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Para Rui Botelho, presidente da SAP Brasil, aplicações corporativas passarão a alimentar a inteligência artificial – Foto: divulgação

IA pode se transformar em “interface universal” para computadores e celulares

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A maneira como usamos diferentes programas e aplicativos de produtividade em nossos computadores e celulares pode estar com os dias contados. Com o avanço da inteligência artificial, navegar por muitas telas de sistemas distintos para coletar informações tende a ser substituído por simples conversas com um robô. Mas como tudo que se refere a essa tecnologia, precisamos compreender bem a proposta para que um benefício não se transforme em uma armadilha.

Especialmente no mundo dos negócios, mesmo com a ampla digitalização de processos, obter informações para uma tomada de decisão pode ser uma tarefa morosa e sujeita a falhas. Uma nova geração de assistentes de IA promete resolver isso, entendendo o que o usuário deseja e acessando todos os sistemas necessários para coletar os dados e organizá-los em uma resposta pronta.

Mais do que uma evolução técnica, esse movimento nascente traz uma mudança de paradigma na experiência do usuário e na governança de dados. Essa camada transforma sistemas complexos em “motores de dados” para respostas contextuais.

Os benefícios são evidentes, com ganhos em eficiência e produtividade. Mas alguns riscos não podem ser ignorados, como o aumento da dependência tecnológica e uma potencial exclusão digital entre aqueles que não souberem usar a IA.

Para muita gente, pode parecer um contrassenso alguém não conseguir usar uma tecnologia criada para facilitar processos. Mas precisamos entender que isso depende de habilidades que nem todos têm. Nesse caso, a sociedade precisa se organizar para capacitar essas pessoas, evitando ampliar o abismo digital já existente no país, e as empresas têm um papel fundamental nesse processo.


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No SAP Now AI Tour, evento anual da gigante de software alemã, que aconteceu em São Paulo nos dias 19 e 20, foi possível ver a Joule, assistente de IA da empresa, realizando esse tipo de integração com sistemas e dados da própria SAP e de terceiros. O robô também se ajusta automaticamente ao cargo de cada usuário, exibindo alertas, relatórios e soluções adequadas para cada função.

Para Rui Botelho, presidente da SAP Brasil, esse é o caminho. “O cliente escolhe se quer ter uma única experiência pela Joule ou se quer conectá-la a outros assistentes, como o Copilot da Microsoft”, disse. Segundo ele, “o futuro é que a gente consiga integrar o máximo possível e que esta camada de aplicações alimente a inteligência artificial, para que ela possa executar melhor as tarefas através dos agentes”.

A democratização da informática sempre foi associada à evolução da interface. Até os anos 1980, usar um computador exigia dominar comandos pouco intuitivos digitados no teclado, o que limitava esses equipamentos a uma parcela reduzida da população.

Isso começou a mudar com as interfaces gráficas, difundidas pelo Apple Macintosh (1984) e pelo Microsoft Windows (1985). Na década seguinte, os hiperlinks da Web mudaram como acessamos documentos. As telas sensíveis a toque, popularizadas há 20 anos pelo iPhone e pelo Android foram a etapa seguinte. Agora a IA contribui com a possibilidade de conversarmos com a máquina, como se fosse uma pessoa.

Isso permite que usuários sem conhecimento técnico operem sistemas complexos, apenas descrevendo suas necessidades, além de reduzir muito a curva de aprendizado para novos funcionários. Com processos mais rápidos e menos tempo em tarefas repetitivas, as decisões se tornam mais assertivas e ágeis.

Mas isso pode ampliar nossa dependência tecnológica, com risco de perda de conhecimento técnico profundo. Empresas também podem se tornar reféns de plataformas que centralizem toda a operação.

Isso se agrava com a falta de transparência das big techs, que normalmente não explicam as decisões e o funcionamento de sua tecnologia. Com isso e com todos os dados passando pela IA, o risco de vieses, vazamentos e erros aumenta.

 

Impacto no trabalho

Esse avanço da IA traz benefícios e dispara alertas também no mundo do trabalho. Se ela potencializa as entregas, como já explicado, pode ampliar a exclusão digital de quem não tiver acesso à tecnologia ou não se adaptar a ela. E a automação de tarefas pode reduzir os empregos de certas funções técnicas, como já se observa.

A SAP divulgou dados da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais (Brasscom), que indica que o Brasil forma 53 mil profissionais de tecnologia por ano, mas abre 150 mil vagas de trabalho no mesmo tempo. Isso levará a uma falta de meio milhão de profissionais até o fim da década.

Nos EUA, observa-se inesperadamente o contrário. Segundo o Federal Reserve Bank de Nova York, profissionais de Ciência da Computação e de Engenharia de Computação enfrentam taxas de desemprego de 6,1% e 7,5% respectivamente, contra 3% entre os de Biologia e História da Arte. Isso se deve à demissão de centenas de milhares de profissionais nas empresas de tecnologia, pelo fim do seu crescimento acelerado durante a pandemia e justamente pela adoção de IA em tarefas técnicas.

Botelho não acredita que vejamos algo assim no Brasil. “Eu acho que a IA reduzirá nosso déficit profissional, mas não vai zerá-lo”, afirma. Tanto que a SAP intensificou seus esforços para apoiar a formação e a requalificação de profissionais no Brasil, com a meta de chegar a 10 mil pessoas por ano. “A gente tem essa orientação de que o ser humano precisa estar sempre no processo”, acrescenta.

O Brasil tem uma janela de oportunidade para não cair naquele cenário americano. Precisamos de políticas públicas que democratizem o acesso à alfabetização em IA, regulamentação que incentive a transparência algorítmica e investimentos que garantam que pequenas empresas não fiquem para trás nessa transição.

Seria um erro acreditar que a IA por si só melhorará nossa produtividade e competitividade. Ela pode democratizar os ganhos tecnológicos, mas apenas se nós mesmos fizermos escolhas conscientes sobre como usá-la. O futuro ideal inclui uma sociedade em que máquinas processam, mas humanos decidem, com a automação liberando tempo para criatividade, estratégia e relacionamentos genuínos.

 

Diversidade e inclusão tornaram-se poderosas ferramentas de negócios e inovação - Foto: Christina Morillo/Creative Commons

Diversidade e inclusão tornam-se aliadas da inovação

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Quando se pensa em inovação, normalmente o que vem à mente são investimentos em tecnologia, novos processos e talentos ligados às tendências do mercado. Mas algumas empresas estão percebendo que, além disso tudo, investir em diversidade e inclusão em seus quadros lhes permite inovar ainda mais e oferecer produtos mais alinhados com seus clientes.

Algumas das inovações mais importantes para a sociedade têm muito pouco ou nada de tecnologia envolvida. Basta fazer algo que traga benefícios reais para as pessoas, seja uma coisa que ainda não exista ou dando uma nova perspectiva para algo já disponível.

Mas fica difícil desenvolver essa perspectiva inovadora quando todos na equipe são mais ou menos iguais e pensam da mesma forma. Diante de um mundo crescentemente complexo, acelerado e imprevisível, com clientes cada vez mais exigentes e participativos, trazer para dentro de casa visões diversas da vida torna-se essencial.

Portanto, investir em diversidade e inclusão nos times não é algo apenas socialmente responsável: é um incrível diferencial de negócios de empresas inteligentes.


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“Vemos que grupos diversos tomam decisões melhores, que trazem aumento de lucros”, explica Shuchi Sharma, vice-presidente global de Diversidade, Equidade e Inclusão da Red Hat, líder mundial em software open source. “Certamente é uma vantagem competitiva porque, quando você tem perspectivas mais diversas para a forma como você toma decisões todos os dias, você vê resultados muito diferentes do que quando você tem apenas um grupo homogêneo fazendo as coisas da mesma maneira, pensando o mesmo caminho”.

Entretanto, ter diversidade nas equipes não é suficiente. Sharma explica que a empresa precisa desenvolver uma cultura de inclusão e de pertencimento, porque todos precisam se sentir psicologicamente seguros para expor sua criatividade e assumir os riscos necessários para impulsionar a inovação. A inclusão prevê que todos não só tenham voz, como que ela seja efetivamente ouvida.

Essas ações precisam ser concretas e os gestores devem estar preparados para elas. Isso significa, em primeiro lugar, que precisam genuinamente prestar atenção no que os funcionários lhes dizem, procurando entender suas perspectivas e suas experiências, que podem ser muito diferentes das deles. Devem também validá-las, para que a equipe perceba que elas são valiosas.

É um trabalho constante e permanente. Empresas que investem há mais tempo em diversidade e inclusão, como IBM, SAP e Coca-Cola, hoje colhem muitos frutos disso. A executiva explica que não se deve interromper as iniciativas se as metas forem atingidas, ou tudo que se construiu pode ser perdido, como em qualquer outra parte do negócio. “Se você atinge suas metas de vendas, você não para de vender”, exemplifica.

Não é algo trivial. É preciso mudar a cultura corporativa de uma mentalidade de comando e controle para um ambiente mais distribuído e matricial. Tanto que os líderes que se destacam hoje são mais orientados para mentoria da equipe, o que exige muito mais escuta e um comprometimento em servir o próprio time.

 

Atração e retenção de talentos

Esses esforços se pagam! O relatório “A inclusão não é apenas legal: é necessária”, publicado em fevereiro pelo Boston Consulting Group após ouvir mais de 27 mil profissionais de 16 países (incluindo o Brasil), indica que melhorar a experiência de inclusão no local de trabalho é uma das ferramentas mais efetivas que as empresas têm para atrair e reter talentos. Se bem-feita, a inclusão reduz pela metade os atritos.

Isso acontece porque os funcionários sentem que podem ser autênticos com o que são e com o que acreditam, sem medo de discriminação. Assim ficam mais felizes e motivados para dar o melhor de si, pois sentem que suas perspectivas são importantes. Eles têm quase 2,4 vezes menos probabilidade de pedir demissão.

É importante que esses benefícios sejam conhecidos. Poucas empresas ainda investem em iniciativas de diversidade e inclusão, pois é difícil de definir, medir e influenciar suas ações e resultados no ambiente de trabalho. Por isso, elas acabam sendo subvalorizadas.

O estudo sugere algumas medidas para melhorar a inclusão nas empresas, começando por haver diversidade no nível de liderança, que deve se demonstrar comprometida com o tema. As gerências devem criar equipes e ambientes seguros para minorias, com medidas rigorosas contra comportamentos discriminatórios e tendenciosos. Por fim, os resultados da companhia devem ser medidos com foco em diversidade e inclusão.

Equipes diversas também permitem que se inove em produtos para atender necessidades de grupos específicos, que acabam favorecendo a população como um todo. Um bom exemplo são as rampas em calçadas, nas esquinas. Criadas originalmente para cadeirantes, eles passaram a ser usadas também por ciclistas e por pessoas com carrinhos de bebês ou de compras, entre outros.

“Acreditamos que as melhores ideias podem vir de qualquer lugar, e essa é a essência do open source, bem como a essência da inclusão”, afirma Sharma, que construiu sua carreira na indústria de TI, um mercado fortemente dominado por homens brancos. Graças ao seu histórico de promoção de mulheres e minorias nos setores de tecnologia e saúde, foi nomeada uma das 50 Líderes do Futuro pelo jornal “Financial Times” em 2018.

“Mulheres podem melhorar os resultados em empresas de tecnologia pelas suas perspectivas diferentes, melhor tomada de decisão, mais empatia com seus clientes e compreensão de diferentes formas de fazer as coisas”, acrescenta. Ela destaca o caso de mães solteiras, muitas vezes estigmatizada pela sociedade, mas que são resistentes e persistentes, sempre têm um “plano B” e têm que resolver problemas de forma criativa. “São qualidades que queremos ter em todos os negócios: que ótimo lugar para encontrá-las”, provoca.

Já passou da hora de as empresas de todos os setores pararem de encarar a diversidade e a inclusão como palavras vazias apenas para serem bem vistas por uma sociedade que valoriza esse assunto cada vez mais. Elas são incríveis ferramentas de inovação e de negócios! Mas isso só acontecerá para aqueles que estejam dispostos a sair de sua zona de conforto e fazer os movimentos necessários.


Assista à íntegra da conversa com Shuchi Sharma, VP de Diversidade e Inclusão da Red Hat.

 

Diversidade importa!

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Como anda a diversidade na sua vida?

No seu trabalho e entre seus amigos, há pessoas de diferentes etnias, gêneros, orientações sexuais, idades, classes sociais? Se tiver pouco, sugiro que amplie isso.

Diversidade não é só uma moda, e não deve ser usada de maneira displicente. Se todos os inegáveis benefícios sociais já não fossem suficientes para todos terem um olhar sério e amplo sobre o tema, nos cercarmos com pessoas (muito) diferentes de nós nos ensina a sermos pessoas melhores, a resolvermos problemas mais complexos, a identificar oportunidades de todos os tipos.

Quando trazemos isso para os negócios, equipes diversas tornam nossos produtos muito mais competitivos por um motivo muito simples: nossos clientes também são diversos. Se tivermos apena um tipo de pessoa em casa, jamais seremos capazes de atender todo esse espectro.

No fim da tarde desta quarta, tive uma inspiradora conversa com Judith Michelle Williams, líder global de sustentabilidade de pessoas, e principal executiva de diversidade e inclusão da SAP. Confira no vídeo abaixo!

Conte suas experiências com diversidade nos comentários.



Videodebate: racismo na publicidade

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Na quinta passada, o Ministério da Educação pôs no ar propagandas com teor racista.

Por que o MEC fez isso? Como é possível que instituições e empresas de todo porte continuem dando mancadas assim?

Parece loucura que, em tempos em que tanto se discute e se incentiva a diversidade e a inclusão, ainda vejamos isso. Apesar de vários exemplos gritantes em todo o mundo, a solução para o problema não é simples, pois envolve mudar as cabeças que gerenciam os negócios, normalmente (como diria o guru da administração Tom Peters) “homens brancos de meia idade e calça de poliéster”.



Os benefícios de se resolver essa aberração histórica vão muito além da imagem pública do profissional ou da corporação.

Você sabe como? Sua empresa está salva disso? Veja no meu vídeo dessa semana! E depois deixe nos comentários o que você acha disso e exemplos de boas (ou más) práticas em torno desse assunto.

Para saber ainda mais sobre o assunto, assista também ao meu vídeo com entrevista a lideranças femininas da indústria de tecnologia explicando por que a diversidade e a inclusão são fundamentais para qualquer negócio:



NOVIDADE: quer ouvir as minhas pílulas de cultura digital no formato de podcast? Basta procurar por “O Macaco Elétrico” no Spotify, no Deezer ou no Soundcloud. Se preferir, pode usar seu aplicativo preferido: é só incluir o endereço http://feeds.soundcloud.com/users/soundcloud:users:640617936/sounds.rss

A tecnologia pode ser uma poderosa ferramenta de inclusão social para meninas

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A tecnologia também pode ser um poderosa ferramenta de inclusão social!

A organização sem fins lucrativos Women Who Code de Recife realiza um trabalho educacional inspirador para meninas a partir dos 10 anos de idade, usando a programação como meio para que mulheres desenvolvam habilidades e o gosto pela tecnologia. Além de abrirem uma ótima oportunidade profissional para elas, ajuda a equilibrar esse mercado de trabalho, que ainda é majoritariamente masculino.
Conheça seu trabalho e como participar, assistindo abaixo à minha entrevista com Andreza Alencar e Karina Machado, diretoras da ONG. Quer participar? Entre em contato com elas: womenwhocode.com/recife ou @WWCode_Recife


Diversidade gera lucros para empresas e satisfação para pessoas

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Você já pensou por que existem tão poucas mulheres no mercado de tecnologia? Longe de ser apenas uma estatística, isso vem de valores arraigados em nossa cultura e da falta de modelos femininos nessa indústria. De alguns anos para cá, várias iniciativas procuram reverter essa situação e promover a diversidade e inclusão nas empresas, não apenas de gênero, mas também étnica, de orientação sexual e de pessoas com necessidades especiais. Além de gerar inestimáveis ganhos sociais, elas também trazem muitos ganhos para as empresas.

Segundo o estudo “A diversidade como alavanca de performance”, publicado pela consultoria americana McKinsey, empresas com mais diversidade de gênero em cargos executivos têm 21% mais chance de ter lucros acima da média que as que apresentam pouca diversidade. No caso de diversidade étnica, isso é ainda mais aparente: 33%.

Há alguns dias, tive uma conversa inspiradora sobre isso com Judith Michelle Williams, líder global de diversidade da SAP, que estava no Brasil. A íntegra da conversa em vídeo (7’ 18’’) pode ser vista abaixo.


Vídeo relacionado:


“Quando uma organização é capaz de ter essa diversidade e essa inclusão, isso aumenta o engajamento de seus funcionários”, explica Williams. “Isso leva a uma maior inovação, pois você tem diferentes fontes de ideias, você tem pessoas com culturas diferentes.”

Ironicamente, o primeiro programa de computador da história foi escrito por uma mulher: Ada Lovelace criou em 1842 o algoritmo para a máquina analítica de Charles Babbage. Mas hoje faltam modelos para que as meninas se inspirem para abraçar essas carreiras.

“Mulheres e meninas continuam extremamente sub-representadas. Os estereótipos de gênero, a falta de modelos visíveis e as políticas e ambientes sem apoio ou mesmo hostis podem impedi-las de seguir essas carreiras”, disse António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, em sua mensagem oficial no dia 11 de fevereiro passado, Dia Internacional para Mulheres e Meninas na Ciência.

“Ter quem mostre que é possível para uma mulher liderar uma companhia de tecnologia, desenvolver software e crescer em uma carreira de tecnologia é muito bom. Precisamos encorajar mais meninas a abraçar as exatas e estudar ciência e tecnologia”, afirma Williams, que, antes de liderar a diversidade na SAP, cuidou desse tema no Dropbox e no Google.

Diversidade e inclusão

Mas a diversidade sozinha não é suficiente. As empresas precisam fazer seus funcionários se sentirem incluídos, podendo demonstrar quem eles são.

“Nós não queremos que nenhum de nossos funcionários LGBT+ sintam como se não pudessem falar sobre sua vida familiar, não pudessem falar sobre seus parceiros”, explica a executiva da SAP. “É muito importante ter essa inclusão: as pessoas sentem que elas podem vir trabalhar e ser o seu melhor.”

As empresas precisam investir no treinamento de suas equipes para chegar lá. Segundo artigo publicado na revista Forbes, as dificuldades de inclusão derivam principalmente da nossa inabilidade de reconhecer e valorizar pontos de vista diferentes. A autora Phyllis Wright, vice-presidente sênior da VRM Mortgage Services, cita estudos que demonstram que 80% do que usamos para nossas conclusões vêm do que já sabemos, e apenas 20% de estímulos externos. Portanto, um treinamento eficiente pode “melhorar” os conceitos em nosso cérebro e treinar nossos olhos para a questão da diversidade a nossa volta.

Lembro-me de ter lido o livro “Círculo da Inovação”, do guru da administração Tom Peters, há uns 30 anos. Mas uma passagem me marcou muito: a que ele dizia que a gerência da maioria das empresas é composta por “homens brancos de meia idade vestindo calças de poliéster”. O problema disso, segundo ele, é que todos aqueles gerentes pensam da mesma forma, o que seria péssimo para o negócio e para seus produtos.

Ele já via a importância da diversidade, tão em moda hoje, há três décadas! Afinal, se você tem dez “chefes” que pensam exatamente igual, você só precisa de um! O que faz um negócio realmente prosperar é ter pessoas diferentes trocando suas experiências para atender clientes que também são diversos.

E então: como está a sua companhia nisso tudo?


E aí? Vamos participar do debate? Role até o fim da página e deixe seu comentário. Essa troca é fundamental para a sociedade.


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