo muito além do cada vez mais batido merchandising. E essa narrativa transmídia serve a qualquer negócio.

Sem dúvida, a mais bem-sucedida foi protagonizada por Vivi Guedes (Paolla Oliveira), uma influenciadora digital na novela, que transcendeu os limites da trama. A personagem ganhou um perfil real no Instagram (@estiloviviguedes), que chegou a ter 2,7 milhões de seguidores, todos conquistados no período da história. Eles interagiam com a personagem como se fosse uma pessoa real. Os responsáveis pelo perfil respondiam como Vivi, mesmo porque as conversas giravam em torno do que ela vivia na ficção. Foi um jeito bastante novo de se “derrubar a quarta parede” (quando personagens de filmes, novelas, séries e até livros interagem diretamente com o público).



O perfil foi anunciado na novela e regularmente trazia conteúdo gerado dentro da trama, como seus ensaios fotográficos. Além disso, campanhas publicitárias (bem reais) na TV também aconteciam no Instagram de Vivi Guedes, de maneira integrada.

Por tudo isso, com a aproximação do fim da novela, o mercado começou a questionar o que aconteceria com essa pequena mina de ouro. Mantê-la ativa significaria manter um contrato adicional com Paolla Oliveira.

A saída foi negociar o perfil dentro da própria trama. Curiosamente quem “comprou” a conta foi a própria Globo! No penúltimo capítulo da novela, a personagem Kim (Monica Iozzi), agente de Vivi, anuncia que estava negociando o perfil com a emissora.

De fato, três dias após o fim da novela, o perfil @estiloviviguedes foi rebatizado como @PraVcArrasar, e se transformou em uma plataforma da emissora sobre moda e beleza. Nada mal: a Globo entra nesse filão no Instagram com quase três milhões de seguidores logo de cara!

Vivi Guedes saiu totalmente de cena, apesar de todo o seu conteúdo continuar disponível lá. Para marcar essa passagem, o perfil exibe um vídeo de despedida, que foi “gravado” durante a novela. Outra iniciativa inusitada foi um vídeo com Paolla Oliveira entrevistando Vivi Guedes, que está disponível na Globo.com.

Mas nem tudo são flores. A mudança desagradou fãs de Vivi Guedes. Muitos deles estão protestando nas postagens no novo formato, fazendo menção à antiga musa. Cerca de 100 mil pessoas deixaram de seguir o perfil nos primeiros três dias da mudança.

É um mundo conectado

Bons ensinamentos podem ser tirados dessa iniciativa, aplicáveis a qualquer profissional ou negócio.

O primeiro deles é que, já há bastante tempo, não existe mais divisão entre “mundo online” e “mundo real”. Isso tem até nome: cibridismo.

Nosso público e nossos clientes, que interagem conosco presencialmente, cada vez mais desejam continuar essas trocas no mundo digital, de maneira transparente. E nada mais natural, com a completa imersão digital em que vivemos, graças à combinação dos smartphones e das redes sociais. Interagir com uma marca ou com um profissional pelo celular é tão natural (e, para muitos, até preferível) quanto fazer isso ao vivo.

Consequentemente, todos precisam estar preparados para oferecer essa interação continuamente. Não apenas do ponto de vista de sistemas, mas também de narrativa, discurso e linguagem.

Consumidores abandonaram sua tradicional posição passiva. Hoje querem participar do processo, da divulgação, se possível até da produção. A tão falada experiência do consumidor começa muito antes e vai muito além da compra do produto ou da contratação do serviço. Mais: ela impacta até mesmo aqueles que não são nossos clientes. E temos que dar atenção a eles, pois, com interações bem construídas e alinhadas com as expectativas do público, essas pessoas nos ajudam a vender nosso peixe.

E sua marca, já está fazendo isso?


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A vida pode ser mais simples que isso

By | Educação | No Comments

Admito: a minha vida anda muito acelerada! E, olhando à minha volta, vejo que a maioria das pessoas segue o mesmo ritmo.

Por quê?

Os meios digitais, que nos permitem fazer cada vez mais com menos, que tornam nossas vidas mais produtivas e divertidas, também nos mantêm em um estado de alerta que não termina. As metas de trabalho e pessoais não param de crescer. E nos deixamos levar por isso, às vezes sem perceber.

O marketing aprendeu como tirar proveito disso, com estímulos permanentes. Mas tudo em exagero estraga: isso vem criando uma geração de pessoas que não se encantam com mais nada, por estarem sempre submetidos a um novo produto incrível.

Pessoas incapazes de apreciar o lado bom da vida não conseguem encantar ninguém. Passam a viver no automático e seu senso crítico fica seriamente prejudicado. Disso surge uma população ansiosa e facilmente manipulável por grupos econômicos e políticos.

Precisamos reverter esse ciclo! Veja minhas sugestões no vídeo abaixo. E depois compartilhe conosco, nos comentários, o que faz para buscar seu equilíbrio.



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Super-herói precisa de Facebook?

By | Jornalismo | No Comments

Essa é para rir! Mas também podemos aprender algo.

Super-herói precisa de Facebook?

Joinville agora tem seu herói: o Escudo Negro! Ele se anunciou em um perfil na rede do Zuckerberg há alguns dias, com um post com vários erros grosseiros, como dizer que vai “atrás de maus feitores, criminosos, usuários, etc” e que seu “Rob é lutar contra o crime”.

Depois de ganhar notoriedade local, com cerca de 1.500 compartilhamentos e até vários usuários (eita!) se oferecendo como ajudante, o perfil saiu do ar. Ninguém sabe quem é o Escudo Negro, se ele continua na ativa ou se a repentina fama estragou seus planos.

Mas, quando soube dele, a primeira coisa que pensei é por que um herói precisaria de uma rede social. Alguém já imaginou o Batman no Twitter ou o Homem-Aranha no Instagram?

Não se sabe se foi uma brincadeira, ou golpe publicitário ou só um maluco, mas muita gente hoje vive em busca de exposição, para suprir diferentes carências. As redes sociais são ótimas para isso, mas alguns exageram na dose, e usam inadequadamente o recurso. E assim acabam matando uma boa ideia (não parece ser o caso aqui).

Aguardo agora o perfil do Escudo Negro no LinkedIn. Que título ele se dará? Senior Night Law Enforcer? ?